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terça-feira, 12 de agosto de 2025

A MAIORIA DESEJA O MILAGRE, MAS NÃO A INTIMIDADE COM O SAGRADO

Oliver Harden, escritor, artigo publicado no Facebook, https://www.facebook.com/custodio.org, agosto 2025   


Identifiquei-me bastante com a reflexão desse autor. Porque tenho a ideia de Deus como uma Divindade adormecida na alma, aguardando ser despertada. A alma é a essência imaterial e eterna que habita o ser humano, que nos torna conscientes e capazes de amar, pensar e criar, sendo responsável pela comunhão humana com o Ser Supremo. Esta abordagem sugere que, embora possamos não perceber essa força interna, ela está presente, podendo ser despertada pela autorreflexão mais profunda e significativa.

Nesse sentido, a boa ação humana, que nos torna melhores, tem um significado espiritual. Cada ação bem-intencionada pode ser entendida como uma luz que se acende em nosso interior. Então, à medida que despertamos para o processo de crescimento espiritual, despertamos a Divindade interior inspirando-nos a contínuos novos entendimentos. Nesse estágio, não há como retroceder.

quinta-feira, 12 de maio de 2022

NUNCA DEIXE DE APRENDER

                    Marcelo Tas recebe o pastor Henrique Vieira no ‘Provoca’

 

Tom Simões, Santos (São Paulo, Brasil), 12 de maio de 2022


https://www.youtube.com/watch?v=miTuvuPyTh0

·         Clique aqui para assistir à entrevista

  

Eu lhes peço carinhosamente, caríssimas e caríssimos seguidores: não deixem de assistir a esta poderosa aula sobre o verdadeiro amor, com base no exemplo de Cristo. Não importa a fé que se processa, importa como se reverte essa fé em benefício do próximo e das suas circunstâncias como um todo.

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Deus habita o nosso interior

       A qualquer momento, quando você estiver na sintonia certa com a existência, Ele se revelará...


 

Imagem: Autor não identificado

  Tom Simões, www.tomsimoes.com, agosto 2021

 

A BUSCA do reino de Deus (ou Reino dos Céus, Mundo de Luz, Natureza Divina, Força Onipotente...) é o eixo central dos ensinamentos de Jesus.     

Existe uma verdade subjacente a todas as religiões: a minha religião é uma religião interior. Há algo que diz: “Deus habita o nosso interior. Na palavra ‘Deus’ tem um ‘eu’.”

domingo, 23 de maio de 2021

DEUS E A NOVA FÍSICA

 Acesse o endereço: https://www.youtube.com/watch?v=PM35oYkdRZQ 

 

Esta palestra foi ministrada por Regis Reis, Doutor em Tecnologia Nuclear pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), no dia 22 de maio de 2021, e promovida pela Ordem Rosacruz, Loja de Santos (SP), Brasil. Após assistir à brilhante explanação, nos tornaremos mais conscientes. E não seremos mais os mesmos, certamente ...

 

Leia também: https://jornalistadanovaera.wordpress.com/2018/01/13/o-despertar-da-consciencia-cosmica/     

 

Tom Simões, jornalista, maio 2021

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

‘O SER HUMANO COMO SACERDOTE DE SI MESMO’


Na modernidade, o indivíduo escolhe como deseja viver sua religiosidade, sem necessidade de se ligar a uma seita. É o indivíduo que constrói sua própria lógica.

Tom Simões, jornalista, www.tomsimoes.com, outubro 2019




ESTE texto tem como base a palestra do teólogo e escritor Ed René Kivitz, ‘A espiritualidade inconsistente e o mercado de Deus’, ministrada no Café Filosófico da TV Cultura de São Paulo.

