quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Aos Meus Eternos Amigos...

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, agosto 2017




ENTRE DOIS AMIGOS inseparáveis, se o ponto de encontro permanente deixa de acontecer, os dois acabam se afastando naturalmente e, o que é pior, acostumando-se com a ausência do outro. Chico Xavier (médium, filantropo e um dos mais importantes expoentes do Espiritismo) enuncia: “Que eu não perca a vontade de ter grandes amigos, mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas”. Interessante observar, após um longo tempo sem rever o fiel amigo: nos reencontros, a sensação é de tê-lo visto ‘ainda ontem’. E haja emoção, refletida no longo e arrochado abraço!

E assim vai-se vivendo, com a saudade e a esperança de um reencontro, essa esperança que requer certa perseverança, acreditando que é possível, mesmo quando há indicações do contrário. ‘Precisamos nos ver, hein, vamos marcar!’... 

Há algo, porém, que, mesmo com a distância, é esculpido entre as duas almas gêmeas, no plano espiritual; isso nunca se perde. “Quanto te separares de um amigo, não te preocupes, pois o que tu amas nele pode tornar-se mais claro com a tua ausência, assim como para o alpinista a montanha aparece mais clara vista da planície”, escreve Khalil Gibran (ensaísta, filósofo, prosador, poeta, conferencista e pintor de origem libanesa).

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Se eu fosse um padre

Mário Quintana (*)




“SE EU FOSSE um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
— muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,

Não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições...
Se eu fosse um padre, eu citaria os poetas,

Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalam
e quem me dera que alguns fossem meus!

Porque a poesia purifica a alma
... e um belo poema — ainda que de Deus se aparte —
um belo poema sempre leva a Deus!”

(Texto extraído do livro "Nova Antologia Poética", Editora Globo - São Paulo, 1998, pág. 105)

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Sobre o documentário ‘Free the Mind’ (Mente Livre)

A história do cientista Richard Davidson mudou quando ele conheceu o Dalai Lama. O líder religioso o incentivou a desenvolver pesquisas, com o mesmo rigor científico do mundo acadêmico, em praticantes de meditação.

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, Santos (São Paulo, Brasil), julho 2017



ESTÁ na Netflix o documentário ‘Free the Mind, com o professor e doutor Richard Davidson, 65, professor de psicologia e psiquiatria da Universidade de Wisconsin-Madison, um dos principais pesquisadores do mundo que estuda as transformações causadas no cérebro pela prática da ‘Mindfulness(Atenção Plena ou Consciência Plena) e da meditação. Davidson mostra como essas práticas não farmacológicas podem ajudar, por exemplo, dois soldados veteranos de guerra do Iraque e uma criança que sofre de TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), ambos com transtornos emocionais, a superarem essas suas barreiras. O documentário foi lançado na Dinamarca em 6 de junho de 2012. Ele encontra-se também disponível no YouTube, https://www.youtube.com/watch?v=hAjFWoWnEZs

O interessante filme educativo mostra como a ciência está investigando o poder da respiração, da meditação e da ioga através de estudos e testes ordenados pelo professor Richard Davidson, PhD em neuropsicologia e pesquisador na área de neurociência afetiva.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Conversas pobres...

“Não fale, a menos que possa melhorar o silêncio.” (filosofia Zen)

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, Santos (São Paulo, Brasil), julho 2017




SEM O HÁBITO da leitura, pessoas perdem a oportunidade de se tornarem mais interessantes, mais acolhidas, mais produtivas, menos inoportunas... Assim, é importante que nós, leitores assíduos, nos tornemos instrumentos de incentivo à leitura.

Milhares de pessoas acreditam que ler é difícil, ler é chato, ler dá sono, e com isso atrasam seu desenvolvimento, atrofiam suas ideias, dão de comer a seus preconceitos, sem imaginar o quanto a leitura as libertaria dessa vida estreita. Ler civiliza”, escreve Martha Medeiros, 55, jornalista, escritora, aforista e poetisa gaúcha.

