quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Sábios e Inteligentes



“Algumas pessoas têm o seu doutorado, têm milhões de outras coisas... Falta-lhes o ‘Mestrado em Humildade’. Por enquanto, perdem para a arrogância. A titulação universitária não pode ser desprovida do aprendizado humanístico. ‘Doutores’ de qualquer coisa precisam incluir também em seus currículos da vida os escritos dos Sábios da Humanidade, que já descobriram essa virtude.”


Tom Simões

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Jornalismo Utilitário (e Voluntário, neste caso)

Costumam dizer que trabalho voluntário não é trabalho, só porque não é remunerado

Tom Simões, jornalista, tomsimoes@hotmail.com, janeiro 2016

Muitas pessoas dedicam parte de sua vida a trabalhos voluntários das mais diferentes naturezas. Algumas nem costumam comentar sua dedicação à causa que escolheram. São força anônima. De maneira geral, o voluntariado é pouco ou nada valorizado pela sociedade, que não o considera como um ‘serviço’. Há até quem o menospreze: “Eu não tenho tempo pra isso”, “Esse trabalho é coisa para o governo, pra isso pago impostos”. Então, numa instituição comum, o voluntário, não sendo enquadrado como funcionário, ainda que trabalhe muito, pode viver ali numa condição subvalorizada, apesar da importância do seu trabalho.
Mas essa realidade, não apenas brasileira (afinal gente é gente, aqui ou no deserto de Gobi), não desestimula inúmeras pessoas que investem seu tempo e talento trabalhando de maneira espontânea e não remunerada, em causas de interesse comunitário. Pessoas que se diferenciam por terem ações de fato transformadoras.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Plâncton luminescente cria espetáculo para canoeiros do ‘Poseidon’: água se transforma em oceano de estrelas



Nesta quinta-feira, dia 7 de janeiro de 2016, treinávamos próximo à Ilha das Palmas, em Santos (SP), quando, inusitadamente, fomos surpreendidos com o mar brilhando. Foi uma emoção indescritível. Nós, canoeiros-aprendizes da ‘Poseidon Canoagem Havaiana’, ficamos impressionados com aquela belíssima expressão da Mãe Natureza! Quanto mais a gente mexia na água, mais ela brilhava. Felipe, o capitão da canoa, parecia uma criança com um novo brinquedo, fascinado com a experiência. Não resistindo, mergulhou nas águas para brincar com os ‘pontos brilhantes’. Outros canoeiros o seguiram. Daí a inevitável pergunta: ‘Por que o mar está brilhando?’ 

Segundo o que li, algumas espécies do plâncton, organismos (animais ou vegetais) aquáticos minúsculos, se autoiluminam ao serem incomodadas. Mas há também outra explicação: apesar de fascinante, o brilho pode ser sinal de poluição; colocar uma determinada espécie do plâncton sob estresse pode dar origem a um dos fenômenos mais emocionantes do planeta. Esses organismos emitem luz seja pelo marulhar das ondas ou pela perturbação causada na água por pranchas de surf ou outros objetos.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Réveillon na Kombi

Tom Simões, jornalista, tomsimoes@hotmail.com



Virada do ano. Feliz 2016. Perambulando pela orla da praia de Santos, congestionada, olhos atentos, às vezes críticos, acompanham o trajeto. ‘Olha isso: uma velha Kombi transformada num cômodo conveniente!’ Tudo para presenciar o extraordinário show pirotécnico de boas-vindas ao Novo Ano. Pessoas transportam caixas de isopor com cerveja para a areia da praia, onde ceias de réveillon também acontecem. Muitos pedidos. Sonhos se transformarão em realidade?  Há inúmeros forasteiros que chegam  no dia 31 de dezembro e retornam à sua cidade no primeiro dia do Ano Novo. Passam dois dias na praia, disputando vaga para estacionar próximo da orla. Porque no velho automóvel está o necessário para o réveillon. No dia seguinte, dá dó de ver a sujeira deixada na areia! Mas... Como culpar os inconsequentes? Eles não têm culpa. Não tiveram oportunidade de ser bem educados. Mas, num dia tão especial, fechemos os olhos críticos e deixemos o povo comemorar do jeito que pode. Porque amanhã será outro dia. O primeiro dia de um novo ano cheio de esperança. E no novo dia a praia logo estará livre dos deixados para trás: lixo, frustrações, tristezas. A praia, de braços abertos, acolhe quem com ela se encanta! Franja de um mar que não se aborrece com nada. Mar de ondas que simbolizam a capacidade de renovação contínua da Vida. Frente a ele rezemos ao Senhor e peçamos proteção, paz e luz para nós e cada um que porventura nos incomodou no ano que finda. Rezemos ao Senhor para que abençoe tantos que se sacrificaram para vir a Santos na véspera do primeiro dia do Novo Ano e realizar esse sonho, quem sabe até, vivendo o seu dia mais feliz do ano que vai embora. Caminhando com meu filho, ao presenciar aquela Kombi, conveniente hotel e transporte, meus olhos marejaram. ‘O mundo está em festa. E para essa festa todos são convidados’, pensei. E cada um dá o seu jeito, toma suas decisões, forja suas atitudes. E eu lhes digo: ‘Mais do que um Feliz Ano Novo, desejo-lhes Feliz Ano de felizes atitudes novas, para que 2016 seja muito melhor’.  

