segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Mal posso acreditar que as festas acabaram

Drauzio Varella, médico cancerologista (dirigiu o serviço de Imunologia do Hospital do Câncer e foi um dos pioneiros no tratamento da Aids no Brasil e do trabalho em prisões). Folha de S.Paulo, 07/01/2017


(Tom Simões: Não costumo publicar textos de outros autores neste blog. Mas esta extraordinária reflexão não me deixou dúvida. Por expressar exatamente o meu sentimento em relação à destemperança das comemorações de final de ano. Sobretudo por se tratar de palavras escritas por esse singular Ser Drauzio Humano Varella, um dos raros notáveis benfeitores deste nosso País.)

“AS FESTAS acabaram, mal posso acreditar. Essa época do ano não é fácil para mim.

Fico agoniado com a chegada de dezembro. Nem terminou o mês anterior, as lojas e os shoppings já se engalanam com árvores de plástico, abarrotadas de bolas pendentes sem o menor compromisso com a harmonia das cores, laços de fita reluzentes de purpurina enrolados em guirlandas de flores artificiais e, para completar, a presença sorridente de Papai Noel.

Embora reconheça que o bom velhinho encanta o imaginário infantil e reforça o orçamento doméstico de alguns senhores com excesso de peso, não consigo compreender como um ser importado das catacumbas do inverno no hemisfério norte, com gorro na cabeça, barba postiça, botas e roupa abafada consegue sobreviver nestas paragens, por tantas décadas.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Confraternização de final de ano da equipe de canoagem ‘Poseidon’

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, Santos (SP), Brasil, 30 de dezembro de 2016

(eu não estive presente no evento, daí a origem deste texto)



QUEM disse que o Tom não esteve na confraternização?... Estar aqui significa estar fisicamente presente, mas pode significar também estar ‘plena e espiritualmente’ presente, com o coração cheio de amor! Como não estar ali com pessoas tão importantes que agregaram inestimáveis valores à minha vida neste primeiro ano de canoagem, de intensa convivência?... Pessoas que me acolheram generosamente num grupo tão singular, mágico, humano, alegre, enriquecedor...
A canoa é o símbolo de uma mágica união: tem-se o mar como fonte de inspiração e a oportunidade extraordinária de fazer amigos para compartilhar a vida, com todas as nossas eventuais queixas e permanentes maravilhosas compensações. Trata-se de uma embarcação de pequeno porte, feita de uma só peça, alongada e estreita, movida a remo, e que tem uma rica simbologia: ‘simplicidade, serenidade, habilidade e independência’.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

CANOAGEM E NATAL... TEMPO OPORTUNO A UMA BOA REFLEXÃO

Obrigado, Clube Internacional de Regatas, pelo importante acolhimento!
Tom Simões, Santos (SP), Brasil, dezembro 2016 






“PARECE que quando você se torna presente, permite que os outros estejam presentes. A presença não torna você dominante no sentido alfa. Na verdade, permite que você ouça as outras pessoas. E que elas se sintam ouvidas e se tornem presentes. Você pode ajudar as pessoas a se sentirem mais poderosas, ainda que não consiga lhes dar poder formal. E quando isso acontece, quando sua presença consegue evocar a presença delas, você eleva tudo. [...] Revelar seu eu verdadeiro libera os outros para revelar os deles”, escreve Amy Cuddy, psicóloga, pesquisadora e professora da Harvard Business School.  

“Há mais de 2000 anos, por decreto e misericórdia divinos, o milagre da vinda do Cristo aconteceu. E o coração dos Homens foi alçado à condição de templo interior. E hoje, mesmo em tempos de contestação e dúvidas, onde se buscam provas da existência de Deus, o coração não se engana e na época do Natal percebe algo diferente no ar. É quando a Terra e a Vida recebem abundância de Amor Crístico. É um chamado à espiritualização, para que cada um acelere a construção de seu paraíso pessoal”, relata o amigo-irmão Roberto da Graça Lopes.  