A religião cobra caro de seu fiel. O fiel é um ser infantilizado, que se torna vulnerável à manipulação. Deus é puro amor, não pede nada em troca. Com Ele, não é possível fazer barganha. A troca inviabiliza minha convivência com a Divindade. A relação idolátrica desfigura-me como ser humano, com ela perco minha autonomia. A crença escraviza, ao mexer com nossa culpa, nosso pecado, nosso medo, nossa ignorância...

quinta-feira, 1 de março de 2018

A IMPORTÂNCIA DA VIVÊNCIA DA RELIGIOSIDADE DESDE A INFÂNCIA


Ainda que o jovem (ou adulto) não tenha se decidido por uma vida religiosa independente, a lembrança das vivências de religiosidade na infância lhe dará suporte, força e segurança na vida



Tom Simões, jornalista, Santos (São Paulo, Brasil), fevereiro 2018




“EM NENHUMA outra idade as experiências são tão profundas e se gravam tão indissoluvelmente em toda a constituição corpórea, anímica e espiritual, como na idade pré-escolar. Se nessa idade a criança não vivenciar devoção, alegria, expectativa, participação, interesse mútuo, veneração a algo superior, faltar-lhe-á uma experiência de si mesma, uma autoafirmação essencial. Pois ela vem ao mundo querendo entregar-se com confiança plena e espera essa confirmação. Desse modo é possível que haja a consolidação da confiança primordial”, escreve a pediatra alemã Michaela Glöckler, em sua obra ‘Força Sanadora da Religião’ (Editora Antroposófica), que acabo de ler. Ela atua como médica na Escola Rudolf Steiner de Witten, sendo diretora da Seção Médica do Goetheanum, Escola Superior Livre de Ciência Espiritualista, localizada em Dornach, Suíça.

Eu vivi intensamente a Igreja Católica até a pré-adolescência. Vestia-me de anjo em procissões, varria a igreja, organizava a contribuição financeira dos fieis... Padre Antônio, reconhecendo minha dedicação, chegou até a me presentear com chocolate que trouxe da Espanha ao visitar sua família. Também estudei em escola de frades carmelitas. Então, eu posso falar sobre o que a experiência religiosa representou em minha vida. Hoje me considero um ‘livre pensador’, sem vínculos com religião formal. Mas, refletindo sobre isso, acredito que as vivências espirituais pelas quais já passei é que me deram sustentação para tanto!

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Se eu fosse um padre

Mário Quintana (*)




“SE EU FOSSE um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
— muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,

Não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições...
Se eu fosse um padre, eu citaria os poetas,

Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalam
e quem me dera que alguns fossem meus!

Porque a poesia purifica a alma
... e um belo poema — ainda que de Deus se aparte —
um belo poema sempre leva a Deus!”

(Texto extraído do livro "Nova Antologia Poética", Editora Globo - São Paulo, 1998, pág. 105)

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Sobre evangélicos...

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, Santos (São Paulo, Brasil), julho 2017



EU COSTUMO apreciar as diferentes crenças. Pois há sempre mensagens positivas nas mais diferentes religiões, com as quais a gente pode se identificar e se enriquecer. Apenas a Igreja Evangélica nunca me atraiu uma única vez, para conhecer o seu ritual. Ainda assim, dois evangélicos vieram ao meu encontro, em dias diferentes, no quarto do hospital onde eu estive internado, pedindo autorização para fazer uma prece. Fui acometido por uma forte pneumonia. É claro que os acolhi, já que desejavam abrir seu coração para mim numa circunstância tão delicada da minha vida. Não, não pensem que os dois evangélicos foram propagandear as suas respectivas Igrejas; eles nem sequer apresentaram o nome e endereço delas. Os dois evangélicos simplesmente me emocionaram com a suas inspiradoras orações. Agradeceram a acolhida e me desejaram uma pronta recuperação. Não, estimado leitor, não me tornarei um evangélico. Mas passarei a respeitá-los mais devidamente. Porque eles desenvolvem esse trabalho importante no hospital onde estive internado e provavelmente em outros também. E também por eu ter convivido, no meu quarto hospitalar, com alguns funcionários da Santa Casa da Misericórdia de Santos, que mudaram radicalmente suas vidas se tornando evangélicos; ao confiarem em mim, contaram histórias muito pessoais, não raramente me surpreendendo com o tipo de vida que levavam e no que se transformaram. Então, sobre as Igrejas Evangélicas como um todo, eu prefiro considerar apenas os seus aspectos positivos e não as julgando, por desconhecer a sua estrutura organizacional e ações dos seus pastores. 