domingo, 20 de dezembro de 2015

Todas as palavras...



“Todas as palavras não podem ser senão úteis, capazes de promover mudanças.” Tom Simões, 20/12/2015

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Natal e Perdão

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, dezembro 2015



Jesus, a Expressão Maior, tem seu nascimento relembrado a cada 25 de dezembro. Então, qual o verdadeiro sentido desta data? Confraternização, união, reconciliação... Perdão! Certamente haverá alguém lembrando um mal-entendido, uma mágoa... Nada que não seja possível superar. Nada que não seja possível perdoar, em nome Dele! Alguém deve tomar a iniciativa da reaproximação. A reconciliação é um grande presente de Natal. Certamente, a reconciliação envolve a felicidade não apenas dos desafetos, mas dos que estão próximo. Trata-se de uma satisfação difícil de ser descrita por dizer respeito ao efeito na Alma de duas (ou mais) pessoas até então desoladas por conta da imaturidade, da incompreensão, do orgulho... Quando permanece mágoa e tristeza pode existir, inconscientemente, o desejo da reaproximação. O que não pode existir é revolta, cujo dano afeta diretamente o próprio revoltado. Ainda que a outra pessoa seja inflexível, melhor tentar a aproximação; o que conta é a iniciativa do Bem para aliviar o permanente desconforto. Peçamos então perdão em nome do aniversariante, Jesus Cristo. Ele ficará feliz com a disposição de muitos para a reconciliação com a família, os amigos, os vizinhos, os colegas de trabalho... Feliz Natal a todos. Feliz reconciliação. Muitas confraternizações de final de ano, muitos presentes, muitas ceias natalinas... não preencherão a triste lacuna deixada por um relacionamento importante que se rompeu e que ainda não foi perdoado. No rompimento de uma relação afetuosa, quem tem mais razão? Com quem está a verdade? É possível a ignorância de uma das partes, optando por continuar alimentando injustamente o rancor. Mas isso não impede que a parte injustiçada se mantenha livre, com a consciência em paz. Lembremos ‘a mudança ocorre em mim e não no outro’. Uma das leis espirituais da Índia orienta: ‘Se algo terminou em nossa vida é para nossa evolução; portanto, é melhor deixar seguir adiante e avançar já enriquecido por essa experiência’. Neste caso, é pensar em Jesus e perdoar, reservando um tempo especial para mentalizar, em estado de paz, o desafeto, lembrando do que juntos construíram ao longo da vida. Porque, como ensina John von Achen, no vídeo ‘The meaning of life’ (‘O sentido da vida’), “Por qual outro motivo faríamos tudo que fazemos nessa vida? É pelo fato de saber que um dia morreremos. E por saber que um dia morreremos é que amamos. Por isso nos entristecemos quando um erro nos coloca mais distantes de alguém. Nosso tempo é curto e precioso. Faça algo bom para as pessoas porque quando o tempo acabar e você se for, o que ficará é o que você foi para as pessoas, a importância que teve na vida de cada uma delas”. Em sua obra ‘Felicidade’, Roberto Venosa escreve: “Felicidade é estar bem consigo e com os outros. É, também, aceitar limitações, sofrimentos, incompetências e fracassos. É ficar triste de vez em quando, talvez por ter feito opções erradas”. É preciso mudar. O que posso fazer de diferente neste Natal? Amar e Perdoar! Como expressa Eckhart Tolle, ‘O poder do agora’: “Uma atitude qualquer é muitas vezes melhor do que nenhuma atitude, especialmente se há muito tempo você está paralisado numa situação infeliz. Se for uma atitude errada, ao menos você aprenderá alguma coisa, caso em que deixará de ser um erro. Se você não agir, nada aprenderá. Será que o medo está evitando que você tome uma atitude?”. Feliz Natal! Feliz Reflexão! Feliz Reaproximação! Todos ficarão felizes com o seu ato de humildade!