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

NATAL: QUANDO A TERRA E A VIDA RECEBEM ABUNDÂNCIA DE AMOR CRÍSTICO

Roberto da Graça Lopes, dezembro 2016
(colaboração desse amigo-irmão para o blog Tom Simões)


QUANDO É NATAL? Rossano Sobrinho nos traz esta reflexão em sua obra ‘Evolução pelo amor’: “[...] É Natal quando, além dos familiares e amigos, além dos ‘próximos mais próximos’, também nos lembramos daqueles irmãos mais distantes, os últimos da Terra, os esquecidos do mundo. É Natal quando não deixamos que a saudade do ente querido que nos deixou se transforme em revolta ou desespero, cantando o hino da esperança na certeza do reencontro. É Natal, finalmente, quando nossos olhos vislumbrarem para além do brilho passageiro das luzes que iluminam casas, bairros e cidades, percebendo a claridade excelsa que desce do Mais Alto, da eterna Estrela de Belém, convidando todos os homens e mulheres à permanente renovação do Bem e à vivência ininterrupta do verdadeiro Amor.”
Na visão de Carlos Heitor Cony (‘O Natal de cada um’, Folha de S. Paulo, 27/12/2015), “Natal é um oásis de protocolar e epidérmica boa vontade entre os homens. Convencionou-se um ‘espírito de Natal’, que inclui uma decoração específica, um peru específico e alguns ritos também específicos. Mas, além das decorações, dos perus e dos ritos, a Humanidade procura realmente esforçar-se para merecer um Natal que seja digno do Natal. No resto do ano, os homens flutuam entre a calhordice e a estupidez. A pausa é necessária, quanto mais não seja, para relaxar ódios e tensões”.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

NÃO TENHO VOCAÇÃO PARA A POLÍTICA, NUM MUNDO TÃO EQUIVOCADO...

  A espiritualidade e a política são duas realidades fundamentais da vida. Tal foi recentemente expresso por Ken Wiber: ‘No âmbito do interpessoal, no reino de como tu e eu nos relacionamos com o outro como seres sociais, não há áreas mais importantes do que as da espiritualidade e da política’.




Tom Simões, jornalista, Santos (São Paulo, Brasil), tomsimoes@hotmail.com, dezembro    2016


NÃO TENHO vocação para política (tal como popularmente é definida esta palavra). Nem para analisá-la, nem tampouco para exercê-la. A política que vejo se descolou da confiança. A promessa e a mentira a conduzem. Reconhecendo que nenhuma profissão seria mais nobre do que a política, quem a exerce deveria estar apto a assumir responsabilidades só compatíveis com grandes qualidades morais e competência. Mas, como escreveu Fernanda Torres, atriz e escritora, “É impossível, na política, separar fingimento de honestidade. [...] Para prosperar nesse meio, é preciso se descolar da realidade e erradicar de si qualquer vestígio de moralidade”. Minha busca é pela tolerância, honestidade, humildade, generosidade, empatia, serenidade..., que nada têm em comum com a vigente realidade política. A filosofia e a psicologia me atraem, sim, com foco no progresso humano. Ao contrário dos políticos atores, a maioria das coisas que faço é intuitiva, com foco na realidade do ser humano, e nada premeditada. Daí eu me identificar com algumas ideias de José Ortega y Gasset (1883-1955).

Em seu artigo ‘Ortega e as circunstâncias’, Nivaldo Cordeiro revela que a frase mais famosa desse filósofo espanhol é “Eu sou eu e a minha circunstância e se não a salvo, não salvo a mim mesmo”. Segundo Cordeiro, depois da expressão “Penso, logo existo”, de Descartes, a frase de Gasset é a mais sensacional síntese filosófica que um pensador tenha conseguido.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Lendo e compartilhando...

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, 15/11/2016



“NÃO ME IMPORTO em ler o jornal de hoje no dia seguinte. Em minhas leituras, busco principalmente o que não perde a atualidade, o que é susceptível de levar o leitor à autorreflexão e mudança permanente de comportamento. Sou um pesquisador nessa área. Gosto principalmente das crônicas, editoriais e entrevistas especiais, valorizando a capacidade didática de seus autores em abordar a complexidade do homem interagindo com o seu meio. E, sobretudo, dada a espécie de ‘missão’ por Educar, aprecio sintetizar e compartilhar os produtivos achados, algo que tem sido para mim uma aventura extraordinária.”

