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sexta-feira, 24 de setembro de 2021

OCITOCINA: “HORMÔNIO DOS VÍNCULOS EMOCIONAIS”

Sua liberação começa no parto, segue durante a amamentação e é fundamental para os relacionamentos pessoais como um todo. O baixo índice de ocitocina no organismo pode originar transtornos como depressão, estresse, desmotivação, ansiedade e rejeição. Daí a importância das boas ações. A pessoa que não seja capaz de sair, de se envolver com pessoas ou causas que tenham sentido, reduz significativamente sua qualidade de vida. Portanto, alimente ocitocina no seu cérebro!



 

Tom Simões, jornalista, 24 de setembro de 2021

 

A vida traz sempre lições oportunas. Aos atentos! Enquanto isso, um montão de gente desperdiça um tempo danado pesquisando emojis para compartilhar na rede social... Só não evoluem os preguiçosos. Nesse sentido, é bom lembrar o célebre pensamento de Sócrates: “Só é útil o conhecimento que nos torna melhores”.

sábado, 6 de fevereiro de 2021

A ESSÊNCIA DA FELICIDADE: SÍNTESE DE IDEIAS FUNDAMENTADAS


Muito se fala e discute sobre o tema, há até quem admita não existir felicidade permanente   

 

Tom Simões, jornalista, 6 de fevereiro de 2021      


Existe sim felicidade genuína. Os sábios a experimentam. Nesta síntese, há citações de grandes pensadores explorando o cerne do tema. O sinônimo de essência é substância, aquilo que fundamenta algo, a estrutura...

Eu escrevo para um universo reduzido de pessoas interessadas pelo que é essencial à existência. Tenho como lema o pensamento do filósofo Sócrates, do período clássico da Grécia Antiga, que se resume em: “Só é útil o conhecimento que nos torna melhores”. Há algo que diz: “A chave da virada está no conteúdo que as pessoas mandam para a cabeça”...

A cada sofrimento, cada um pode dar a ele o peso que quiser. Como mostra o psicanalista Francisco Daudt, “O autoconhecimento propõe um caminho melhor para todos nós; ele é a favor da construção e autonomia do indivíduo, pois sabe que é sobre esses fundamentos que a saúde mental prospera”. Cabe-nos então despertar para o desperdício e o perigo de uma vida não examinada.

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Um jeito zen de ser! André Trigueiro e Monja Coen


 

Tom Simões, jornalista, Santos (São Paulo) Brasil, 22 de setembro de 2020

 

ACABO de assistir ao vídeo e gostaria de manifestar minha profunda emoção com essa produtiva aula de vida. A vida é um processo contínuo de aperfeiçoamento, que não acaba nunca.

Não há como não compartilhar com vocês, meus gentis seguidores. Trata-se de uma das apresentações mais proveitosas que eu assisti nos últimos tempos. Uma conversa auspiciosa entre o jornalista André Trigueiro, especializado em jornalismo ambiental, e a monja zen budista Coen, realizada no dia 26 de agosto de 2020. Ela fala sabiamente de vida, morte, depressão, suicídio, alegria, humor... Muito conteúdo importante abordado de forma leve e divertida por quem encontrou um caminho de luz. Observem o semblante de André Trigueiro durante todo o tempo da entrevista, ele sorrindo com a sabedoria da monja.

domingo, 14 de junho de 2020

FELICIDADE GENUÍNA: O OBJETIVO FINAL...


“EU só aprendi isso agora. Eu só percebi agora que uma cortina amarela em casa é uma dimensão fundamental da felicidade. Uma coisa tão ridícula, mas tão simples que a gente só senta ali. Recebe um amigo, faz um jantar e só sente aquele momento e a gente pensa: ‘Não é necessário ganhar prêmios, não é necessário ter televisão, seja o que for. [...] Não sou um homem rico. A maior parte do dinheiro que tenho doo para pagar dívidas de pessoas amigas. Não tenho coisas caras. Se o acaso me matar, já não importa muito porque minha vida já valeu muito a pena.”