Eu imagino que os próprios sacerdotes, por exemplo, poderiam despertar em seus fieis o interesse pela leitura. Há ali uma multidão atenta em seus sermões! No ambiente de trabalho é possível também trabalhar-se esse produtivo hábito com os colegas; não custa tentar. Uma novela que outra, através de um agradável personagem, contribuiria bastante nesse sentido.

Sobre evangélicos...

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, Santos (São Paulo, Brasil), julho 2017



EU COSTUMO apreciar as diferentes crenças. Pois há sempre mensagens positivas nas mais diferentes religiões, com as quais a gente pode se identificar e se enriquecer. Apenas a Igreja Evangélica nunca me atraiu uma única vez, para conhecer o seu ritual. Ainda assim, dois evangélicos vieram ao meu encontro, em dias diferentes, no quarto do hospital onde eu estive internado, pedindo autorização para fazer uma prece. Fui acometido por uma forte pneumonia. É claro que os acolhi, já que desejavam abrir seu coração para mim numa circunstância tão delicada da minha vida. Não, não pensem que os dois evangélicos foram propagandear as suas respectivas Igrejas; eles nem sequer apresentaram o nome e endereço delas. Os dois evangélicos simplesmente me emocionaram com a suas inspiradoras orações. Agradeceram a acolhida e me desejaram uma pronta recuperação. Não, estimado leitor, não me tornarei um evangélico. Mas passarei a respeitá-los mais devidamente. Porque eles desenvolvem esse trabalho importante no hospital onde estive internado e provavelmente em outros também. E também por eu ter convivido, no meu quarto hospitalar, com alguns funcionários da Santa Casa da Misericórdia de Santos, que mudaram radicalmente suas vidas se tornando evangélicos; ao confiarem em mim, contaram histórias muito pessoais, não raramente me surpreendendo com o tipo de vida que levavam e no que se transformaram. Então, sobre as Igrejas Evangélicas como um todo, eu prefiro considerar apenas os seus aspectos positivos e não as julgando, por desconhecer a sua estrutura organizacional e ações dos seus pastores. 

quinta-feira, 9 de março de 2017

Sócrates e a filosofia do autoconhecimento

Qual a importância da autorreflexão para o homem contemporâneo?

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, Santos (São Paulo, Brasil), março 2017 



MUITAS PESSOAS acham que a filosofia é uma área do saber dispensável. Ora, a filosofia é muito importante. Através dela, conseguimos entender melhor a nós mesmos e também aos outros; conseguimos ser capazes de discutir e aceitar opiniões, e ficar com a consciência de que nada é errado e, porém, nada é definitivamente certo. Uma das capacidades que a filosofia nos proporciona é a de nos questionarmos, de sermos capazes de por em discussão a nossa própria existência e a existência do mundo que nos rodeia assim como ele é. Basta não ligar ao que os outros dizem e encarar a filosofia como um ensinamento para o nosso cotidiano, para a nossa vida.

Sócrates, filósofo grego nascido em Atenas por volta do ano 470 a.C., é um símbolo da filosofia do autoconhecimento. De origem modesta, era filho de Sofronisco, escultor, e de Fenarete, parteira, com quem dizia ‘ter aprendido a arte de obstetra de pensamentos’. Abandonando a arte de seu pai, dedicou-se inteiramente à missão de despertar e educar as consciências, tendo como influência a filosofia de Anaxágoras.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Igreja cheia...

Mas ainda incapaz de promover mudanças essenciais em seus fiéis


Tom Simões, jornalista, tomsimoes@hotmail.com, Santos (São Paulo, Brasil),
março 2017




“[...] A LIBERDADE de expressão se conta entre as mais valiosas joias do pensamento iluminista. Ela está na base de algumas de nossas mais produtivas instituições, como a democracia, as artes e a liberdade acadêmica – e, consequentemente, o desenvolvimento científico. Mais até, ao assegurar que todas as ideias possam ser discutidas sob todos os ângulos, a liberdade de expressão permite que cada sociedade encontre seu ponto de equilíbrio entre a mudança e a conservação”, cita Hélio Schwartsman, filósofo e jornalista brasileiro, em sua crônica ‘Sob censura’ (Folha de S. Paulo, 14/02/2017).