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

EGRÉGORA = ENTIDADE VIGILANTE

“Talvez você nunca tenha pensado sobre isso, mas toda associação de indivíduos, todo grupo que contenha algumas pessoas interessadas em um mesmo objetivo, constitui no invisível, ou no plano psíquico, um campo de energia que adquire, com o tempo, vida própria e passa a, inclusive, orientar o comportamento do grupo.”






Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, novembro 2016 


EGRÉGORA, de acordo com a Wikipédia, Enciclopédia Livre, é como se denomina a força espiritual criada a partir da soma de energias coletivas (mentais, emocionais) fruto da congregação de duas ou mais pessoas. “Segundo as doutrinas que aceitam a existência de Egrégoras, elas estão presentes em todas as coletividades, desde as mais simples associações às assembleias religiosas. Sendo assim, todos os agrupamentos humanos possuem suas Egrégoras características (empresas, clubes, igrejas, famílias...), nas quais as energias dos indivíduos se unem e formam uma entidade autônoma e mais poderosa.”

Uma Egrégora participa ativamente de qualquer meio, seja ele físico ou abstrato. Quando a energia é deliberadamente gerada, ela forma um padrão, ou seja, tem a tendência de se manter como está e de influenciar o meio ao seu redor. “No mais, as Egrégoras podem ser descritas como concentrações ou «esferas» energéticas criadas quando várias pessoas têm um mesmo objetivo comum. Trata-se de um conceito ‘místico-filosófico’ com vínculos muito próximos à teoria das ‘formas-pensamento’, na qual todo pensamento e energia gerada têm existência, podendo circular livremente pelo cosmo”, cita a Wikipédia.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Blogue do Tom na marca dos 100.000 acessos. Aleluia!

“Age de modo que consideres a humanidade tanto na tua pessoa quanto na de qualquer outro, e sempre como objetivo, nunca como simples meio.”
Immanuel Kant

Tom Simões, jornalista, Santos (São Paulo, Brasil), outubro 2016



UMA LEITURA útil pode nos despertar e libertar de velhas formas de pensar, repetitivas e condicionadas. Porque deve haver o desejo de a gente se reinventar periodicamente e isso vale mais ainda para quem acredita no poder individual de transformar o mundo ao seu redor. “Mire e veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando”, escreve Guimarães Rosa, um dos mais criativos e relevantes escritores brasileiros de todos os tempos. Por sua vez, o amigo Antonio Carlos Frade, arquiteto, acrescenta: “Infelizes os que não se deixam permear por boas ideias de outrem, pois somos seres mutantes a caminho da perfeição”.
As palavras, alinhava o grande mestre Rubem Alves (doutor em teologia e filosofia, psicanalista, escritor e educador), só têm sentido se nos ajudam a ver melhor o mundo.Aprendemos palavras para melhorar os olhos. Há muitas pessoas de visão perfeita que nada veem... O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

‘Crianças índigo’ chegam ao planeta Terra. Elas prenunciam a ‘Nova Era’


Tom Simões, jornalista, tomsimoes@hotmail.com, Santos (São Paulo, Brasil), 
outubro 2016


CERTAMENTE muitos de nós já estamos convivendo com crianças extraordinárias, que nos surpreendem com a sua precoce maturidade. Há até uma frase que eu costumo pronunciar: “Mas isso não é próprio da idade dela. Essa criança é muito inteligente”.
A literatura aborda ‘crianças índigo’ como certos indivíduos que, supostamente ao nascer, trazem características que os diferenciam das crianças comuns, tais como a inteligência precoce, intuição, maior sensibilidade, espontaneidade, resistência à moralidade estrita e restritiva, uma notável imaginação, grande curiosidade, criatividade etc. Acredita-se que essas crianças possam de alguma forma mudar o mundo, trazendo-o até um estado mais espiritual e menos estritamente moralizado ou excessivamente material.
Os defensores dessa crença afirmam que essas crianças extraordinárias constituem uma nova geração com habilidades especiais destinadas à implantação de uma ‘Nova Era’ na Humanidade. Eu sou favorável à concepção de os ‘índigos’ representarem a reencarnação de espíritos altamente evoluídos cuja missão é acelerar a evolução do planeta Terra.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Meditação e serenidade

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, Santos (São Paulo, Brasil), outubro 2016




TUDO É IMPORTANTE na nossa vida. Mas tudo que traga retorno imediato. Investir no autoconhecimento dá muito trabalho. Meditação? O que é isso? Viagem ao mundo interior? ‘Eu quero é mesmo viajar para o exterior, conhecer outros países... Daí, sim, vou ser feliz.’ E o que é felicidade? Felicidade e prazer significam a mesma coisa?