              
Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, 27 de maio de 2020


O QUE constitui a felicidade é uma questão a ser debatida, escreveu Aristóteles, filósofo grego, ‘e o que o povo pensa sobre ela não é o mesmo que os filósofos’. Eu penso que as pessoas costumam confundir ‘prazer’ com ‘felicidade’. ‘Prazer’ é a sensação ou emoção agradável resultante da satisfação de uma vontade ou   necessidade; uma alegria, contentamento ou diversão temporários. Já o significado de ‘felicidade’ é mais amplo, tem a ver com o que está além dos nossos sentidos, com a permanência de algo sublime. ‘Sublime’ diz respeito ao que transcende o aspecto humano, ao que não é ordinário, comum; ‘sublime’ expressa a conexão com algo elevado.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Meditação e serenidade

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, Santos (São Paulo, Brasil), outubro 2016




TUDO É IMPORTANTE na nossa vida. Mas tudo que traga retorno imediato. Investir no autoconhecimento dá muito trabalho. Meditação? O que é isso? Viagem ao mundo interior? ‘Eu quero é mesmo viajar para o exterior, conhecer outros países... Daí, sim, vou ser feliz.’ E o que é felicidade? Felicidade e prazer significam a mesma coisa?

Felicidade genuína é algo permanente, que não acaba. ‘Viajo e me sinto feliz. Depois, pra me sentir feliz de novo, preciso de outra viagem...’ Isso então não é felicidade. É prazer. Que se experimenta e se acaba. Felicidade genuína tem a ver com ‘serenidade’, um estado permanente de paz.

‘Serenidade’ é sinônimo de mansidão, tranquilidade, imperturbabilidade, capacidade de experimentar o silêncio... De acordo com o ‘Brahma Kumaris’, movimento espiritual mundial dedicado à transformação pessoal e à renovação do mundo, ‘O silêncio dá-me a oportunidade de identificar, dentro de mim, as qualidades que têm a capacidade para me transformar. No silêncio, consigo ligar-me à qualidade mais alta, do meu pensamento mais límpido e claro’. É isso que a meditação propicia! 

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

A felicidade onde você menos espera


 Tom Brady, Folha de S.Paulo, caderno The New York Times, 9/9/2014 (*)


“QUANDO Thomas Jefferson declarou ‘a busca da Felicidade’ como um direito inalienável em seu rascunho da Declaração da Independência Americana, ele provavelmente não esperava que um dia isso se tornasse uma disciplina acadêmica.

Especialistas do novo campo de estudos da felicidade descobriram que as experiências tendem a tornar as pessoas mais felizes do que as posses. Dois professores, Amit Bhattacharjee e Cassie Mogilner, elaboraram um estudo para descobrir quais experiências tornam as pessoas mais felizes e por quê. O que eles constataram repetidamente foi que, à medida que as pessoas envelhecem, elas passam a desfrutar mais as experiências simples. Na verdade, com o passar do tempo, a probabilidade de ficar contente com coisas do dia a dia se iguala ao prazer de viagens exóticas ou refeições em restaurantes caros.

Os próprios pais de Bhattacharjee, imigrantes indianos, foram objeto de estudo. Quando seu irmão mais novo entrou na faculdade, os dois filhos enviaram aos pais vales para restaurantes e ingressos de teatro para que pudessem desfrutar da nova liberdade. ‘O interesse deles foi zero’, disse Bhattacharjee em entrevista ao ‘The New York Times’. Eles realmente apreciam as coisas simples’.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

AUTOAPREÇO

“Se nossos desejos não forem satisfeitos e nos sentirmos infelizes, devemos lembrar imediatamente que a culpa não é dos outros nem das circunstâncias, mas do nosso autoapreço, que instintivamente exagera a importância dos nossos desejos”


HÁ ALGO QUE EXPERIMENTO com certa constância em minhas leituras. Ao viver determinada situação, refletindo sobre atitudes minhas e dos outros, por exemplo, cai, por assim dizer, uma obra, um texto, em minhas mãos, que parece encomendado. É difícil falar sobre isto. As pessoas podem não acreditar. Mas não importa. Importa o que experimento nesse sentido, que chega até a inspirar alguns dos meus artigos.