Fui criado na Igreja Católica. Varria a igreja, cuidava da doação dos dízimos, participava da antiga Cruzada Eucarística... Certa vez, regressando da Espanha, onde fora visitar seus familiares, o padre Antônio, da Paróquia Nossa Senhora da Aparecida, trouxe-me chocolate de presente. Eu tinha um vínculo importante com a paróquia na fase da pré-adolescência. Além da igreja, frequentei parte do Ensino Fundamental em uma escola dirigida por frades carmelitas.

As duas últimas vezes, porém, em que voltei a assistir a uma missa, em igrejas diferentes, foram missas de sétimo dia, uma pela morte de um amigo e outra, do pai de um amigo. Confesso surpreender-me por não terem mudado praticamente nada, desde a minha infância, a cerimônia da missa e, principalmente, as palavras do sacerdote. O algo que mudou foi: há mais ruídos e menos silêncio. Em uma das igrejas cheguei a me incomodar consideravelmente com a ‘vozearia’ do ritual. Havia, diante do altar, um homem acusando incessantemente os cristãos, amedrontando-os com a ideia do pecado, da culpa e do inferno. Sem direito a perguntas e reflexões pelos participantes. O padre continua o senhor da palavra, o ‘representante legítimo’ de Deus na Terra.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Malabarismo no semáforo. E o que Deus tem a ver com isso?

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, Santos (São Paulo, Brasil), fevereiro 2017



DE MANHÃ cedo. Eu estava parado diante do semáforo. Lá na frente estava um homem fazendo malabarismo, oferecendo um momento de descontração e arte. Não consegui me aproximar dele ao abrir o sinal verde. Ao refletir sobre de quem se tratava, observei a sua bagagem, na calçada, revelando ser um morador em situação de rua. Vergonha de pedir auxílio, sem nada a oferecer em troca? Estaria com fome?... Foi quando me bateu a sensação de não ter feito nada, ao abrir o sinal verde. E junto, a emoção, com os olhos umedecidos. Pensei em Deus. O que teria Deus a ver com essa emoção? Recompensa pela comoção? Certamente que não. Já passei pela experiência de ‘dar pensando no retorno’, de orar pra ficar de bem com Ele. Independentemente de, naquele momento, Deus estar ou não me observando, o meu coração reagia naturalmente. E é assim que ele reage, quando me coloco no lugar do outro. Não dá mais pra passar indiferente pelo mundo, quando eclode o ‘despertar da consciência’. Não há retorno. Apenas progresso. Muda-se o olhar comum. Não há como ficar indiferente. A vida toma outro rumo, regido pela lógica transcendental, que está relacionada ao conhecimento sobre a vida espiritual, conhecimento que permite enxergar além da vida material. É o coração que reflete o indivíduo ‘desperto’, a partir de um esforço de perscrutar e transformar a si mesmo. Descubro então o bem mais precioso da vida: o ‘despertar da consciência’. Não há nada que se possa comparar ao ser humano apto para apreciar ilimitadamente o mundo, colocando-se à disposição do Bem como instrumento da Lei Universal. Quando o indivíduo ‘desperta’, ele se torna responsável como permanente cocriador do Universo. Cria a partir do princípio de que, sempre quando pensa e sente, está favorecendo ou não o progresso pessoal e espiritual. Mas isso é algo que antes deve ser sentido do que compreendido intelectualmente. Todo o restante vem naturalmente quando a consciência se expande. Há algo que orienta: “Quando chegar o tempo em que puderdes dar o primeiro passo, o caminho se abrirá diante de vós. [...] Chame por seu Deus interno. Chame por seu Eu Superior e peça, acima de tudo, ‘consciência’”.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

O Caminhão da Alegria

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, Santos (São Paulo, Brasil), fevereiro 2017




“LÁ VÃO eles. Recolhendo o lixo da sociedade. Automóveis enfileiram-se. Mas ninguém buzina. Dá até pra gente se admirar. Será em respeito à difícil tarefa desses incansáveis trabalhadores? Ou para atrair mesmo um pouco da escancarada alegria desses corredores e malabaristas da cidade? Creio que pelas duas razões. Esses homens extraordinários dão um show; não há motorista estressado atrás do Caminhão da Alegria!” 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Eike Batista: entre a riqueza e a humilhação. Uma reflexão!

