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domingo, 30 de julho de 2023

O soneto ‘Como é bom ser bom’ é considerado o verso mais famoso de Martins Fontes e, antes de tudo, um lema de vida que ele sempre cultivou como médico


Tom Simões, jornalista, Santos (SP), Brasil, www.tomsimoes.com

 

"Tu, que vês tudo pelo coração,

Que perdoas e esqueces facilmente,

E és, para todos, sempre complacente,

Bendito sejas, venturoso irmão,

Possuis a graça como inspiração,

Amas, divides, dás, vives contente.

E a bondade que espalhas, não se sente.

Tão natural é a tua compaixão.

Como o pássaro tem maviosidade (*),

Tua voz, a cantar, no mesmo tom,

Alivia, consola e persuade.

E assim, tal qual a flor contém o dom,

De concentrar no aroma a suavidade,

Da mesma forma, tu nasceste bom".

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

IVO PITANGUY AOS 83 ANOS: “NÃO ME SINTO VELHO”

Foto: Daryan Dornelles/Folha Imagem
Busco em meus arquivos algo interessante e seleciono: “Não me sinto velho e não vou parar, diz médico, 83 (ou 86)”, título da entrevista que Ivo Pitanguy deu ao jornalista Vinícius Queiroz Galvão (Folha de S. Paulo, Cotidiano, 24/4/2010).

“Ao longo de 60 anos de carreira, o médico formou 500 médicos de 5O países. Com as novas técnicas que criou para a cirurgia plástica, ficou tão conhecido no mundo quanto Pelé. Por suas mãos passaram atrizes suficientes para montar uma superprodução de Hollywood, como Sophia Loren, Gina Lollobrigida, Candice Bergen, Marisa Berenson e Ursula Andress. Aos 83 anos, exibe vigor físico e mental: mergulha, joga tênis e luta caratê. E diz que quem convive bem com a própria imagem – como ele – não precisa de bisturi”, escreve Vinícius.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Bernardinho: políticos brasileiros deveriam se inspirar neste técnico...

Em relação à classe política, com raras exceções resta pouca esperança... Penso que só pelo fato de alguém pretender ingressar na política há de se colocar um pé à frente e outro atrás, em relação ao caráter de tal pessoa. Até que se prove o contrário!

Não tenho intenção de reproduzir simplesmente o que dizem alguns articulistas. Sou rigoroso em selecionar os conteúdos que preenchem o meu blog. Já falei sobre isto algumas vezes: tenho prazer em compartilhar com meus leitores textos como este: “Em Sucupira, nem todos são Odorico”, de autoria de Ferreira Gullar (
Folha de S. Paulo, Ilustrada, 1º de agosto de 2010). Considero um desperdício descartar o jornal com uma preciosidade como essa.

Eis a síntese do artigo de F. Gullar:


“Num país onde impera a safadeza – onde se faz que faz, mas não faz, onde se faz comício para assinar contrato de obras que não serão feitas -, país que é, na verdade, a Sucupira de Odorico Paraguaçu, uma personalidade como Bernardinho, técnico da seleção brasileira de vôlei, tem de servir de exemplo.

Telê Santana: lição de Educação Ambiental, no chuveiro...

Tom Zé – cantor, compositor e jardineiro - em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, caderno Vida (4/7/2010), sobre a sua relação com o meio ambiente, comentou que Telê Santana dizia aos jogadores de futebol para molhar o corpo e fechar o chuveiro ao passar sabão.  

“Eu passava sabão com chuveiro aberto. Telê Santana dizia isso e nunca me esqueci”, lembrou Tom Zé. 

Às vezes, ao ler o jornal, recebo “insights” desta natureza que ficam na mente naquele dia. Por conta disto, no dia seguinte, vou atrás da informação para inseri-la no blog. Imagino que se a informação ficou latente no meu cérebro, é porque merece ser trabalhada.  

Fechar o chuveiro ao me ensaboar é uma prática na minha vida. Assim como fechar a torneira da pia ao esfregar louças.  

