Uma vida boa não precisa ser extraordinária, precisa ser habitável
Imagem: Pexels
Achados de Tom Simões: Diário Espírita, Conteúdo IA, 21 de agosto
de 2026
“Talvez a maturidade seja descobrir que os idosos
estavam certos sobre quase tudo o que a pressa nos fez desprezar:
Acordar cedo, quando a
casa ainda está em silêncio
Abrir a janela
Sentir o ar fresco
Molhar as plantas como
quem cuida de alguma coisa que também cuida de nós
Tomar café sem correr
Sentar-se à mesa sem o
celular na mão
Almoçar devagar
Ler algumas páginas de um
livro apenas porque a alma aprecia aquele silêncio
Jantar cedo
Diminuir as luzes da casa
Conversar mais baixo
Deixar o mundo esperar um
pouco do lado de fora
Durante anos, chamamos isso de rotina sem graça
Queríamos movimento, barulho, madrugada, excesso,
agenda cheia, notificações, novidades, a sensação constante de que alguma coisa
precisava estar acontecendo
Depois a vida cansa a gente o suficiente para
revelar um segredo:
Paz também pode ser
entretenimento
Existe um luxo enorme em
não precisar fugir de casa para se sentir vivo
Em gostar da própria
companhia
Em reconhecer o som do
vento nas folhas
Em ter uma planta nova
brotando no canto da varanda e sentir alegria genuína por isso
Em olhar o relógio às nove
da noite e perceber que o corpo já pede cama, não mais uma distração
Os idosos entenderam antes de nós que uma vida boa
talvez não precise ser extraordinária todos os dias
Precisa ser habitável
Precisa ter pequenos
rituais que devolvam o coração para o lugar
Uma refeição tranquila
Uma caminhada
Um livro aberto
Um jardim cuidado
Uma casa em silêncio
A juventude costuma
procurar felicidade no excesso
A maturidade começa a
reconhecê-la na suficiência
E chega um dia em que a
gente percebe, quase sorrindo da própria antiga arrogância:
Eles não estavam vivendo
pouco
Eles tinham aprendido a
viver devagar
E talvez isso seja uma das
formas mais bonitas de riqueza”.
***

Muito bom! Obrigada pela necessária divulgação!
ResponderExcluirGratidão, pelo gentil acolhimento.
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