Eu imagino acompanhar essa etapa da vida do empresário... Curioso como estou, sobre o que acontece com a mente do indivíduo numa circunstância como essa! Por mais discutível que seja o seu caráter.

Tom Simões, jornalista, tomsimoes@hotmail.com, Santos (São Paulo, Brasil), fevereiro 2017 




QUE ME PERDOEM os revoltados, eternos insatisfeitos. Eu apreciaria que esses ‘negativistas de plantão’ parassem de esbravejar! Há algo circulando na rede social que diz assim: “Se você quer chamar a atenção, faça algo para ser admirado. Com o excesso de queixas, inconformismos, você se torna apenas um chato”. Eu reforçaria: um ‘chato de galocha’. É claro que a mídia divulga comentários produtivos, reveladores, cujos autores são especialistas das áreas que abordam; há também pessoas esclarecidas que se manifestam. Em ambas as opiniões, mostra-se uma visão contundente dos acontecimentos, que se diferencia pelo saber e pela reflexão. Os chatos insuportáveis, de quem a gente não vê a hora de sair de perto, acham-se costumeiramente superiores em seus comentários vazios, movidos por um rancor desmedido.

Há na obra ‘Conhecimento da liberdade’, de autoria de Tarthang Tulku, uma passagem que diz: “Podemos nos colocar à parte da sociedade e criticar seu lado negativo, sem estarmos dispostos a contribuir com qualquer energia positiva para mudar a situação. Afinal de contas, não se pode mudar nada – as coisas sempre foram assim. Por que eu deveria perder o meu tempo com isto?”. 

Livros devem circular

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, Santos (São Paulo, Brasil), fevereiro 2017 




LÁ SE VAI o tempo do ‘Eu não empresto meus livros...’ E o que você irá fazer com eles, após lê-los? Ou até mesmo nem ter lido, por se desinteressar pela obra? Lacrá-los na estante? Pra quê? Para serem doados quando você morrer? Cara, livros não são editados para ocupar lugar na estante. Livros são produzidos para circular... O melhor que eu tenho de tudo que li desejo compartilhar com os amigos que adoram ler. E muitos deles fazem o mesmo comigo. Quando a gente gosta muito do que lê, tem enorme prazer de compartilhar.

E sabe que tem gente que não devolve o livro emprestado, porque não conseguiu ler? Por não ter gostado do conteúdo ou por preguiça mesmo. Fica sem graça! O que vou dizer...? E então alguém é obrigado a ler algo que não lhe interessou? Que nada, devolva!  ‘Meu querido, comecei a ler, mas não me identifiquei com o conteúdo.’ Ponto. E isso não impede que eu ofereça outros livros. Se a pessoa mostrar interesse, é claro. Já até adianto: ‘Amigo, não se sinta compromissado. Veja se gosta'. Ao folhear algumas páginas, normalmente dá pra perceber o interesse ou não pela obra. É por isto que não gosto de encomendar livros em sites e livrarias; gosto de folheá-los antes.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Eu busco o conhecimento e depois o compartilho...



Como diz Mario Sergio Cortella, ‘Eu preciso me transbordar...’

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, Santos (São Paulo, Brasil), janeiro 2017

(Leia o texto e depois clique abaixo, no fabuloso documentário. Uma aula e tanto sobre a Vida.)