quinta-feira, 2 de março de 2017

Igreja cheia...

Mas ainda incapaz de promover mudanças essenciais em seus fiéis


Tom Simões, jornalista, tomsimoes@hotmail.com, Santos (São Paulo, Brasil),
março 2017




“[...] A LIBERDADE de expressão se conta entre as mais valiosas joias do pensamento iluminista. Ela está na base de algumas de nossas mais produtivas instituições, como a democracia, as artes e a liberdade acadêmica – e, consequentemente, o desenvolvimento científico. Mais até, ao assegurar que todas as ideias possam ser discutidas sob todos os ângulos, a liberdade de expressão permite que cada sociedade encontre seu ponto de equilíbrio entre a mudança e a conservação”, cita Hélio Schwartsman, filósofo e jornalista brasileiro, em sua crônica ‘Sob censura’ (Folha de S. Paulo, 14/02/2017).

Fui criado na Igreja Católica. Varria a igreja, cuidava da doação dos dízimos, participava da antiga Cruzada Eucarística... Certa vez, regressando da Espanha, onde fora visitar seus familiares, o padre Antônio, da Paróquia Nossa Senhora da Aparecida, trouxe-me chocolate de presente. Eu tinha um vínculo importante com a paróquia na fase da pré-adolescência. Além da igreja, frequentei parte do Ensino Fundamental em uma escola dirigida por frades carmelitas.

As duas últimas vezes, porém, em que voltei a assistir a uma missa, em igrejas diferentes, foram missas de sétimo dia, uma pela morte de um amigo e outra, do pai de um amigo. Confesso surpreender-me por não terem mudado praticamente nada, desde a minha infância, a cerimônia da missa e, principalmente, as palavras do sacerdote. O algo que mudou foi: há mais ruídos e menos silêncio. Em uma das igrejas cheguei a me incomodar consideravelmente com a ‘vozearia’ do ritual. Havia, diante do altar, um homem acusando incessantemente os cristãos, amedrontando-os com a ideia do pecado, da culpa e do inferno. Sem direito a perguntas e reflexões pelos participantes. O padre continua o senhor da palavra, o ‘representante legítimo’ de Deus na Terra.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

EGRÉGORA = ENTIDADE VIGILANTE

“Talvez você nunca tenha pensado sobre isso, mas toda associação de indivíduos, todo grupo que contenha algumas pessoas interessadas em um mesmo objetivo, constitui no invisível, ou no plano psíquico, um campo de energia que adquire, com o tempo, vida própria e passa a, inclusive, orientar o comportamento do grupo.”






Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, novembro 2016 


EGRÉGORA, de acordo com a Wikipédia, Enciclopédia Livre, é como se denomina a força espiritual criada a partir da soma de energias coletivas (mentais, emocionais) fruto da congregação de duas ou mais pessoas. “Segundo as doutrinas que aceitam a existência de Egrégoras, elas estão presentes em todas as coletividades, desde as mais simples associações às assembleias religiosas. Sendo assim, todos os agrupamentos humanos possuem suas Egrégoras características (empresas, clubes, igrejas, famílias...), nas quais as energias dos indivíduos se unem e formam uma entidade autônoma e mais poderosa.”