 ·         Nesta ocasião, desejo agradecer a todos que me emocionaram com tantas palavras generosas ao longo de 2015. Obrigado pela maravilhosa companhia ao longo do caminho do conhecimento, tentando romper com as ideias velhas no mundo do pensamento. É muito bom dividir produtivamente meu tempo com todos vocês que conferem maior significação a minha vida.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Canoagem e companheirismo = sincronia

Tom Simões, jornalista, Santos (SP), Brasil, tomsimoes@hotmail.com 



Canoa e remo. Va’a (canoa havaiana). Tira a água da canoa. Puxa o carrinho. Levanta a popa do barco. Cadê o pneu? Põe o carrinho. Segura a proa. Força galera! Empurra o carrinho... Ondas do mar. Cheiro do mar. Tem uma música que diz: ‘Olha o mar infinito. Bonito por natureza. Misterioso e delicado. Igualzinho a uma capoeira. Olha a beleza do mar. Mareja, mareja...' Cuidado pra não escorregar na descida da rampa para o mar, com a limosidade, empurrando a canoa. Embarcar! Posição de ataque! Sincronia, pessoal, sincronia! ‘Três-Marias’: joguem fora essa conversa! E nada de lavar o remo! Afunda esse remo na água! Empurra a canoa! Olha a sincronia!... Sincronia, minha gente!... A sincronia que move a viagem. Ela alicerça a prática esportiva: na remada e no companheirismo. Por isso, a indicação da canoa havaiana para quem tem dificuldade natural de relacionamento social. O lema é ‘juntos venceremos, todos somos iguais’. Água, quem quer água? Como revela José Paulo Neto: ‘Estamos todos no mesmo barco. Na canoa, vivenciamos isso literalmente’. Canoagem: espécie de meditação. Não há espaço para as artimanhas da mente. É remar e se concentrar na sincronia entre amigos remadores. Aloha! Imua! Fala Capitão Felipe! Fala Capitão Heitor!... E cuidado com o peixe que pode pular no nariz!

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Testamento

Nada de homenagens nem epitáfios. Se possível, desejo servir como inspiração para a construtividade generosa. ‘Depois que eu me chamar saudade, não preciso de vaidade’. 

Tom Simões, jornalista, Santos (São Paulo, Brasil), tomsimoes@hotmail.com 



No início da noite, eu estava na canoa remando com outros praticantes de canoagem. Já saímos para o mar com certa preocupação, devido à previsão de relâmpagos. No retorno do percurso, aceleramos as braçadas por conta dos raios que começavam. ‘Braços pra que vos quero...’ Em dado momento, pensei: “Não tenho medo de morrer. Sobretudo, morrer durante uma aventura como esta. Sou um homem realizado. O remo era mais um antigo sonho”. Sem medo de morrer, também por crer ter dado significado à minha vida e concebê-la como parte de um processo de evolução espiritual.

No barco, pensei: “Só há algo que gostaria: publicar esta espécie de ‘testamento’. Se morrer agora, ninguém tem a senha de onde está o arquivo com o texto, esperando finalização”.

Mas não se preocupem. Estou muito bem. Experimentando certamente o melhor momento da minha vida. É que, quem escreve, tem de buscar ser sempre criativo, até mesmo, se for o caso, provocar um susto no leitor. Risos!

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

O que fazemos de nós




“Na vida, não vale tanto o
que temos, nem tanto importa o que somos.
Vale o que realizamos com aquilo que
possuímos e, acima de tudo,
importa o que fazemos de nós!”