Acho difícil o leitor não se identificar. Ou então duvidar de tudo isto!

Com estas palavras em sua obra O semeador de ideias, o médico, psiquiatra e psicoterapeuta Augusto Cury resume muito bem a minha história de hoje: “A energia gasta para mudar os outros é muitíssimo maior do que para tolerá-los do jeito que são. Ninguém muda ninguém. Só as próprias pessoas podem se mudar. Relaxe!”

“Porque estamos tão habituados a nos apreciar mais do que aos outros, a visão de que eles são supremamente importantes não surge naturalmente e precisamos treinar nossa mente com paciência durante muitos anos antes que essa visão se torne natural”, revela o monge Geshe Kelsang Gyatso em seu livro Transforme sua vida.

Este já é o segundo artigo originado da leitura dessa obra de Gyatso. Porque, quando descubro essas preciosidades, vem logo o desejo de compartilhá-las. Isto não quer dizer que os meus artigos possam substituir a leitura delas. Ao contrário, a ideia é de que os artigos também possam despertar o interesse para a leitura da obra completa.

Em nossas relações habituais, quando algo não dá certo,
há sempre alguém para culpar

quinta-feira, 3 de maio de 2012

O SENTIDO DA VIDA

“Pesquisas recentes descobriram que realizar atos de caridade e cooperação contribui para o bom funcionamento do sistema imunológico”
Imagem: www.aboasemente.com
EM SEU ARTIGO A medida da felicidade (Folha de S. Paulo, Opinião, 15 de abril de 2012), Hélio Schwartsman comenta que uma grande dificuldade era encontrar meios de medir a felicidade. Isso começou a mudar na segunda metade do século passado, com a proliferação de pesquisas sobre o tema.

Segundo o cronista, acadêmicos agindo na interseção entre economia, psicologia e sociologia estudaram o impacto de fatores como dinheiro, emprego, liberdade, ambiente e filhos na percepção de bem-estar do indivíduo e chegaram a conclusões interessantes.

“O dinheiro é importante, mas só até certo ponto. Depois de determinado valor (US$ 100 mil anuais nos EUA), incrementos na renda não trazem mais felicidade. Ter emprego, liberdade, saúde e relações sociais eleva o bem-estar. Barulho, trânsito e brigas com familiares o reduzem. E, pior, não nos habituamos a essas situações. Contraintuitivamente, ganhar na loteria não traz efeitos duradouros. O felizardo logo se acostuma à nova condição. Já filhos, segundo quatro estudos, trazem infelicidade”, escreve Schwartsman.

E então finaliza o autor: “Juntar tudo isso num valor numérico é o desafio. Para tornar tudo mais complicado, o nível de felicidade que cada um experimenta é, em larga medida, hereditário. Outro problema é que o ‘eu autobiográfico’, que responde às perguntas, nem sempre concorda com o ‘eu senciente’, que experimenta os prazeres e as dores”.

NASCEMOS PARA FAZER O BEM

O espanhol Vicente Ferrer, que desenvolveu um projeto social na Índia e foi cogitado para receber o Prêmio Nobel da Paz, dizia que “nascemos para fazer o bem, e fazê-lo é suficiente para preencher uma vida”. Quem fala sobre isto é o escritor Allan Percy em sua obra Oscar Wilde para inquietos.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

SER FELIZ OU NÃO...

"A ÚNICA ESCOLHA É SER FELIZ OU NÃO. É isso que está sendo vendido como o único programa: quanto prazer você pode ter, quão feliz pode ser. Só que felicidade pode ser como uma droga, nunca satisfaz, você quer sempre mais. Há coisas muito mais importantes que a felicidade: justiça, generosidade, gentileza..."