Felicidade genuína é algo permanente, que não acaba. ‘Viajo e me sinto feliz. Depois, pra me sentir feliz de novo, preciso de outra viagem...’ Isso então não é felicidade. É prazer. Que se experimenta e se acaba. Felicidade genuína tem a ver com ‘serenidade’, um estado permanente de paz.

‘Serenidade’ é sinônimo de mansidão, tranquilidade, imperturbabilidade, capacidade de experimentar o silêncio... De acordo com o ‘Brahma Kumaris’, movimento espiritual mundial dedicado à transformação pessoal e à renovação do mundo, ‘O silêncio dá-me a oportunidade de identificar, dentro de mim, as qualidades que têm a capacidade para me transformar. No silêncio, consigo ligar-me à qualidade mais alta, do meu pensamento mais límpido e claro’. É isso que a meditação propicia! 

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Experiência de Religiosidade

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, Santos (São Paulo, Brasil), 13 de setembro de 2016



HOJE CEDO, dirigindo-me ao trabalho, chamei o elevador de serviço do edifício onde moro; eu não sabia que estava sendo ocupado para o recolhimento do lixo. A funcionária olhou-me com espanto quando entrei no elevador. ‘Posso aproveitar a viagem?’ Ela respondeu-me, acanhada: ‘Se não se importar com o cheiro...’. Respondi-lhe então, tocando em seu ombro: ‘O problema maior é para você, que tem que conviver duas vezes por dia com esta situação. E quer saber? Acho que o problema dos lixeiros é bem maior que o nosso neste momento’. Ela sorriu, relaxando. E então comentou sobre um amigo, lixeiro, que recentemente havia cortado um dedo. ‘As pessoas descartam vidros quebrados sem embrulhá-los como se deve, e então a gente sempre corre esse risco’, disse a moça. Como houve receptividade, prossegui a conversa: os lixeiros têm um trabalho difícil pra caramba, mas como são alegres! Dá gosto ver a bagunça que fazem correndo atrás do fedorento caminhão... Sempre que dá, aceno com gosto pra eles. E eles me devolvem um sorriso gostoso, escancarado. Assim, você acha que eu posso me importar com esse mau cheiro por tão breves instantes?’...

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Não gosto de viajar

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, Santos (São Paulo, Brasil), setembro 2016




EM SEU ARTIGO ‘Funcional’, publicado na Folha de S.Paulo de 02/09/2016, Tati Bernardi escreve: “Quando digo a qualquer psiquiatra que ‘não curto exatamente viajar’ é como se eu apertasse o play de uma música chata, um hit de verão, com um único refrão que diz: au-au-au você não é funcional!”.

Foi a declaração dessa jornalista que me inspirou a escrever sobre o assunto, por me identificar com seu sentimento. Eu também não mais aprecio viajar. Já gostei em outra época. E quando digo isso, todo mundo fica inconformado. Sobretudo por me encontrar numa condição financeira estabilizada, fato que facilitaria alguns projetos de viagem.

Hoje eu penso que a viagem ‘para fora’ não nos torna necessariamente seres humanos melhores... Acredito que apenas ‘para dentro’ é possível redescobrir-se e se tornar uma força poderosa. Quando isto acontece, vem a vontade de compartilhar os achados. É claro que isso não impede alguém que goste de correr o Mundo de ser também capaz de experimentar sua poderosa força interior. O que não se pode é convencer alguém a gostar de alguma coisa. Eu gosto de circo. Quem gosta de circo? Eu gosto de remar. Quem aprecia a canoagem? Eu gosto de ficar no silêncio. Quem gosta? Eu não gosto de assistir à televisão. Quem conhece muitas pessoas assim? Eu gosto de passar o domingo lendo e escrevendo, sobretudo em dias chuvosos ou nublados. Quem conhece muitos assim?