Uma Egrégora participa ativamente de qualquer meio, seja ele físico ou abstrato. Quando a energia é deliberadamente gerada, ela forma um padrão, ou seja, tem a tendência de se manter como está e de influenciar o meio ao seu redor. “No mais, as Egrégoras podem ser descritas como concentrações ou «esferas» energéticas criadas quando várias pessoas têm um mesmo objetivo comum. Trata-se de um conceito ‘místico-filosófico’ com vínculos muito próximos à teoria das ‘formas-pensamento’, na qual todo pensamento e energia gerada têm existência, podendo circular livremente pelo cosmo”, cita a Wikipédia.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

O Significado da Bênção


“Quando alguém diz: ‘Que Deus te abençoe!’, não está só desejando o melhor para você, mas também atuando a seu favor. Pois quando você bendiz a alguém, também está atraindo a proteção de Deus para você. O efeito de abençoar é multiplicador, já que é dado por Deus a seus filhos. A bênção invoca o apoio permanente de Deus para o bem-estar da pessoa, expressa agradecimento e confere prosperidade e felicidade em toda pessoa que a recebe.”



Utilizamos a expressão sem dar conta de seu tamanho Significado. Deus abençoe a todos vocês, estimados amigos. Tom Simões 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Aprendendo a apreciar os outros...


“DEVEMOS saber que o melhor método para estabelecer a paz mundial em geral é a nossa própria paz mental. Devemos aprender também a apreciar os outros. Sem os outros não somos nada. Somos como uma célula no organismo do Universo, dependendo completamente de todos os seres vivos. É possível pensar: ‘onde olhamos só vemos a bondade dos outros’. Onde começa a paz neste mundo? Em nosso próprio coração. Sem a paz interior, a paz exterior é impossível. Eu posso ser feliz e fazer também os outros felizes! O que é felicidade? Buda diz: ‘Felicidade é uma mente serena e feliz’. Então o caminho é transformar a mente. É preciso aplicar mais esforço no coração. O nosso exemplo é algo essencial neste mundo. Precisamos de boas lições e boas intenções para realizar grandes mudanças: mais sabedoria, menos sofrimento, menos insatisfação. Uma mente virtuosa funciona como causa principal para experimentar a verdadeira felicidade. A sabedoria é sempre a causa da felicidade; ela nos conduz por caminhos corretos - nunca nos engana; não são palavras vazias, mas palavras reais. A sabedoria corta os obstáculos; ela é o maestro que levamos no coração - estando sempre conosco, protege-nos! Ensina o que temos de praticar e o que temos de abandonar. ‘Como estou eu? Na hora em que reflito, isso se reflete em minhas ações e, consequentemente, nos outros.’ É preciso então buscar refúgio, alguém que nos indique o caminho, alguém em quem confiamos. É preciso também receber bênçãos, algo intangível que tem um poder muito forte entre nós. E acumular méritos. Para onde queremos ir? A quem podemos beneficiar? Vamos aprender, portanto, a apreciar o Mundo. E tornar significativas as nossas liberdades!”

terça-feira, 19 de agosto de 2014

POR QUE SOMOS RELIGIOSOS E ACREDITAMOS EM DEUS?

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, jornalista, Santos (SP), Brasil 



TRATA-SE de uma abordagem diferente sobre ‘religião’, que eu gostaria de compartilhar com o leitor. Ela foi publicada em http://livrespensadores.net/artigos/por-que-acreditamos-em-deus/ O texto que ora apresento é um resumo do artigo original. Na verdade, são muitas as informações disponíveis em qualquer área do conhecimento. Quando nos interessamos por determinado tema, precisamos pesquisar bastante, para ter fortes argumentos para defender uma opinião e, fundamentalmente, estruturar construtivamente a nossa vida. Lembrando Sócrates, citado no final do texto: ‘Uma vida sem questionamentos não vale a pena ser vivida’.

