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quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

UMA ENTREVISTA EXTRAORDINÁRIA (E OBRIGATÓRIA) PARA PAIS E EDUCADORES

Impressionei-me bastante com a produtiva conversa. Logo no início a gente se prende com as revelações de Priscila Cruz, uma das vozes mais respeitadas no atual debate educacional brasileiro.


Tom Simões, jornalista, Santos (Brasil), 8 de janeiro de 2025



Assista à entrevista, transmitida pelo canal de notícias CNN no dia 21 de dezembro de 2024:
 https://www.youtube.com/watch?v=lFs9dgh6b_k

 

“O Brasil tem jeito. Precisamos romper de vez com o erro histórico de não priorizar a Primeira Infância, os professores e as políticas docentes. São pilares importantes para o desenvolvimento do país porque estão lá na sala de aula”, analisa Priscila Cruz, especialista em Educação Básica Pública e uma das vozes mais respeitadas no atual debate educacional brasileiro. Ela é cofundadora e presidente-executiva da “Todos Pela Educação”, organização não-governamental, sem fins lucrativos, criada para assegurar o direito à Educação Básica de qualidade para todos os cidadãos.

terça-feira, 3 de março de 2015

O amor não é uma questão de conhecimento

Sabemos tanto, sobre tantas coisas, mas o conhecimento não parece impedir a decadência que vive no homem

Tom Simões, jornalista, Santos (SP), Brasil, tomsimoes@hotmail.com


NO LIVRO ‘Comentários sobre o Viver, Jiddu Krishnamurti, livre-pensador, escreve: “O mero conhecimento, independente do quão amplo e elaborado seja, não resolverá nossos problemas humanos; presumir que sim é abrir as portas para a frustração e a infelicidade. Algo muito mais profundo se faz necessário. Um indivíduo pode ter o conhecimento de que o ódio é fútil, mas estar livre do ódio é algo bastante diferente. O amor não é uma questão de conhecimento”. 

Sabemos tanto, sobre tantas coisas, narra o filósofo, mas o conhecimento não parece impedir a decadência que vive no homem. “Os computadores e outros complexos aparelhos eletrônicos superam o homem em cada oportunidade, e, ainda assim, sem o homem, eles não poderiam existir. O simples fato é que alguns cérebros estão ativos, criativos, e o restante de nós vive deles, apodrecendo e frequentemente rejubilando-nos em nossa podridão”.

terça-feira, 15 de julho de 2014

FUTEBOL E FORMAÇÃO ESCOLAR

O 7 a 1 nos obriga a buscar transformações. Um ponto essencial é associar o futebol à educação.

Tom Simões, Santos (SP), tomsimoes@hotmail.com


Futebol do Vaninho. "Meu nome é Evandro Geraldo do Nascimento (conhecido como Vaninho da Zilá). Nascido em Tiradentes (MG), em 12/4/1973, residi durante 27 anos no bairro Várzea de Baixo. Atualmente, resido no bairro Alto da Torre. Comecei o Projeto do Futebol em 2006, através da Associação de Bairro. Uma das regras do projeto é que só pode participar quem tiver frequência escolar e bom comportamento." Exemplo de um Homem que dá um sentido mais amplo à sua existência: "Vaninho". Para quem acredita no poder individual de transformar o mundo ao seu redor!


MARCELO Melgaço (Goiânia, GO), escreve algo, no Painel do Leitor da Folha de S. Paulo de 14/7/2014, que nos leva a uma oportuna reflexão: “Os jogadores da Alemanha e Argentina mostraram como se deve fazer em campo. Nada de culto ao penteado, choradeira... Muita garra, disciplina tática e respeito pela camisa”. Outro leitor, Ricardo C. Siqueira, de Niterói (RJ), comenta: “Qualquer aprendizado diante da derrota é louvável, embora a humildade não seja uma característica dos jogadores brasileiros. Daqui a dois meses, no próximo amistoso internacional, bastará uma vitória ‘convincente’ para que o oba-oba deixe tudo como era antes”.

domingo, 1 de julho de 2012

EDUCAÇÃO BÁSICA: FUNDAMENTAL O ITEM DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

“Imagine alunos do ensino médio discutindo mudanças climáticas”

Volto a citar: raramente insiro neste blog, na íntegra, um artigo preparado para outro veículo. Mas este é um dos casos raros, por considerá-lo leitura relevante para profissionais que atuam em Educação.  O texto “Depois da Rio+20 foi publicado na Folha de S. Paulo, Tendências/Debates, de 24 de junho de 2012, de autoria de Irina Bokova, Lena Ek e Hirofumi Hirano:

“SUÉCIA, JAPÃO, CHINA e outros países incluíram nas escolas o desenvolvimento sustentável. O crescimento verde não virá apenas com acordos políticos.