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

ANTECIPAR ENSINAMENTOS... QUEM É CAPAZ?

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, agosto 2016




Toda vez que observo um jovem interessar-se pelo que transcende o conhecimento vulgar, me sinto maravilhado. Outro dia, 22 de agosto, numa entrevista dada por Alberto Saraiva (presidente da cadeia Habib's e autor do livro '25 Verbos') para a rádio Jovem Pan, ele falou algo a se pensar bastante: se um jovem, aos 18, 20 anos, se interessar profundamente pelo autoconhecimento, ele poderá ANTECIPAR a sua maturidade - seria como colher, nesta fase da vida, boa parte do que teria maturidade para descobrir lá pelos 40 anos...

“Memória fraca, coração demais!”

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, 25 de agosto de 2016 




Perfeito! Identifiquei-me completamente com a frase, ao ler algo de Renata Bicov, ‘Eu não quero ser exemplo, quero ser feliz!’, http://www.transformandocarreiras.com.br/blogtc/index.php/2016/05/13/eu-nao-quero-ser-exemplo-quero-ser-feliz/

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Polêmica sobre a pílula do câncer

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, agosto 2016



Eu conheço dois pacientes que foram curados com a fosfoetanolamina. Um com câncer de próstata e o outro com câncer de intestino, ambos em estágio avançado. Certamente, há vários casos de cura da doença com a polêmica pílula. Lamentavelmente, algumas mídias, como, por exemplo, o jornal A Folha de S. Paulo do qual sou assinante, se restringe a divulgar as decisões judiciais e alguns passos dados pela ortodoxia científica, que agora se volta para o medicamento. Mas falta uma abordagem ampla, que converse com pacientes que sobreviveram à doença ao tomarem o medicamento. É preciso reverter essa decisão judicial e a mídia pode ter papel importante nesse processo. Certamente, e felizmente, quem está com a decisão nas mãos não está experimentando o câncer em algum membro de sua família. Pois, se estivesse, sabendo que a fosfoetanolamina é uma possível esperança, não resistiria em correr atrás do medicamento, como tantas pessoas que anseiam pela cura estão fazendo desesperadamente.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Ilusão



“Crie as ilusões e conviva com elas. Mas sem buscar culpados para justificar a sua inadequação à realidade.”


* Tom Simões, agosto 2016 



segunda-feira, 25 de julho de 2016

TRABALHO COM O FACEBOOK

Minha meta é levar o leitor para um estágio melhor do que o anterior 

Em seu artigo publicado no ‘Observatório da Imprensa’, em 27/02/2007, http://observatoriodaimprensa.com.br/imprensa-em-questao/a-internet-pode-salvar-as-empresas-jornalisticas/, Leneide Duarte-Plon, de Paris, conta que, para analisar o impacto da internet e ao mesmo tempo as novas portas que a comunicação digital abre, o governo francês encomendou um estudo ao ministro da Cultura e da Comunicação em Paris, em 19/02/2007. Para elaborar o relatório de 71 páginas, ‘A imprensa diante do desafio da internet’, o grupo de especialistas dirigido por Marc Tessier, ex-presidente da empresa estatal France Télévisions, ouviu todos os donos e executivos da imprensa francesa. O estudo constata o aparecimento dos ‘jornalistas-cidadãos’ que tendem a se tornar cada vez mais ativos nos sites de informação. 
  
Tem muita pose e muita bobagem no Facebook, que, infelizmente, dão origem a números surpreendentes de curtições. Já postagens mais ‘densas’, educativas, são apreciadas por uma parcela ínfima dos facebookianos. Isto reflete o grau de superficialidade da sociedade contemporânea. A moçada quer mesmo é se divertir, sem essa coisa de despertar para se libertar de velhas formas repetitivas e condicionadas de pensar e ser. O Facebook, ainda que, penso eu, utilizado a fim de alimentar vaidades de parte de seu público, tem também atuado eficazmente no sentido da popularização do conhecimento, ainda que para poucos interessados. Esse veículo poderia desenvolver um projeto com o lema Mais que badalação, informação e reflexão 

sexta-feira, 15 de julho de 2016

“O essencial é invisível aos olhos”