A AINDA DIFICULDADE do Homem é a sua incapacidade de despertar, conscientemente, o interesse por todas as informações e vivências que agreguem valores essenciais, humanos e espirituais, à sua vida. Ele não quer perder tempo com algo que não seja palpável, para seu uso imediato... Ao ler a chamada interessante de um texto, por exemplo, e ver o tamanho da informação, ele desiste do aprendizado. Ainda que seja um texto didático, de fácil compreensão e, fundamentalmente, capaz de ampliar sua visão do Mundo e transformá-lo... Se a gente vivesse numa sociedade que estimulasse o autoconhecimento contínuo, esse processo libertador, o Mundo seria outro. O conhecimento antecipa a maturidade. Mas, para nossa esperança, cada vez mais pessoas despertam neste sentido.
Em minhas pesquisas, descobri o documentário ‘Eu Maior’, que envolve um conhecimento necessário, trazendo sinais reveladores sobre o Novo Homem. A Nova Era, movimento que vigorou principalmente na década de 1960, já buscava o despertar da consciência e a evolução espiritual. A Era atual prega a tolerância entre os homens, o respeito à natureza, o amor incondicional, a generosidade, a compaixão..., e, basicamente, a possível experiência da paz interior. De acordo com estudiosos dessa área do conhecimento, o Mundo começa a experimentar uma nova etapa da civilização que está em processo de evolução constante: o ‘despertar da consciência’, mudando definitivamente a visão limitada do homem em relação às forças do Universo. Daí a gente começar a se acostumar com algo conhecido como ‘visão holística’, que significa totalidade, a reunião dos vários elementos em um todo, ou seja, a interdependência entre todos os seres vivos. Meditação? Todos caminham neste sentido. Por um ser humano e um Mundo melhor!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Mal posso acreditar que as festas acabaram

Drauzio Varella, médico cancerologista (dirigiu o serviço de Imunologia do Hospital do Câncer e foi um dos pioneiros no tratamento da Aids no Brasil e do trabalho em prisões). Folha de S.Paulo, 07/01/2017


(Tom Simões: Não costumo publicar textos de outros autores neste blog. Mas esta extraordinária reflexão não me deixou dúvida. Por expressar exatamente o meu sentimento em relação à destemperança das comemorações de final de ano. Sobretudo por se tratar de palavras escritas por esse singular Ser Drauzio Humano Varella, um dos raros notáveis benfeitores deste nosso País.)

“AS FESTAS acabaram, mal posso acreditar. Essa época do ano não é fácil para mim.

Fico agoniado com a chegada de dezembro. Nem terminou o mês anterior, as lojas e os shoppings já se engalanam com árvores de plástico, abarrotadas de bolas pendentes sem o menor compromisso com a harmonia das cores, laços de fita reluzentes de purpurina enrolados em guirlandas de flores artificiais e, para completar, a presença sorridente de Papai Noel.

Embora reconheça que o bom velhinho encanta o imaginário infantil e reforça o orçamento doméstico de alguns senhores com excesso de peso, não consigo compreender como um ser importado das catacumbas do inverno no hemisfério norte, com gorro na cabeça, barba postiça, botas e roupa abafada consegue sobreviver nestas paragens, por tantas décadas.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Confraternização de final de ano da equipe de canoagem ‘Poseidon’

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, Santos (SP), Brasil, 30 de dezembro de 2016

(eu não estive presente no evento, daí a origem deste texto)



QUEM disse que o Tom não esteve na confraternização?... Estar aqui significa estar fisicamente presente, mas pode significar também estar ‘plena e espiritualmente’ presente, com o coração cheio de amor! Como não estar ali com pessoas tão importantes que agregaram inestimáveis valores à minha vida neste primeiro ano de canoagem, de intensa convivência?... Pessoas que me acolheram generosamente num grupo tão singular, mágico, humano, alegre, enriquecedor...
A canoa é o símbolo de uma mágica união: tem-se o mar como fonte de inspiração e a oportunidade extraordinária de fazer amigos para compartilhar a vida, com todas as nossas eventuais queixas e permanentes maravilhosas compensações. Trata-se de uma embarcação de pequeno porte, feita de uma só peça, alongada e estreita, movida a remo, e que tem uma rica simbologia: ‘simplicidade, serenidade, habilidade e independência’.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

CANOAGEM E NATAL... TEMPO OPORTUNO A UMA BOA REFLEXÃO

Obrigado, Clube Internacional de Regatas, pelo importante acolhimento!
Tom Simões, Santos (SP), Brasil, dezembro 2016 






“PARECE que quando você se torna presente, permite que os outros estejam presentes. A presença não torna você dominante no sentido alfa. Na verdade, permite que você ouça as outras pessoas. E que elas se sintam ouvidas e se tornem presentes. Você pode ajudar as pessoas a se sentirem mais poderosas, ainda que não consiga lhes dar poder formal. E quando isso acontece, quando sua presença consegue evocar a presença delas, você eleva tudo. [...] Revelar seu eu verdadeiro libera os outros para revelar os deles”, escreve Amy Cuddy, psicóloga, pesquisadora e professora da Harvard Business School.  