Vejamos então do que trata o referido texto:

“É MAIS FÁCIL ter fé do que raciocinar em busca da verdade. Todos nós somos ateus ou infieis, inclusive você. Se você não acredita na existência de um deus de outra cultura, por exemplo: deuses indígenas, orientais ou antigos deuses perdidos na história, certamente você será considerado ateu ou infiel, independentemente de sua crença.

terça-feira, 24 de junho de 2014

JESUS: uma inspiração


INSPIRO-ME sempre Nele, Jesus, reconhecendo a teoria segundo a qual o poder divino existe dentro de cada ser humano. Nesse sentido, o “Deuzinho” que mora lá dentro, quietinho, está pronto para desabrochar, progressivamente, em função da nossa relação com o mundo, da nossa capacidade contínua de ir além - isso que a gente conhece como “autossuperação”, ou seja, a superação dos próprios limites. Atmã (termo do sânscrito) significa o espírito divino que habita em nós ou o Deus interior, a alma, o elemento imaterial do indivíduo. Segundo um autor desconhecido, atingir a plenitude espiritual significa viver de forma intensa, da melhor maneira possível. “A plenitude é o máximo de conhecimento, sensibilidade, intuição, amor e sabedoria que o ser humano pode atingir em sua existência em determinado nível.” Ir além, exercito, inspirando-me nos ensinamentos de Jesus, Buda, Lao-Tsé, Confúcio, Sócrates, Madre Teresa de Calcutá, São Francisco de Assis... 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

“DEUS”, segundo JUNG

Carl Gustav Jung

“O CONCEITO DE DEUS é simplesmente uma função psicológica necessária, de natureza irracional, que absolutamente nada tem a ver com a questão da existência de Deus. O intelecto humano jamais encontrará uma resposta para esta questão. Muito menos pode haver qualquer prova da existência de Deus, o que, aliás, é supérfluo. A ideia de um ser todo-poderoso, divino, existe em toda parte. Quando não é consciente, é inconsciente, porque seu fundamento é arquetípico.

  • arquetípico: modelo ideal, inteligível, do qual se copiou toda coisa sensível: para Platão, a ideia do Bem é o arquétipo de todas as coisas boas da natureza.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

A ORAÇÃO BASEIA-SE NO ‘EGO’?

Ao rezar, a gente não se concentra no Todo, mas tão somente em si mesmo, movido por desejos pessoais


NORMALMENTE, quando pensamos em rezar? Ainda que rezemos com frequência, em benefício de quem costumamos pedir a proteção divina? Rezamos normalmente com o foco em algo a ser alcançado. E esse foco tem sempre a ver com algum interesse próprio. Quem é capaz de orar para alcançar algo que não lhe traga benefício direto? Por outro lado, passada a circunstância do propósito da oração, a sua prática é normalmente esquecida até que surja uma nova necessidade do pedido de proteção. Quem se identifica com tudo isso?

Em “A Matriz Divina”, o autor, Gregg Braden, diz: “Ao rezar, a gente não se concentra no Todo, mas tão somente em si mesmo, movido por desejos pessoais”. Para alguns é assim, mas devemos generalizar? Este texto é construído com base na obra de Braden.

Em abril de 2013, escrevi algo sob o título “Oração do Tom”: “Há três coisas que incluo no meu dia a dia e exercito várias vezes: o alongamento do corpo, a meditação e a oração. Esteja eu onde estiver, são três coisas que considero tão importantes como o próprio alimento: comer, alongar e orar. Orar ao deitar antes de dormir, ao presenciar cenas tristes (moradores de rua, idosos andando com dificuldade, fatos que chocam...), ao me sentir feliz com algo, ao chegar logo cedo na sala de trabalho... Meditar sempre que possível para esvaziar a mente, ainda que por breves instantes! E orar, buscando a conexão com o inexplicável da existência humana”.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

BATIZADO INCOMUM



UMA AMIGA de minha filha convidou-a, com o marido, para batizar sua filha de dois anos. Por conta de o casal não ser religioso, a amiga pediu que minha filha escolhesse o tipo de encontro para ‘celebrar’ o batizado. Minha filha pediu-me alguma sugestão. Pesquisando, encontrei  algo singular, justamente com o mesmo propósito, um batizado incomum, de autoria do mestre Rubem Alves, “O Batizado”: http://www.rubemalves.com.br/10mais_04.php . Leia também, leitor, é bem interessante.

