terça-feira, 15 de abril de 2014

TEMPLOS RELIGIOSOS: COMO NÓS SOMOS INFLUENCIADOS

Por que eu gosto tanto de visitar uma igreja vazia?


RELENDO “O Lado Oculto das Coisas”, de C.W. Leadbeater, verifiquei que ainda há muita, muita coisa para eu compartilhar com meus amigos. Sobre a questão de como nós somos influenciados na vida, Leadbeater relaciona a influência dos planetas, do sol, do ambiente natural, espíritos da natureza, centros de magnetismo, cerimônias, sons, opinião pública, acontecimentos ocasionais e seres invisíveis, mostrando a nossa atitude para com essas influências. O autor mostra também como influenciamos a nós mesmos por nossos hábitos, ambiente físico, condições mentais e divertimentos, bem como, de que forma influenciamos os outros pelo que somos, pensamos, fazemos, pelo pensamento coletivo, nossas relações com as crianças e com os reinos inferiores. Certamente abordarei algumas dessas influências em artigos futuros, iniciando nesta oportunidade com a influência dos templos religiosos.

Veja o que narra o estudioso: “Todos nós admitimos, até certo ponto, que um ambiente não-usual pode dar causa a efeitos especiais. Falamos de alguns edifícios ou paisagens que são tristes e depressivos; percebemos que existe algo de sombrio e repugnante em uma prisão; algo de devocional em uma igreja, e assim por diante. Muita gente não se dá ao trabalho de pensar por que tal acontece, ou, se por um momento prestam atenção ao assunto, logo deixam de se preocupar, considerando que é um exemplo de associação de idéias.” 

sexta-feira, 11 de abril de 2014

O LADO OCULTO DAS COISAS

Nada pode estar oculto de nós, a não ser em razão de nossas próprias limitações


EU TRABALHO com textos destinados a quem deseja compreender a totalidade da vida e não somente um pequeno fragmento dela. Remexendo recentemente meus livros, interessei-me novamente pela obra “O Lado Oculto das Coisas”, de C.W. Leadbeater, que li há 30 anos.  Leadbeater, falecido em 1934, dedicou-se durante cerca de 50 anos ao estudo e vivência do Ocultismo e de suas leis. Ele legou à humanidade uma vasta literatura no gênero, a qual prima pela objetividade científica e clareza didática.

Em um trecho, escreve o autor: “Quando observamos o mundo que nos circunda, não podemos ocultar de nós mesmos a existência de um imenso quadro de dor e sofrimento. Em verdade, grande parte é culpa dos que sofrem, e podia ser facilmente evitado com o exercício de autocontrole e senso comum. Mas quando, através do nosso conhecimento do lado oculto da natureza, estamos em condições de olhar do alto, o desenho principia a se desenvolver ante os nossos olhos, e o aparente caos se converte em progresso ordenado. Devemos ter em conta não só a pequena parcela da vida que os nossos olhos físicos podem ver, mas a imensa totalidade, da qual tanta coisa é para nós invisível no momento. O ocultista estuda cuidadosamente todos esses efeitos invisíveis e, portanto, sabe, mais do que os outros homens, quais as consequências de seus atos. Possui maior soma de informações sobre a vida e, usando de bom senso, modifica a sua vida de acordo com o que sabe. Meu único objetivo, então, é capacitar-me para ajudar o mundo, e todos os meus pensamentos e ações se dirigem a essa meta.” 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

OSHO E SEUS LIVROS

“Ninguém alcança nada por meio dos livros, mas os livros podem ajudá-lo a ir além”


LER é o bastante. Meditar é o suficiente. Admirar o mundo é tão bom!  Mover-se para além do visível, penetrar no inocente, no silente, no misterioso. Falar o minimamente necessário, estar apenas ali, evitando os ruídos da mente. Importa mesmo experienciar o que é viver continuamente na paz, no miraculoso...

Na obra “Inocência, conhecimento e encantamento”, da série Questões Essenciais (baseada em palestras proferidas por Osho, ao longo de sua vida), alguém pergunta a Osho, filósofo indiano:

“Sou novo nos seus ensinamentos, mas, se o entendi até agora, você diz (aproximadamente) que o conhecimento obtido dos livros é mera informação, e como tal é inútil e estéril – o que importa é um conhecimento interior derivado da experiência, mais do sentimento do que do intelecto. Por que, então, você publica livros?