Adam Phillips, inglês, psicanalista, autor de "Monogamia" (Folha de S.Paulo, Equilíbrio, 29/11/2011)

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

F E L I C I D A D E

Temos pouca noção do que traz a felicidade autêntica...

www.panoramio.com,
choupana by José Carlos Farina
Tenho especial carinho por este texto, retirado da obra “Dharma, o caminho da libertação”, de Joseph Goldstein, que li recentemente:

- TODOS QUEREM SER FELIZES, mas, com grande frequência, temos pouca noção do que traz a felicidade autêntica. Ninguém quer sofrer, mas será que sabemos abrir mão das ações que trazem sofrimento? Conta-se que, depois de sua iluminação, o que mais comoveu o Buda foi ver as pessoas buscando a felicidade, mas fazendo tudo que traz o sofrimento.

O poeta-monge Ryokan é um grande exemplo de alguém que descobriu a alegria de estar satisfeito. Ele viveu de 1758 a 1831 e passou grande parte de sua vida adulta nas altas montanhas do Japão, meditando solitariamente, brincando com as crianças da aldeia, quando esmolava comida, e deixando um legado da maravilhosa poesia que iluminava sua compreensão cotidiana. A certa altura, quando morava numa pequena choupana, com apenas alguns poucos pertences essenciais, ao voltar certo dia para sua morada descobriu que até seus poucos utensílios de cozinha haviam sido roubados. Olhou em torno de sua sala vazia e depois escreveu este haicai: 

O ladrão não a levou –
A lua
Na janela.

sábado, 27 de agosto de 2011

MEDITAÇÃO CRISTÃ

Imagem: http://vidasimples.abril.com.br
A Comunidade de Cristãos de Botucatu, www.comunidade-de-cristaos.org, também adota a meditação, pelos tantos benefícios que ela proporciona, haja vista essa prática ter se tornado cada vez mais assunto corrente na literatura e na mídia. A Comunidade de Cristãos enfoca a meditação na ótica do próprio Cristianismo.

“Que elementos podemos (re) descobrir para uma prática moderna e individual? Aparecem no Evangelho indicações sobre o processo meditativo? Um exemplo são as pinturas da anunciação, onde aparece o arcanjo Gabriel transmitindo a Boa Nova a Maria, no interior de uma casa ou de um aposento: com frequência, encontramos na mão do arcanjo ou ao seu lado um lírio e, junto a Maria, uma rosa. Mais do que elementos decorativos, trata-se da representação em imagens de processos interiores: Gabriel, o mensageiro dos céus, traz uma revelação divina; Maria, o arquétipo da alma humana encarnada, está recolhida em seu “interior”, ou seja, num momento de oração ou de meditação. Lírio e rosa apontam para esta polaridade – o que vem dos céus e o que se encontra na terra”, descreve a Comunidade. Nesse curso, ela parte da observação dessas duas plantas e chega a reconhecer nelas imagens de processos interiores de nossa alma, que nem sempre percebemos no dia-a-dia.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

FÉ: QUE COISA É ESSA?...

Deixe de ser preguiçoso e leia este texto. Não há como passar ileso por ele. Desperte para uma experiência incrível...

Hoje leio bastante. Como nunca li em minha vida. E o meu foco é basicamente filosofia aplicada. “No seu significado antigo e mais fundamental, a filosofia é uma preparação para o trabalho de autoaperfeiçoamento”, revela o filósofo Jacob Needleman. Há conceitos interessantes colhidos em leituras que me fazem tão bem, que tenho prazer de compartilhar com pessoas que se identificam com o meu objeto de pesquisa.

“Todos estes termos – fé, devoção e confiança – referem-se àquele sentimento que abre a mente e o coração para o que está além das nossas preocupações e desejos do nosso eu comum. A fé nos abre para o que é maior do que nós mesmos, para a possibilidade de libertação. A fé torna-se nossa inspiração inicial para praticar e investigar e também sustenta nossos contínuos esforços”, escreve Joseph Goldstein em “Dharma, o caminho da libertação”.