Infelizmente, isto não ocorre com muitas pessoas. Quando alguém utiliza racionalmente a água, chama a atenção. Mas, quem sabe, pode despertar alguém para a prática de tal hábito, ambientalmente correto.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Fato raro: altruísmo inspira reportagem de capa do jornal “O Estado de S.Paulo”

Foto: http://fraternidade-branca-semente-de-luz.blogspot.com
Garimpando assuntos de meu interesse em jornais do dia 15 de fevereiro de 2010, encontro esta raridade nas chamadas da primeira página do jornal “O Estado de S.Paulo” (caderno Negócios): “O empresário que doa 95% do que ganha”, cuja reportagem (“O capitalista da fé”) é assinada pela jornalista Patrícia Cançado.
 
Pois é, como a primeira página de jornal é geralmente recheada dos principais fatos polêmicos que marcaram o dia anterior, é raro sobrar espaço para noticiar algo que traga esperança às pessoas, em um mundo tão conturbado. É por isto que defendo a ideia de a editoria dos jornais passarem a se preocupar também com a inserção mais constante, em primeira página, de fatos relevantes da sociedade, que possam trazer mais esperança para o leitor. O artigo de “O Estado”, a que ora faço referência, é um bom exemplo.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O método Michelangelo

Foto: Marilena Rodrigues, http://photopoetica.zip.net
Muito interessante essa obra escrita por Kenneth Schuman e Ronald Paxton: “O método Michelangelo”. Logo de início, em suas primeiras 40 páginas, o livro inspirou-me a criar dois artigos. E foi difícil escolher o “lead”, a chamada, ou seja: “A pergunta é: o que você valoriza na vida?”, dada uma multiplicidade de frases de efeito. Por falar em “lead”, para quem desconhece este termo, “lead”, em jornalismo, é a primeira parte de uma notícia, geralmente posta em destaque, que fornece ao leitor a informação básica sobre o tema e que pretende prender o interesse. É uma expressão inglesa que significa “guia” ou “o que vem à frente”.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O jovem Oscar Niemeyer...

http://photopoetica.zip.net
Fico a imaginar como às vezes pessoas se lamentam por lhes faltar ânimo e coragem. Neste sentido, em “Felicidade em um mundo material” (Gabriel Lafitte e Alison Ribush), os autores citam o Dalai Lama: “Quando realmente sentimos a necessidade de mudar, nossa mente pode mudar. Desejar e rezar para que isso aconteça não transformará sua mente, mas, com convicção e razão, poderá transformá-la”.

Pensei nisto ao ler e me emocionar com uma notícia recente sobre o arquiteto Oscar Niemeyer, 101 (Folha de S.Paulo, Cotidiano, 25/9/2009). Niemeyer foi submetido, no dia 24, a uma cirurgia para retirar a vesícula. Segundo Audrey Furlaneto, da Folha, Niemeyer passa bem, conforme explica a mulher do arquiteto, Vera Magalhães, com quem ele se casou aos 99 anos. 


Os “desanimados” que me perdoem. Mas olhem só a atual produtividade de Niemeyer: em maio p.p., ele concluiu dois novos projetos: o de uma torre de 60 metros em Niterói (RJ) e o prédio de uma biblioteca em Argel (Argélia). Além disso, conta Furlaneto, o arquiteto lançou neste ano o livro ilustrado “Oscar Niemeyer 1999-2009”, que sintetiza sua obra nos últimos dez anos.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Ronaldo: humildade estampada na cara


Para início de conversa, sou torcedor do Santos F.C. Vou abordar aqui o ser humano Ronaldo. Ele já foi tema de dois artigos neste blog. 