terça-feira, 25 de março de 2014

O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA

A função do mestre é apenas permanecer disponível

"O HOMEM ILUMINADO simplesmente dá. Não porque ele queira receber algo de você – você não tem nada para lhe dar. O que você tem para lhe dar? Ele dá porque tem muito a dar, está sobrecarregado. Ele dá porque é como uma nuvem de chuva, tão cheia de chuva que tem de chover. Não importa onde, sobre o quê – sobre rochas, sobre o solo bom, sobre jardins, sobre o oceano... Isso não tem a menor importância. A nuvem simplesmente quer se descarregar. O homem iluminado é simplesmente uma nuvem de chuva. Ele lhe dá amor; não para receber de volta. Ele o compartilha com você e fica agradecido porque você lhe deu essa oportunidade; porque você estava suficientemente aberto, disponível, vulnerável; porque você não o rejeitou quando ele estava pronto para despejar todas as suas bênçãos sobre você; porque você abriu seu coração e recebeu tanto quanto estava dentro da sua capacidade”, escreve Osho, filósofo indiano, na obra “Poder, Política e Mudança”, da série “Questões Essenciais”, cuja leitura ora concluo.
Osho é um dos mais provocativos e inspiradores professores espirituais do século XX. É conhecido por suas revolucionárias contribuições para a ciência das transformações internas. É o autor que mais li durante a minha vida.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

AMIZADE E CIRCUNSTÂNCIAS



“AS AMIZADES novas estão mais presentes na nossa vida por questões circunstanciais, de fases da vida, enquanto as antigas vão se distanciando por questões as mais diversas. Não é o correto, mas infelizmente é normal”, e isso foi algo que prendeu a minha atenção, pesquisando no Google.  Eu creio que nem sempre o distanciamento aconteça por vontade de ambas as partes. Acontece às vezes de um se afastar apesar de o outro, de certa forma, ‘insistir’ no relacionamento. Isto não quer dizer que aquele amigo não mais aprecie a relação; ele é levado pela vida para outras circunstâncias. Daí a importância de respeitar o distanciamento, ainda que com o natural estranhamento no período inicial, sem jamais comprometer a afeição pelo velho amigo, com quem se partilharam tempos memoráveis, história comum que torna imortal a amizade. 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A ROUPA DO TOM



ONTEM, quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014, em viagem de trabalho, fui elogiado por alguns amigos pela camisa branca que trajava. Contei-lhes que gostava de roupa branca, que me sentia muito bem com essa cor. Mas que tinha poucas no vestuário, por conta de que roupa branca encardida não é nada bonita. Então, as poucas peças que tenho, sempre peço a minha esposa para lavá-las em separado. É quando a esposa deixa a roupa de molho em uma bacia, me parece que, com água sanitária, durante um bom tempo. Comentei também que eu poderia ser médico ou dentista, por exemplo, para andar sempre vestido de branco. Ao que um dos amigos, brincalhão por natureza, respondeu-me: “Ainda bem que não és, pois, imagino a coitada da tua mulher, com bacias e mais bacias, clareando a tua roupa! Que sacanagem!”. rsss... 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

FALAR TÃO SOMENTE DE SI

Importante despertar para a sensatez!


EM ALGUM LUGAR, em algum momento, chega alguém que começa a falar sobre algo de seu próprio interesse. Isto com certa frequência. Esse alguém relata o fato até de maneira cansativa, ignorando se o outro demonstra interesse no tamanho dos detalhes. A questão é: será que o ouvinte também não teria algo a dizer de si próprio? – “E aí, tudo bem contigo? O que conta de novo? Como passou o final de semana?” Por que somente a vida do falante, a sua família, o seu trabalho, a sua escola, os seus amigos, a sua alegria, a sua tristeza, a sua revolta?... Então, é produtivo que o falante desperte neste sentido, demonstrando natural e igual interesse na fala do outro. Ou então, não há quem aguente silenciosamente o constante monólogo diário! Isso é uma espécie de ‘sofrimento calado’. Só mesmo uma pessoa muito educada, espiritualizada, para ouvir, ouvir, ouvir..., e ainda assim se colocar generosamente. Quem se identifica com um ou com o outro? Há algo que diz: “Eu não tolero quando o outro não prestigia uma realização minha, mas eu não percebo quando não prestigio a realização do outro”. Como também: “Porque aquele que reivindica, apenas para si, a felicidade como um bem maior, mesmo que não tenha consciência disto, rompe o ciclo do fluxo vivo de energia que é a base de tudo o que é espiritual. Vamos supor que você é atendido em um determinado desejo. Se o bem recebido tiver seu objetivo máximo em você mesmo, ele não poderá continuar vivo em você, e então sua felicidade irá durar pouco. Isso é prazer, não é felicidade. Só aquele que mantiver o ciclo fluindo ativamente, permanecendo consciente e inspirado pelo desejo de colocar em uso espiritual tudo o que recebeu em ajuda e graça, em felicidade e realização, em intervenção divina e orientação e que, além disso, agir e sentir assim, será capaz de suster e manter viva sua própria felicidade.” O mundo começa na palavra que dizemos, diz o padre Fábio de Melo. Para ele, a próxima palavra a ser proferida é sempre a nova oportunidade que recebemos de mudar a história. “Palavras possuem o poder de mover as estruturas. Por meio delas vivemos o processo da ‘metanoia’, palavra de origem grega que significa ‘mudança de mentalidade’. Mudar de mentalidade é assumir um novo jeito de interpretar os fatos, as pessoas e o mundo. Por isso, as palavras são ditas, são escritas. Para que tenham o poder de transformar as mentalidades.” E então nos brinda padre Fábio: “Olha devagar para cada coisa. Aceita o desafio de ver o que a multidão não viu”.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