Inicialmente, escreve Goldstein, nosso interesse pode ser inspirado por uma ampla gama de fatores: um livro que lemos, uma situação especial em nossas vidas, ou talvez por um indivíduo, seja alguém que conhecemos pessoalmente ou uma figura histórica, como o Buda, ou outro grande ser. “Em cada caso, sentimos ou intuímos certas qualidades que nos inspiram, qualidades como coragem e compaixão, bondade e sabedoria, generosidade e ausência de egoísmo. Sentir essas qualidades em outras pessoas alimenta nossas próprias aspirações de aprofundamento. Podemos farejar a iluminação”.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

CAPACIDADE DA RENOVAÇÃO

QUANDO A GENTE DESPERTA PARA O ASPECTO DA PRÓPRIA RENOVAÇÃO PERMANENTE, não é raro se surpreender, por exemplo, com a leitura de uma obra já lida há cerca de um ano, como esta, “Aprendendo a silenciar a mente”, de Osho. Nesta releitura, grifei vários trechos, prática comum em minhas leituras, que eu não havia sublinhado antes.

“O grande desafio humano é resistir à sedução do repouso, pois nascemos para  caminhar e nunca para nos satisfazer com as coisas como estão. A insatisfação é um elemento indispensável para quem, mais do que repetir, deseja criar, inovar, refazer, modificar, aperfeiçoar, aprender sempre, prosseguir, persistir... Ela nos leva a reinventar constantemente nosso olhar sobre o mundo e sobre nós mesmos”. Quem escreve sobre o assunto é o filósofo Mario Sergio Cortella em “Não nascemos prontos! Provocações filosóficas”, que li recentemente.

DEIXAR DE APENAS REPETIR... Segundo o filósofo, assumir esse compromisso é aceitar o desafio de construir uma existência menos confortável, porém ilimitada e infinitamente mais significativa e gratificante.

Cortella cita Guimarães Rosa, que disse: “O animal satisfeito dorme”. Para o filósofo, por trás dessa aparente obviedade está um dos mais fundos alertas contra o risco de cairmos na monotonia existencial e na indigência intelectual. “O que Guimarães Rosa tão bem percebeu é que a condição humana perde substância e energia vital toda vez que se sente plenamente confortável com a maneira como as coisas já estão, rendendo-se à sedução do repouso e imobilizando-se na acomodação.

FAÇA ALGO NOVO

“Se você vive uma vida repetitiva, é porque sua mente tem controle demais sobre você. Tente fazer algo novo a cada dia, e a mente terá menos controle sobre você”, escreve Osho, indiano, professor de filosofia, que produziu mais de 600 obras. “Não preste atenção às velhas rotinas: quando a mente disser alguma coisa, responda: Nós estamos fazendo isso há muito tempo. Vamos fazer algo novo”, orienta o indiano.

“Mesmo que sejam pequenas mudanças na forma em que você tem vivido, mesmo que sejam mudanças em sua forma de andar, na forma de falar. Mude, e perceberá que a mente está perdendo o controle sobre você – você está se tornando um pouco mais livre!”, complementa.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

BUDISTAS DE TODO O BRASIL REÚNEM-SE EM CABREÚVA

Imagem: www.kadampa.org
“É hora de procurarmos felicidade numa fonte diferente. Felicidade é um estado mental. Sendo assim, a verdadeira fonte de felicidade só pode estar dentro da mente. Mude sua mente, mude seu mundo!”, nos aconselha Geshe Kelsang Gyatso. Ele diz que, nestes tempos impuros, confiando sinceramente nos seres iluminados, os seres vivos podem ser curados de graves doenças físicas e mentais e encontrar alívio para a dor interior dos três venenos: apego, raiva e ignorância.

Budistas de todo o país estiveram presentes no “Festival Brasileiro da Nova Tradição Kadampa”, realizado de 23 a 26 de junho no Templo do Centro de Meditação Kadampa de Cabreúva (SP). Eu também estive lá e posso afirmar que se trata de uma experiência incomum, pela sensação de paz transmitida naquele templo (um oásis espiritual erigido no alto de uma montanha, na reserva natural da Serra do Japi), pelos interessantes ensinamentos sagrados e pelo contato direto e produtivo com os adeptos do budismo, tão sensatos e acolhedores. É surpreendente a quantidade de jovens que aderem à prática dessa milenar filosofia oriental.