De minha parte, pensando na possibilidade do batizado incomum, reuni algumas reflexões, que poderiam ser lidas ou pensadas durante um ato como esse.

sábado, 21 de julho de 2012

O “DEUS” DE UM EVANGÉLICO

Não é assim que eu, Tom Simões, imagino Deus


ESCREVO SOBRE a última obra que li: “Uma vida com propósitos”, de autoria de Rick Warren, mestre em Teologia, conhecido como o líder evangélico mais influente dos Estados Unidos. Sua leitura levou-me a uma profunda reflexão.

Neste exato momento, escreve Warren, é possível que um problema, uma urgência ou o fim de um prazo determinado estejam dirigindo você. É possível que uma lembrança dolorosa, um temor ou uma crença inconsciente também estejam dirigindo você. Centenas de circunstâncias, valores e emoções podem dirigir sua vida.

Segundo o autor, comprar/obter torna-se o único objetivo na vida de algumas pessoas. “O impulso de sempre querer mais baseia-se na concepção equivocada de que possuir mais nos tornará mais felizes, mais importantes e mais protegidos. Contudo são três expectativas falsas. Bens materiais trazem felicidade apenas temporária. A situação de constante tranquilidade acaba gerando o tédio, e então passamos a desejar novidades, coisas maiores e melhores.”

Ainda que este texto seja um pouco longo, acredito que valerá a pena um esforço para conhecê-lo. Porque creio também que é preciso mudar, e cada dia, cada leitura, cada conversa, cada olhar para o mundo à nossa volta é uma oportunidade para isso.

“O que eu posso fazer de diferente a partir de hoje” pode ser um desafio, pois a mudança deve ocorrer em mim e não no outro. Por isto é preciso encarregar-se do próprio desenvolvimento, colocando desejos, desafios e conquistas a serviço do bem comum.

O “DEUS” DE RICK WARREN

Não é assim que eu, Tom Simões, imagino Deus:

“[...] Você foi planejado para agradar a Deus. No instante em que você chegou a este mundo, Deus, lá do céu, como testemunha invisível, sorria ao assistir a seu nascimento. Ele quis que você existisse, e sua chegada Lhe deu enorme prazer. Deus não precisava criar você, mas decidiu criá-lo para satisfação Dele. Você existe para benefício, glória, propósito e prazer de Deus.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

SENTIR-SE CULPADO?...

“Deveríamos dar ao caos um lugar de destaque pelo menos uma vez por ano, designando ocasiões em que podemos ficar brevemente isentos das duas maiores pressões da vida adulta secular: ser racional e fiel”

UM BOM COMEÇO para este artigo, buscado em www.luzespirita.net, é a manifestação da leitora Aurora Costa: “Em alguns momentos da minha vida, apesar da minha religiosidade, debato-me com alguns pensamentos menos bons, que estão relacionados com alguns complexos de culpa e do não me perdoar por atos menos bons”.

Alain de Botton, www.paulopes.com.br
O capítulo Comunidade, da obra “Religião para ateus”, do suíço Alain de Botton, 42, leva-me a algo que, vez por outra, também é objeto de preocupação minha: pautado na orientação filosófico-espiritual que rege a minha vida, há momentos em que me penitencio por acreditar que, talvez, algum comportamento possa afrontar algum princípio ou diretriz da corrente espiritual que adoto. Então, em certas ocasiões, ensaio uma espécie de culpa. Mas nunca deixo de refletir sobre se tal comportamento é realmente condenável.

