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sexta-feira, 12 de junho de 2026

O que torna a Copa do Mundo absolutamente única


 

Por Guilherme Rodrigues Simões, jornalista esportivo, Santos (Brasil), 12 de junho de 2026


O período mais esperado dos últimos quatro anos finalmente chegou. A Copa do Mundo é um evento extraordinário, repleto de momentos especiais e inesquecíveis. Quem não se lembra de onde estava em cada Copa? Durante um mês, a gente se pega assistindo a partidas aleatórias, como Equador x Curaçao, Uzbequistão x Congo, sem piscar em frente à TV. Mas o melhor mesmo é vivenciar o clima de Copa, sempre pitoresco e fascinante.

Tem o vizinho que grita gol antes; o pessimista que reafirma a cada cinco minutos que “essa seleção não passa da fase de grupos”; o supersticioso que se senta na mesma poltrona e ninguém ousa tirá-lo de lá. 

terça-feira, 24 de junho de 2025

O FUTEBOL DE RUA QUE O TEMPO LEVOU




              Guilherme Simões, jornalista, Santos (Brasil), 24 de junho de 2025


Em tempos de guerra, vale uma reflexão sobre os rumos da sociedade. O mundo evoluiu em muitos aspectos, principalmente na área tecnológica, mas ainda permanece refém de líderes inconsequentes. A luta pelo poder leva o planeta a um futuro incerto e sombrio, com ataques militares e trocas de ameaças entre as potências mundiais. Tudo pelo orgulho ferido. O “fim do mundo” voltou a ser pauta nas redes sociais.

Em agosto de 1999, jogava bola na rua com amigos em meio a boatos sobre o apocalipse. Eu não lembro exatamente o porquê (dos boatos), mas havia um temor generalizado por conta de um eclipse solar no dia 11 de agosto daquele ano. O assunto era discutido entre um intervalo e outro, mas ninguém levava tão a sério quanto o placar do jogo. A rua Roberto Sandall, em Santos, onde cresci, era conhecida por seus torneios esportivos - futebol e jogo de taco eram as modalidades mais praticadas por lá. Ninguém reclamava do calor, do asfalto ruim ou dos pés descalços.

quarta-feira, 31 de julho de 2024

Como não amar os Jogos Olímpicos?

Um dos grandes baratos da competição é o espírito esportivo dos atletas, que são levados aos seus limites físicos e mentais durante as disputas, mas não perdem a concentração (e a naturalidade) mesmo diante de erros e imprevistos; o esporte tem muito a nos ensinar. 




Guilherme Simões, jornalista esportivo, 29 de julho de 2024

A única parte ruim das Olimpíadas é ela ter uma data para acabar. O maior evento esportivo do mundo reúne os principais atletas do planeta em um mesmo período e nos deixa completamente aficionados por esportes aleatórios - muitos deles desconhecidos do grande público. No último domingo (28) pela manhã, o Brasil conquistou três medalhas em um intervalo de apenas 21 minutos - duas no judô e uma no Skate Street. Talvez a inteligência artificial consiga acompanhar todas as modalidades de maneira simultânea, mas nós, humanos, fracassamos completamente na missão. 

O espírito esportivo prevalece na maioria das competições. Ao conquistar a medalha de bronze no judô, a brasileira Larissa Pimenta, visivelmente emocionada, caiu em lágrimas e parecia não acreditar no resultado histórico. A rival italiana, derrotada na luta, parabenizou Larissa com um abraço e demonstrou enorme carinho pela companheira de profissão, reconhecendo a sua façanha. No Skate e na Ginástica Artística, modalidades em que o Brasil costuma ser forte, é interessante acompanhar as expressões de felicidade dos atletas, que parecem se divertir enquanto competem. E olha que a pressão envolvida é absurda, surreal, com provas disputadas em alto nível técnico e pontuações sendo decididas nos detalhes. Também é comum os/as skatistas vibrarem com as manobras dos seus concorrentes.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

O Santos fez uma despedida à altura de Pelé


“Pelé joga futebol como Deus jogaria, se Deus decidisse se dedicar seriamente ao assunto". 



Guilherme Simões, jornalista, janeiro 2023

Parabéns ao Santos pela organização do velório do Rei Pelé, impecável e inesquecível. Cerca de 230 mil pessoas passaram pela Vila Belmiro em 24 horas, numa demonstração de agradecimento por tudo o que Ele representou ao clube e ao país. Pelé revolucionou o futebol com sua genialidade. Como escreveu o atual artilheiro da Premier League e craque do Manchester City, Erling Haaland, “Tudo o que fizeram, Pelé fez primeiro”.