“Basta olhar para um templo com uma mente feliz para que marcas muito positivas fiquem gravadas em nossa mente e, no futuro, gerem paz interior”, diz o venerável Kelsang Gyatso. Nascido no Tibete, esse monge é um mestre de meditação e um professor de budismo internacionalmente reconhecido. Vive em Londres desde 1977 e escreveu 21 livros que transmitem a antiga sabedoria do budismo ao mundo moderno. É também o fundador de mais de 1.200 Centros de Meditação Kadampa e de grupos em todo o mundo.

Para os budistas, é preciso mudar a mente para receber as emanações dos seres sagrados. É preciso reconhecer que estamos doentes, mesmo quando a doença não está plenamente manifesta. Fisicamente, podemos não estar doentes, mas a mente sim. Embora não sintamos fisicamente a mente, ela tem um papel essencial na nossa vida.

domingo, 22 de maio de 2011

SIRVA AOS OUTROS DE ALGUMA MANEIRA

Foto: http://flickr.com/photos/artetude
Quando leio livros fico atento para sublinhar trechos que gosto de compartilhar com os leitores, algo que dá sentido à minha vida, trazendo uma sensação de paz e significado.

Lembrando o escritor português Ramalho Ortigão, 1836-1915, “Ninguém é grande nem pequeno neste mundo pela vida que leva, pomposa ou obscura. A categoria em que temos de classificar a importância dos homens deduz-se do valor dos atos que eles praticam, das ideias que difundem e dos sentimentos que comunicam aos seus semelhantes”.

Vou refletir um pouco sobre o que considero o propósito principal de nossa vida: servir ao outro. Para tanto, busco inspiração em Robin Sharma, em sua obra “O monge que vendeu sua Ferrari”.

Independentemente do tamanho que tiver a sua casa ou do quanto o seu carro é bonito, a única coisa que você pode levar no final da sua vida é a sua consciência, escreve o escritor. “Ouve a voz da tua consciência. Deixa ela te guiar. Ela sabe o que é certo. Vai te dizer que, no fim das contas, a tua vocação na vida é servir aos outros, de um jeito ou de outro.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

MEDITAÇÃO: PRÁTICA MILENAR. ENFIM, RECONHECIDA CIENTIFICAMENTE...

Imagem: Centro Budista Deuachen
Meditação depende unicamente da vontade. Muitas pessoas ainda acreditam ser difícil o exercício da meditação.  “Eu não consigo. É muito difícil. Eu logo me distraio”, dizem. Cada qual reage afirmando não conseguir controlar o excesso de distrações com a mente. Como se fosse fácil para outras pessoas aprender a focar a mente com um propósito definido. No início, é sempre mais difícil. Mas há que se manter o desejo da superação contínua.

Por experiência própria, posso afirmar que o processo é lento, mas pode evoluir rapidamente de acordo com a dedicação de cada praticante. E, é claro, afirmar também, como praticante há um ano e três meses, que alguns benefícios da meditação são logo refletidos no corpo, como, por exemplo, a melhoria da qualidade do sono e o despertar da consciência para acreditar na nossa capacidade de controlar tantas preocupações inúteis. 

Com a meditação, podemos experimentar o que é prejudicial ou produtivo para a nossa mente e, consequentemente, para a estrutura física do corpo. Preguiça, acomodação e descrença podem originar doenças ao longo do tempo.

quinta-feira, 24 de março de 2011

BOAS PALAVRAS

Imagem: http://viajeaqui.abril.com.br
Pensamos e falamos a todo o momento. Algumas vezes chegamos até a nos surpreender por algo inconsequente dito a alguém. Que bom quando nos conscientizamos e passamos a ter responsabilidade com nossas falas. 