      ·         Chico Xavier, 1910-2002 


quinta-feira, 15 de outubro de 2015

MENTE INTELECTUAL E MENTE ESPIRITUAL

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, outubro 2015




Acho bem diferentes o olhar dos sábios e o olhar dos intelectuais. Donos de uma ampla gama de conhecimentos, que vão desde os especializados àqueles relativos a outras matérias, os intelectuais, com bastante frequência, chegam a ser inacessíveis até mesmo ao público interessado, e, frequentemente, isso se dá, acreditem, por conta da soberba. Certamente, muitos seriam mais úteis se fossem mais humildes, mais “espiritualizados” no trato interpessoal. É claro que não dá para generalizar: há certamente intelectuais também capazes de ser muito humanos, servindo como instrumento de educação. Os soberbos me aborrecem porque acredito que o homem inteligente deve agir em prol da felicidade humana; agir sempre de forma a produzir a maior quantidade de bem-estar. Há uma percepção que me diz: ‘Não use seu tempo procurando coisas pequenas. Não se satisfaça com algo que seja menos do que o maior’. Certamente, algumas pessoas se diferenciam em sua trajetória por terem ações de fato transformadoras. Vangloriar-se como profundo conhecedor de qualquer coisa e se fechar em grupos elitistas pode responder a propósitos egóicos, não contribuindo para a expansão do saber na alma humana.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

12 de outubro



“O que há de mais sublime em uma criança? A inocência, a humildade e a fantasia. Com que direito desviamos a sua natureza? Com que direito comprometemos os seus sentimentos e influenciamos as suas escolhas? O que seria fundamental, digamos assim? Abraçá-la, senti-la com o coração e prestar atenção nas suas escolhas espontâneas, respeitando-as. Orientá-la, sim, de maneira lógica, guiando-a sempre pelo caminho da bondade, da generosidade e da empatia, e, é claro, pelo caminho dos animais, das árvores, das flores e de todos os seres vivos ou inanimados que compõem a Natureza. Depois, é só contemplar a infância, sensata e fantasiosamente, sem nenhuma influência religiosa, com informações interessantes sobre o significado da Inteligência Universal, deixando então a criança criar a sua própria ideia de Deus, do Céu e dos Anjos! Estudiosos revelam que a vinda das gerações de ouro do novo milênio já teve início, com tantos exemplos já tão perto de todos nós! A Terra está preparada para receber espíritos evoluídos. Que cada um de nós também se prepare. Seja bem-vindo o novo ser humano!” Tom Simões 

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

“AUTOBIOGRAFIA DE UM IOGUE”

Tentando compor o que há  nessa obra clássica envolvendo a Ciência da Religião



Tom Simões, jornalista, Santos (SP), www.tomsimoes.com, setembro 2015

O tema transcende o conhecimento comum. Ninguém é obrigado (ou não está ainda preparado) a admitir a teoria da espiritualidade, que envolve o aspecto transcendental do ser humano. Transcendental significa a experiência elevada, o que está acima da razão. ‘Autobiografia de um Iogueé um livro sagrado escrito em 1946 pelo iogue indiano Paramahansa Yogananda, 1893-1952. Considerado seu ‘magnum opus’, o livro relata os poderes iogues de ressuscitar os mortos, ver através de paredes, curar doenças terminais, materializar perfumes e objetos, além de descrever a trajetória de estudos e meditação do autor, com ênfase na técnica de ‘Kriya Yoga e sua missão de difundi-la no Ocidente. Yogananda também descreve a sua procura por um guru (mestre espiritual) e seus encontros com Mahatma Gandhi, a quem deu iniciação em Kriya Yoga; Rabindranáth Tagore, poeta e escritor e músico indiano; Therese Neumann, a católica estigmatizada; Sri Anandamoyi Ma, uma santa hindu; Lutero Burbank, ‘Um Santo Americano’ a quem o livro é dedicado; dentre outras personalidades. Rabindranáth Tagore, por exemplo, nos ensinou a cantar, para exprimir nossa alma com naturalidade, sem esforço, como os pássaros.

Paramahansa Yogananda é considerado um dos maiores divulgadores da antiga filosofia da Índia para o Ocidente. A meditação transcendental atraiu a atenção de George Harrison, que, entusiasmado pela leitura de ‘Autobiografia de um Iogue’, contagiou os outros Beatles com os seus anseios místicos. ‘Mantenho exemplares da ‘Autobiografia de um iogue’ espalhados pela casa e constantemente dou de presente a pessoas que precisam mudar de vida. Eu digo: Leia isto, porque este livro toca o coração de todas as religiões’, escreveu George Harrison em artigo publicado no ‘The New York Times’.    