“Há mais de 2000 anos, por decreto e misericórdia divinos, o milagre da vinda do Cristo aconteceu. E o coração dos Homens foi alçado à condição de templo interior. E hoje, mesmo em tempos de contestação e dúvidas, onde se buscam provas da existência de Deus, o coração não se engana e na época do Natal percebe algo diferente no ar. É quando a Terra e a Vida recebem abundância de Amor Crístico. É um chamado à espiritualização, para que cada um acelere a construção de seu paraíso pessoal”, relata o amigo-irmão Roberto da Graça Lopes.  

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

NATAL: QUANDO A TERRA E A VIDA RECEBEM ABUNDÂNCIA DE AMOR CRÍSTICO

Roberto da Graça Lopes, dezembro 2016
(colaboração desse amigo-irmão para o blog Tom Simões)


QUANDO É NATAL? Rossano Sobrinho nos traz esta reflexão em sua obra ‘Evolução pelo amor’: “[...] É Natal quando, além dos familiares e amigos, além dos ‘próximos mais próximos’, também nos lembramos daqueles irmãos mais distantes, os últimos da Terra, os esquecidos do mundo. É Natal quando não deixamos que a saudade do ente querido que nos deixou se transforme em revolta ou desespero, cantando o hino da esperança na certeza do reencontro. É Natal, finalmente, quando nossos olhos vislumbrarem para além do brilho passageiro das luzes que iluminam casas, bairros e cidades, percebendo a claridade excelsa que desce do Mais Alto, da eterna Estrela de Belém, convidando todos os homens e mulheres à permanente renovação do Bem e à vivência ininterrupta do verdadeiro Amor.”
Na visão de Carlos Heitor Cony (‘O Natal de cada um’, Folha de S. Paulo, 27/12/2015), “Natal é um oásis de protocolar e epidérmica boa vontade entre os homens. Convencionou-se um ‘espírito de Natal’, que inclui uma decoração específica, um peru específico e alguns ritos também específicos. Mas, além das decorações, dos perus e dos ritos, a Humanidade procura realmente esforçar-se para merecer um Natal que seja digno do Natal. No resto do ano, os homens flutuam entre a calhordice e a estupidez. A pausa é necessária, quanto mais não seja, para relaxar ódios e tensões”.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

NÃO TENHO VOCAÇÃO PARA A POLÍTICA, NUM MUNDO TÃO EQUIVOCADO...

  A espiritualidade e a política são duas realidades fundamentais da vida. Tal foi recentemente expresso por Ken Wiber: ‘No âmbito do interpessoal, no reino de como tu e eu nos relacionamos com o outro como seres sociais, não há áreas mais importantes do que as da espiritualidade e da política’.




Tom Simões, jornalista, Santos (São Paulo, Brasil), tomsimoes@hotmail.com, dezembro    2016


NÃO TENHO vocação para política (tal como popularmente é definida esta palavra). Nem para analisá-la, nem tampouco para exercê-la. A política que vejo se descolou da confiança. A promessa e a mentira a conduzem. Reconhecendo que nenhuma profissão seria mais nobre do que a política, quem a exerce deveria estar apto a assumir responsabilidades só compatíveis com grandes qualidades morais e competência. Mas, como escreveu Fernanda Torres, atriz e escritora, “É impossível, na política, separar fingimento de honestidade. [...] Para prosperar nesse meio, é preciso se descolar da realidade e erradicar de si qualquer vestígio de moralidade”. Minha busca é pela tolerância, honestidade, humildade, generosidade, empatia, serenidade..., que nada têm em comum com a vigente realidade política. A filosofia e a psicologia me atraem, sim, com foco no progresso humano. Ao contrário dos políticos atores, a maioria das coisas que faço é intuitiva, com foco na realidade do ser humano, e nada premeditada. Daí eu me identificar com algumas ideias de José Ortega y Gasset (1883-1955).