“Toda palavra boa é uma oração. É equivocada a ideia de que o ato de orar consiste em se ajoelhar, em juntar as mãos ou em realizar algum ritual”, escreve Masaharu Taniguchi em sua obra “Você pode curar a si mesmo”. 

A respeito do poder da palavra, o autor revela que Jesus ensinou: “Ora, eu digo-vos que de qualquer palavra ociosa que tiverem proferido os homens, darão conta dela no dia do juízo”.

Segundo Taniguchi, tanto as palavras que proferimos como as que ouvimos produzem vibrações nas células do nosso encéfalo. Essas vibrações se expandem pelo mundo através de um meio imaterial e influem não apenas na mente das pessoas ao nosso redor, como também na “força misteriosa” que constitui a matéria, fazendo-a agir de modo a atrair elementos de natureza similar e afastar os que não sintonizam entre si. “É questão da máxima importância a natureza das palavras que a pessoa profere no seu cotidiano”, revela o autor. 

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Revisão do texto: Márcia Navarro Cipólli, navarro98@gmail.com

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

FELICIDADE PROFISSIONAL

“As pessoas costumam passar mais horas no trabalho do que em outras atividades. Como é importante que se sintam realizadas para produzir bem, as empresas já atentam para o nível de felicidade dos funcionários”, relata Bruna Borges no artigo “Empresas atentam para felicidade profissional” (Folha de S. Paulo, 5/9/2010). 

Além de ambientes menos repressores, há empresas implantando atrativos do tipo: boas condições de trabalho, horários flexíveis, trabalhar em casa, incentivos materiais e até viagens internacionais. É fato comprovado que um bom desempenho tem mais relação com comprometimento do funcionário com a empresa. 

A Folha ouviu também a opinião de Roberto Heloani, psicólogo e professor da Fundação Getulio Vargas de São Paulo, que revelou que as pessoas trabalham mais contentes se encontram sentido no que fazem. “Mas mesmo pessoas infelizes podem apresentar bom desempenho. A felicidade é medida por um conjunto de fatores, e não é só o trabalho que interfere nela”.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O SER HUMANO PRECISA SE TORNAR DEUS

Foto: www.flickr.com/photos/marilena-rodrigues
Eu conversava ontem com uma colega de trabalho sobre este assunto: “Deus”. Ela falava sobre os seus medos. Argumentava que é preciso não desobedecer às leis Dele, para não ser castigada!
 
Com uma pessoa querida, também recentemente, eu fazia referência a esse Deus que é lembrado apenas nas horas difíceis.  Daí vem Rubem Alves e escreve na Folha de S. Paulo, caderno Cotidiano (“A fisgada da saudade”), de ontem, 8/2/201: “Pois não é quando a vida dói que balbuciamos o nome sagrado, pra ter esperança, pra que a vida doa menos? Quem pode dizer o nome sagrado, acreditando, dorme sem sobressaltos”.
 
Hoje, ao buscar motivação para escrever mais a respeito, encontrei a síntese que fiz há algum tempo da obra “Amor, liberdade e solitude – uma nova visão sobre os relacionamentos”, de Osho. Nela, o autor aborda Deus de uma forma que se assemelha à minha concepção filosófica. 

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

MEDIÇÃO DA FELICIDADE

Produzi recentemente um artigo (“Felicidade” pode inspirar emenda constitucional, como direito do cidadão?) abordando o desejo do parlamentar brasileiro legislar sobre a felicidade. Acredito que o recolhido por mim nesse final de semana pode ampliar a visão do leitor a respeito dessa busca incessante do homem: a felicidade.

“A felicidade é difícil de quantificar e, sendo a mais fugidia das emoções, é difícil de manter. Ela pode ser causada por um mero raio de sol, um aroma trazido pela brisa numa rua movimentada, uma frase lindamente forjada, um molho suculento...”, descreve Roger Cohen em seu artigo “A economia da felicidade”, publicado na Folha de S. Paulo, caderno “The New York Times”, de 29/11/2010.