Tom Simões, jornalista, tomsimoes@hotmail.com, 10 de julho de 2016




Nove de julho de 2016. Sabadão! Treino dos bons, com a canoa por vezes surfando no mar, que ondulava ao passar de outras embarcações. Eu aprecio iates, veleiros, jet ski..., mas não troco a canoa havaiana por nenhuma dessas estruturas flutuantes. Amigos costumam estranhar quando digo não ter interesse em cruzeiros transatlânticos. Isto me leva a Antoine de Saint-Exupéry; quase todo mundo já leu ‘O Pequeno Príncipe’, 1943. Agora experiencio que o essencial é mesmo invisível aos olhos. "Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas." Hoje meus olhos cativam a luz da manhã, o pôr do sol, o brilho da lua e das estrelas, a chuva abençoada... Tantas vezes já me emocionei com a chuva batendo forte na canoa... Gosto de remar à noite. Com a canoa aprendi a absorver o cheiro da água salgada, a perceber os sons do mar e a enxergar diferentemente as faces do horizonte. Com a canoa experimento que no mar tudo pode mudar a qualquer momento. Sincronia das remadas é a palavra-chave dos praticantes da canoa havaiana. E ‘respeito’ às condições do mar é a outra ordem. O capitão da canoa não nos deixa infringir as necessárias regras. Imua! Brava gente que se aventura com as maravilhosas experiências que o mar pode proporcionar!

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Sou um livre-pensador...

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, jornalista, Santos (São Paulo, Brasil), junho 2016



                                                   Imagem: https://deusilusao.com/livros-e-velas/



Algo que li recentemente (não lembro a fonte) levou-me à reflexão: ‘A religião deve ser um debate racional de ideias ou uma exposição (ou imposição subliminar) de crenças que podem demonstrar uma espécie de fanatismo de um praticante?’. Algumas pessoas podem me perguntar: ‘Afinal, que corrente filosófica/religião você segue?’ Ao que poderei responder: ‘Nenhuma e todas – me considero um livre-pensador, que poderia ser definido como: indivíduo cuja visão a respeito da materialidade/espiritualidade é formada com base na razão, na livre-escolha do que se entende como a informação mais aceitável e confiável, independentemente de qualquer autoridade ou religião constituída’. Ou seja, quero expressar-me de forma livre, absorvendo a Sabedoria nas mais diferentes correntes do Pensamento Universal que, cada qual à sua maneira, busca interrogar, explorar e entender o mundo e o cosmo, material e imaterial. Neste momento da minha vida, considero-me um livre-pensador com um especial propósito – compartilhar as minhas buscas e crenças pessoais por um mundo melhor. Durante todo o meu tempo disponível, busco inspiração na Sabedoria de homens e mulheres que se diferenciam com pensamentos de fato transformadores.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

CRIAÇÃO MENTAL

A criação mental é uma ideia que deve ser sentida mais do que compreendida intelectualmente

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, Santos (São Paulo, Brasil), junho 2016




O QUE ME INSPIROU a escrever sobre esse tema foi minha participação no Curso Criação Mental, ministrado pelo médico geriatra Mario Sergio M. Sales, mariosergio47@hotmail.com, e promovido pela Ordem Rosacruz de Santos, nos dias 11 e 12 de junho de 2016. Necessário faz-se registrar que os conceitos que serão referidos não representam palavra oficial da Ordem Rosacruz.

Certamente, este é um assunto por demais abstrato para interessar ao mais comum dos leitores. Há algo que diz: ‘Podeis ficar certo, querido estudante, que, quando chegar o tempo em que puderdes dar o primeiro passo para o aspecto da transcendentalidade, o caminho se abrirá diante de vós’. Harmonizar-se com o cósmico deve constituir uma prática diária de todo místico para a sua proteção e inspiração.

Leia a sós, recolhido em seu coração, e aproveite para fazer a reflexão e introspecção necessárias para ter a sua consciência elevada, de modo que possa receber a paz dos místicos, a paz profunda, ou seja, a ‘serenidade’. Estude os ensinamentos aqui abordados e coloque-os em prática na vida cotidiana, aproveitando o suficiente para lhe causar as impressões intuitivas que possam revelar-lhe o não escrito.