Em seu artigo ‘Ortega e as circunstâncias’, Nivaldo Cordeiro revela que a frase mais famosa desse filósofo espanhol é “Eu sou eu e a minha circunstância e se não a salvo, não salvo a mim mesmo”. Segundo Cordeiro, depois da expressão “Penso, logo existo”, de Descartes, a frase de Gasset é a mais sensacional síntese filosófica que um pensador tenha conseguido.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Lendo e compartilhando...

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, 15/11/2016



“NÃO ME IMPORTO em ler o jornal de hoje no dia seguinte. Em minhas leituras, busco principalmente o que não perde a atualidade, o que é susceptível de levar o leitor à autorreflexão e mudança permanente de comportamento. Sou um pesquisador nessa área. Gosto principalmente das crônicas, editoriais e entrevistas especiais, valorizando a capacidade didática de seus autores em abordar a complexidade do homem interagindo com o seu meio. E, sobretudo, dada a espécie de ‘missão’ por Educar, aprecio sintetizar e compartilhar os produtivos achados, algo que tem sido para mim uma aventura extraordinária.”

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

EGRÉGORA = ENTIDADE VIGILANTE

“Talvez você nunca tenha pensado sobre isso, mas toda associação de indivíduos, todo grupo que contenha algumas pessoas interessadas em um mesmo objetivo, constitui no invisível, ou no plano psíquico, um campo de energia que adquire, com o tempo, vida própria e passa a, inclusive, orientar o comportamento do grupo.”






Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, novembro 2016 


EGRÉGORA, de acordo com a Wikipédia, Enciclopédia Livre, é como se denomina a força espiritual criada a partir da soma de energias coletivas (mentais, emocionais) fruto da congregação de duas ou mais pessoas. “Segundo as doutrinas que aceitam a existência de Egrégoras, elas estão presentes em todas as coletividades, desde as mais simples associações às assembleias religiosas. Sendo assim, todos os agrupamentos humanos possuem suas Egrégoras características (empresas, clubes, igrejas, famílias...), nas quais as energias dos indivíduos se unem e formam uma entidade autônoma e mais poderosa.”

Uma Egrégora participa ativamente de qualquer meio, seja ele físico ou abstrato. Quando a energia é deliberadamente gerada, ela forma um padrão, ou seja, tem a tendência de se manter como está e de influenciar o meio ao seu redor. “No mais, as Egrégoras podem ser descritas como concentrações ou «esferas» energéticas criadas quando várias pessoas têm um mesmo objetivo comum. Trata-se de um conceito ‘místico-filosófico’ com vínculos muito próximos à teoria das ‘formas-pensamento’, na qual todo pensamento e energia gerada têm existência, podendo circular livremente pelo cosmo”, cita a Wikipédia.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Blogue do Tom na marca dos 100.000 acessos. Aleluia!

“Age de modo que consideres a humanidade tanto na tua pessoa quanto na de qualquer outro, e sempre como objetivo, nunca como simples meio.”
Immanuel Kant

Tom Simões, jornalista, Santos (São Paulo, Brasil), outubro 2016



UMA LEITURA útil pode nos despertar e libertar de velhas formas de pensar, repetitivas e condicionadas. Porque deve haver o desejo de a gente se reinventar periodicamente e isso vale mais ainda para quem acredita no poder individual de transformar o mundo ao seu redor. “Mire e veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando”, escreve Guimarães Rosa, um dos mais criativos e relevantes escritores brasileiros de todos os tempos. Por sua vez, o amigo Antonio Carlos Frade, arquiteto, acrescenta: “Infelizes os que não se deixam permear por boas ideias de outrem, pois somos seres mutantes a caminho da perfeição”.
As palavras, alinhava o grande mestre Rubem Alves (doutor em teologia e filosofia, psicanalista, escritor e educador), só têm sentido se nos ajudam a ver melhor o mundo.Aprendemos palavras para melhorar os olhos. Há muitas pessoas de visão perfeita que nada veem... O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.