terça-feira, 25 de agosto de 2015

PESSOAS RECLAMONAS



OUTRO DIA deparei-me, na rua, com uma senhora passeando com o cachorro, que foi bastante agressiva com uma jovem andando de bicicleta. Como é triste presenciar pessoas, sobretudo idosas, reclamando de tudo. Salvo isso derivar de algum problema da própria idade, pode-se perguntar: ‘O que a vida lhes ensinou até então?’. O semblante dessas pessoas pode revelar tristeza profunda, arrogância, revolta, incapacidade de se colocar no lugar do outro... Ao lado de pessoas permanentemente insatisfeitas, o silêncio é, no mais das vezes, a melhor resposta. É deixar que suas queixas se transformem em monólogos, o que não é raro acontecer. Também não é raro que sejam evitadas por sua intolerância, que muitas rotulam de capacidade de ser autênticas, a fim de que não sejam aviltadas ou pareçam bobas. Em sua visão do que seja o relacionamento humano e autojustificando a sua natureza crítica, acreditam-se detentoras, por assim dizer, de uma ‘verdade saneadora dos maus hábitos sociais’. Haverá solução para isso? Talvez, se, cada um dos ‘reclamões’ perceber, segundo um pensamento, de autor desconhecido, que se encaixa muito bem nessa história: ‘Só nos reformamos verdadeiramente quando conseguimos conhecer (e reconhecer) a nossa ignorância’. Mas aqui cabe um alerta: se você decidir chamar a atenção de alguém quanto a esse hábito de ser ‘reclamão’, não o faça para retaliar e se utilize de sensibilidade, de Misericórdia! Tom Simões 

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Inspiro-me nos Sábios


Intelectuais: ‘donos’ do conhecimento, ricos na arrogância. Refiro-me certamente àqueles intelectuais que gostam de mostrar sua bagagem cultural e viver em grupos fechados, onde impera a vaidade. O oposto dos sábios, que apreciam a simplicidade e não têm preferência por pessoas, beneficiando a todos que, indistintamente, cruzam a sua vida. Beneficiando, pelo autoconhecimento, especialmente a si próprio. Já a não humildade dos intelectuais os levam a rejeitar esse caminho do autoconhecimento, pois ele implica em autocrítica, algo que não se encaixa na natureza do homem vaidoso. A vida não é poder, a vida é humildade e generosidade. Por este viés, no leito da morte, feliz daquele que poderá dizer: “Eu não passei em vão por este mundo”. Pelo amor, permaneceremos nas memórias. Tom Simões

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Moradores em situação de rua e seus cães


Invisíveis para a sociedade, moradores de rua enxergam em seus animais de estimação o companheirismo que não encontram nos humanos. Eles deixam de comer para alimentar os bichinhos. E contam histórias de cumplicidade que aliviam o drama de viver na rua. Ao adotar cães abandonados, o morador de rua passa a ter também a sua função social. Quem já pensou sobre isso? Mas, mais do que isso, o morador de rua acaba servindo como um detector da capacidade de empatia e generosidade de seres humanos. O ato da doação a um desalojado sempre é capaz de levar transeuntes insensíveis à reflexão.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Reflexão numa tarde chuvosa



A PESSOA faz o necessário. Ou o que entende inconscientemente como obrigação. Nada além! Porque há algo que diz: ‘Somente o necessário. O extraordinário é demais’. Nada a surpreender o outro! A pessoa sente-se confiante por desenvolver o que considera como atributo básico. E o outro então valoriza muito essa pessoa por tudo o que faz. Porque esse outro tem essa capacidade: reconhecer e valorizar. E, mais ainda, a capacidade de sentir-se sempre em débito no conjunto do que compete a um e ao outro. Mas quando o outro faz algo que poderia surpreender, faz o ‘extraordinário’, essa pessoa não percebe. Inconscientemente, ela deixa por conta do ‘eu faço mais; o outro não faz mais do que a sua obrigação!’. Mas não importa, o outro entende e permanece generoso, movido pelo que transcende a capacidade humana! Escreve Rodrigo Veninno: ‘Não viva em função de agradar as pessoas e nem em busca de elogios. Agrade a si mesmo e viva da maneira que achar correta, pois nem todos os elogios são verdadeiros, como também nem todas as críticas têm fundamento’. Veninno diz também: ‘Quando for pedir algo, peça somente o necessário, pois você pode receber mais do que precisa, mais do que pode aguentar, ou mais do que pode merecer’. E então, Sófocles: ‘Procure e encontrará, pois o que não é procurado permanece para sempre perdido’. Eu diria tão somente: ‘Observe e descobrirá!'