Quando o terremoto e o tsunami atingiram o Japão em 2011, quase todos os estudantes do ensino médio e fundamental de Kamaishi sobreviveram, pois tinham sido ensinados a reagir. Lá, a defesa contra essas catástrofes está nas mentes de crianças e adultos. É uma habilidade.

Habilidades são a chave para o desenvolvimento sustentável em tempos de mudança global. Construir essas habilidades deve começar o mais cedo possível nas escolas.

Muito longe dali, na Jamaica, Lorna Down leciona literatura. Em sua primeira reunião sobre Educação para o Desenvolvimento Sustentável (EDS), ela ainda não entendia como a sua disciplina estaria relacionada com o tema.

segunda-feira, 12 de março de 2012

UNIVERSIDADE DO FUTURO: É POSSÍVEL CONCILIAR CONTEÚDO ESCOLAR E AUTOCONHECIMENTO?

A necessidade de redesenhar seus currículos para estabelecer uma ligação direta com os dilemas pessoais e éticos mais urgentes do estudante

Imagem: http://miojoindie.com
AULAS SOBRE A IMPORTÂNCIA da delicadeza, serenidade, perdão, humildade, caridade, reconciliação, solidariedade, tolerância, superação, equilíbrio emocional, transformação, autoconhecimento..., temas perfeitamente adequados para serem conciliados com qualquer disciplina ou estágio escolar. Ou seja, para a promoção de virtudes essenciais ao bem-estar, tornando a atividade de ensino também uma atividade terapêutica. Por que não criar uma disciplina para desenvolver temas ligados à filosofia da vida cotidiana?... É que o ensino convencional ignora nosso desejo de autorrealização, sabedoria, amor, crescimento interior...

Conforme coloca John Stuart Mill, um dos defensores vitorianos dos objetivos da educação: “O propósito das universidades não é produzir advogados, médicos ou engenheiros competentes. É criar ‘seres humanos’ capazes e cultos”. Ou, como revela Matthew Arnold, uma educação cultural adequada deveria inspirar em nós “um amor pelo vizinho, um desejo de acabar com a confusão humana e diminuir sua miséria”. Em seu nível mais ambicioso, acrescenta Arnold, a educação deveria engendrar nada menos que a “nobre aspiração de tornar o mundo melhor e mais feliz do que quando o encontramos”. Ambas as citações encontram-se na obra que ora finalizo de ler: “Religião para ateus” (capítulo Educação), de Alain de Botton, nascido em 1969 em Zurique (Suíça) e formado pela tradicional Universidade de Cambridge.

Segundo Alain de Botton, o que une afirmações tão ambiciosas e sedutoras é sua paixão – e seu caráter vago. “Raras vezes fica claro como a educação poderia encaminhar os estudantes para a generosidade e a verdade e afastá-los do pecado e do erro, embora seja difícil não consentir passivamente com essa noção inspiradora, dada sua familiaridade e sua absoluta beleza”, diz.

Para Alain, independentemente da retórica ensaiada nos folhetos, a universidade moderna parece ter muito pouco interesse em ensinar aos alunos quaisquer aptidões emocionais ou éticas.

NOVA ERA

“A chegada de uma nova era requer que muitos seres humanos estejam preparados para ela. Vocês que estão neste caminho vêm trabalhando para esse propósito há muitos anos, estejam ou não conscientes disso. Vocês vêm eliminando as impurezas. E assim se tornam disponíveis a uma força poderosa que vem sendo liberada no universo – o universo interior”, escreve Eva Pierrakos em “O caminho da autotransformação”.