Comentei algumas vezes sobre o que busco hoje nas leituras do cotidiano para produzir os meus textos. Ao ler diariamente o jornal, por exemplo, nas tantas páginas com manchetes envolvendo principalmente ações de criminosos comuns, incursos em penas, e de “bandidos” da política nacional, privilegiados pela tal imunidade parlamentar, meu foco tem sido ações exemplares, coisa rara no noticiário geral. Ações que, diante de tamanho pessimismo, possam trazer esperança à sociedade.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Em defesa do “Fenômeno” (II)

No último domingo, 26 de abril, na primeira final do campeonato paulista, o Corinthians venceu o Santos F.C. por 3 a 1. É claro que meu filho, 20, estava lá no estádio da Vila Belmiro, com o tio, ambos santistas fanáticos. Lá em casa estavam eu, minha esposa, a filha, o namorado, torcedor do Corinthians e, veja só, o “Jaiminho”, o cachorrinho de minha filha, que não sabia pra quem torcer! Jaiminho queria mesmo é que os corintianos parassem de estourar aqueles fogos ensurdecedores!

Naquele segundo gol fenomenal de Ronaldo, minha filha perguntou-me: E aí, continua gostando dele? Isto porque todos sabem lá em casa da admiração que tenho por Ronaldo, independentemente de suas “cabeçadas” na vida. Gosto mesmo é da sua simplicidade, coisa que não é muito comum nos jogadores de futebol.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Adriano, jogador de futebol, e “O outro lado do poder”: reflexão

Quero aproveitar o episódio “Adriano” para refletir sobre essa busca incessante do homem pelo acúmulo de vantagens materiais. O fato é recente e são várias as interpretações para a corajosa atitude do jogador. Trata-se de um prato cheio para o noticiário, para as conversas de bar em bar, para insensatos críticos do cotidiano com seus palpites maliciosos e visão limitada do mundo... Ou, como disse o cronista José Geraldo Couto: “Pululam as explicações fáceis, as interpretações automáticas: é dor de corno, depressão, muita droga, birita, falta de estrutura, burrice pura e simples”.
Felizmente há de se encontrar quem concorde com a atitude de Adriano. Cada qual reage aos fatos segundo o que mais valoriza em sua existência: o essencial, que leva ao encontro de si mesmo, ou o superficial, com todas as reconhecidas e discutíveis “vantagens”.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Zilda Arns: raro exemplo do potencial humano

Foto: www.globo.com
Falar o quê sobre um anjo? Segundo Paulo Sotero, diretor do Brazil Institute  do Woodrow Wilson International Center for Scholars (jornal O Estado de S.Paulo, Especial, 14/1/2010), “Ela fez o trabalho dos anjos. Seu legado vai durar por toda a vida de inúmeras pessoas atendidas pela pastoral”. Lembrando Gandhi: “Você tem de ser o espelho da mudança que está propondo. Se eu quero mudar o mundo, tenho de começar por mim”.
 
Para falar de Zilda, recorro também a Jean-Paul Sartre (A idade da razão”, 1945): “Que te impede de fazê-lo? Ou imaginas que poderás viver a vida inteira entre parênteses? [...] E depois, penso [...] que não se é homem enquanto não se encontra alguma coisa pela qual se está disposto a morrer”.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Piano na UTI

Leio diariamente o jornal Folha de S.Paulo, buscando principalmente motivação para o blog. Ao deparar com o artigo "Piano na UTI" (Folha, 14/1/2009), fiquei arrepiado e com os olhos molhados. Sempre faço questão de reafirmar a importância da releitura de textos. O artigo "Releitura e revitalização de textos jornalísticos" (http://tomsimoes.criarumblog.com, set. 2008) aborda amplamente este meu ponto de vista.


"Piano na UTI" não causa impacto apenas pela singularidade do fato em si. A mensagem traz outros significados, como, por exemplo, até onde podemos chegar para retribuir a fidelidade de um amigo. Eis a recomposição do texto.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Em defesa do Fenômeno

Bárbara Gancia, barbara@uol.com.br, Folha de S.Paulo, Cotidiano, 02 de maio de 2008

 


NADA COMO se colocar no lugar do outro para pôr os fatos em perspectiva. Imagine, por um momento, que você está afastado do trabalho, anda macambúzio, sem muita motivação e quase nada para fazer a fim de ocupar o tempo. De lambuja, você padece de dores no joelho e está fora de forma.