A MOÇA DA CANCELA





NO LOCAL onde trabalho há uma cancela manual. Há uma cancela manual no local onde trabalho. No intervalo para o almoço, para substituir o titular que levanta e abaixa a cancela, há uma moça que fica ali. Uma moça que fica ali. E que sorri abertamente, apesar do peso que levanta a todo o momento, para todos os funcionários e visitantes que passam com o seu automóvel. A moça sorri, não por querer agradar! Ela sorri porque certamente deseja compartilhar a felicidade presente em seu estado interior. A moça sorri. Quem é capaz de perceber? Agora mesmo, ao passar por ali, surpreendi-me com um colega de trabalho levantando a cancela para eu passar, poupando um pouco o esforço físico da moça que sorri. Ela então sorriu mais ainda! 

quinta-feira, 25 de junho de 2015

MEDITAÇÃO: O DESPERTAR DA VISÃO INTERIOR

Em busca de paz. Com esta leitura, talvez seja possível trilhar um caminho mais leve!


Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, jornalista, Santos (SP), 25 de junho de 2015 




DEDICAMOS todo o tempo da vida pensando. Pensando e fantasiando. Pensando em muitas coisas, necessárias e desnecessárias, sendo que o foco da nossa mente está sempre direcionado para o lado de fora. ‘Minha mente é como um céu, meus pensamentos são como nuvens’, revela o monge budista Geshe Kelsang Gyatso. Assim, o cérebro vai acumulando milhares de informações, difíceis de serem produtivamente processadas. Daí, quando ouvimos falar da tal ‘paz interior’, acreditamos tratar-se de uma fantasia impossível de concretizar.

O verdadeiro conhecimento deve conduzir à transformação interior. De outra forma, é apenas informação. Eu quero imaginar então como o leitor se comportará diante deste conteúdo.  Imaginar se ele conseguirá relaxar durante um tempo para refletir sobre um assunto de fundamental importância para a sua existência: a interiorização. Quem sabe, ao final do texto, seja possível compreender o que é necessário cultivar para atingir o estado de plenitude experimentado pelos sábios e santos que compõem a história da humanidade.

Quem explora esse tema com sabedoria é Sri Daya Mata, filósofa indiana, em ‘Só o amor’: ‘É apenas aprendendo a aquietar nossa consciência, como os grandes mestres nos ensinaram, que poderemos perceber dentro de nós a presença do Divino. Ele tem estado conosco desde o início dos tempos; Ele está conosco agora, e estará conosco por toda a eternidade. Segure-se firme Naquele que é imutável’.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Função social do jornalismo


Função social do jornalismo


Tempo de conciliar informação com educação dos leitores

Jornal Entrevista, Agência de Jornalismo, Universidade Católica de Santos (UniSantos), http://agenciajor.blogspot.com.br/2015/04/tom-simoes.html, março 2015


Tom Simões dirige o Centro de Comunicação do Instituto de Pesca

CERTAMENTE, as pessoas só passam a valorizar a experiência na universidade após muitos anos; é muito comum os ex-colegas, já com a vida estabilizada, sentirem necessidade de rever a turma apenas quando ficam bem mais velhos, daí os emocionados reencontros.

Por volta dos anos 1960, dominava ainda a ideia de que o jornalista tinha de ser polivalente, conhecedor das mais diferentes áreas (política, economia, direito, relações internacionais, sociologia, esportes, artes...), sendo ainda raro o foco na especialização. No meu caso, sentia-me um tanto desestimulado, por não ter despertado ainda interesse por uma área com a qual me identificasse. Outro dado importante no período em que estudava é que eu não tinha o hábito da leitura, que só fui adquirir muitos anos depois. E a leitura intensiva, se os estudantes de jornalismo desejam saber, é o que alicerça a facilidade de criar e o domínio da redação. Portanto, é fundamental que o estudante que não tenha esse hábito, esse interesse absolutamente necessário, comece a ler, ainda que seja uma página diária de um livro, o que poderá fazer focado em temas de interesse próprio. Porque a leitura é como andar de bicicleta, por exemplo, depois que se aprende a andar, não se esquece mais, e cria-se o saudável hábito de superar distâncias. Adquirindo-se o hábito e o prazer de ler, a gente nunca se sente solitário, pois o livro passa a ser um companheiro inseparável.