Em “Religião para ateus”, provocante, original e, segundo o prefácio, indicado para quem não acredita em milagres ou espíritos, o autor defende que a sociedade contemporânea pode fazer uso das ferramentas empregadas pelas religiões para mitigar alguns dos males mais persistentes e negligenciados da vida secular. Ao descartar os dogmas e o sobrenatural, Alain de Botton propõe o resgate de uma sabedoria que pertence a toda a humanidade, inclusive aos mais céticos.

“Frequentemente, é quando saciamos a fome do corpo que estamos mais prontos para dirigir nossa mente às necessidades dos outros”, compreendiam os antigos cristãos, conforme escreve Botton.

“Quando Sócrates declarou para o mundo que ninguém pratica deliberadamente o mal, que todo mundo age de acordo com o que considera bom, o que realmente ele quis dizer? Talvez ele tenha querido dizer que mesmo a pessoa mais desprezível do mundo ainda é um ser humano que tem duas naturezas – uma parte que procura o bem e outra que é levada a obedecer impulsos de medo, ânsia ou violência pessoal. O homem mau é aquele que é completamente incapaz de perceber a contradição entre as suas duas naturezas, em quem nunca existiu e nunca poderá existir um canal para a voz da consciência”, relata o filósofo Jacob Needleman em “Por que não conseguimos ser bons?”.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

DEUS: RELAÇÃO DE CAUSA E EFEITO

Mesmo que não consiga entender estas palavras de imediato, possam algumas delas enraizar-se em sua mente e amadurecer com o tempo... 

Imagem: www.temmais.com
PERMITAM-ME iniciar esta reflexão com uma citação de Érico Veríssimo, em sua clássica obra “Olhai os lírios do campo”, 1938: “Vocês ateus nos querem tirar Deus para nos dar em lugar dele... o quê? É o mesmo que tirar pão da boca de quem tem fome e dar-lhe em troca um punhado de cinza ou de areia”.

Sei que ainda escrevo para poucos. Talvez por conta de as pessoas permanecerem com a mente estagnada no aspecto emocional e religioso, preocupadas tão somente com a busca incessante da compensação interessada e do prazer temporário. Possa este texto ser o início de uma nova maneira interior de viver a vida.

Em sua obra “A primeira e última liberdade”, o livre pensador indiano Jiddu Krishnamurti, 1895-1986, escreve: “Não estou lhes dizendo o que devem fazer momento após momento, dia após dia. Estou apenas mostrando algo. Depende de vocês, não de mim, aceitar ou não. Não quero nada de vocês, não quero sua adoração, suas lisonjas, seus insultos, nem seus deuses. O que eu digo é um fato, vocês podem aceitar ou rejeitar”.

Krishnamurti pensa que a maioria de nós percebe a urgência de uma revolução interior, que, por si só, causará uma transformação radical do exterior, da sociedade. “Esse é problema com o qual eu e todas as pessoas com intenções sérias estamos ocupados. Como causar uma transformação fundamental e radical na sociedade é o nosso problema, e essa transformação do exterior não pode acontecer sem uma revolução interior”. 

“O Deus real e a imagem de Deus”

Imagem: www.olharjornalistico.com.br
Leio atualmente “O caminho da autotransformação”, de autoria da austríaca Eva Pierrakos. Na verdade, seu verdadeiro autor é um ser desencarnado que não atribuiu nenhum nome a si mesmo, e por isso passou a ser conhecido como o “Guia”. Na área da autotransformação, Eva trabalhou sempre com o marido, o psiquiatra John C. Pierrakos, autor de “Energética da essência”.

“Que possam todos obter maior força e maior sabedoria para conduzir sua vida e seu desenvolvimento interior de modo a não permanecerem estagnados. Porque essa é a única coisa que dá sentido à vida – desenvolvimento contínuo. Quanto melhor você realizar isto, mais estará em paz com você mesmo”, escreve Eva.