JULGAMENTO: BOM SENSO É FUNDAMENTAL

“Aproveite o tempo que você desperdiça em julgar os outros para melhorar a si mesmo”
Tom Simões, jornalista, Santos (SP), Brasil


CONSTANTEMENTE nos lamentamos tanto de tanta coisa... O que é preciso exercitar mais nesta vida? Aprender, por exemplo, a valorizar permanentemente os aspectos positivos das pessoas com as quais convivemos. É preciso não dar destaque a eventuais limitações do outro. Infelizmente, um pequeno descontentamento com uma pessoa estimada sempre pesa mais do que os inúmeros benefícios prestados por ela. Como então se conscientizar e prestar mais atenção nas qualidades do outro, trabalhando essa questão de não se aborrecer com os eventuais descuidos comportamentais inconscientes dele? Quando alguém desperta neste sentido, esse alguém tem maior responsabilidade com a tolerância e o bom exemplo. Festejemos então as qualidades do outro e relevemos as suas eventuais limitações. E, claro, criar uma oportunidade de diálogo sobre as limitações entre duas pessoas é sempre muito saudável para equilibrar racionalmente o relacionamento.

Encontrei algo interessante do psicólogo Luiz Ainbinder que nos leva a uma oportuna autorreflexão sobre o hábito de julgar:

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

“DEUS”, segundo JUNG

Carl Gustav Jung

“O CONCEITO DE DEUS é simplesmente uma função psicológica necessária, de natureza irracional, que absolutamente nada tem a ver com a questão da existência de Deus. O intelecto humano jamais encontrará uma resposta para esta questão. Muito menos pode haver qualquer prova da existência de Deus, o que, aliás, é supérfluo. A ideia de um ser todo-poderoso, divino, existe em toda parte. Quando não é consciente, é inconsciente, porque seu fundamento é arquetípico.

  • arquetípico: modelo ideal, inteligível, do qual se copiou toda coisa sensível: para Platão, a ideia do Bem é o arquétipo de todas as coisas boas da natureza.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

ATO DE COMPARTILHAR


NUM ARTIGO da Folha de S.Paulo (4/11/2013), “Internet e tecnologia ajudam a melhorar nossa memória”, Clive Thompson, 45 - autor canadense do recém-lançado “Mais inteligente do que você pensa: como a tecnologia está mudando nossas mentes para melhor” -, em entrevista a Joana Cunha, de Nova York, escreve algo que nos permite fazer algumas reflexões: “As ferramentas tecnológicas não nos isolam, o oposto. Temos nos tornado pensadores mais sociais. Temos mais oportunidades de dividir o que pensamos o tempo todo. Pode ser ruim se você é o tipo de pessoa que prefere pensar de modo isolado. Alguns trabalhos intelectuais demandam isolamento, como, por exemplo, escrever um romance. Mas, hoje em dia, é mais difícil ser um pensador isolado. Há muita gente querendo falar com você on-line, enviar fotos, mensagens. Uma das habilidades modernas é este ‘pensar sobre o pensar’. Seria bom para mim estar pensando com outras pessoas ou eu deveria estar isolado agora? Antes, eu achava que devia manter meus trabalhos em segredo para surpreender, mas percebi que, se eu falar sobre o que estou fazendo, as pessoas, que são generosas e bem conectadas, contribuem com sugestões. A busca por boa informação se beneficiou desse pensamento social.”

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

A ORAÇÃO BASEIA-SE NO ‘EGO’?

Ao rezar, a gente não se concentra no Todo, mas tão somente em si mesmo, movido por desejos pessoais


NORMALMENTE, quando pensamos em rezar? Ainda que rezemos com frequência, em benefício de quem costumamos pedir a proteção divina? Rezamos normalmente com o foco em algo a ser alcançado. E esse foco tem sempre a ver com algum interesse próprio. Quem é capaz de orar para alcançar algo que não lhe traga benefício direto? Por outro lado, passada a circunstância do propósito da oração, a sua prática é normalmente esquecida até que surja uma nova necessidade do pedido de proteção. Quem se identifica com tudo isso?

Em “A Matriz Divina”, o autor, Gregg Braden, diz: “Ao rezar, a gente não se concentra no Todo, mas tão somente em si mesmo, movido por desejos pessoais”. Para alguns é assim, mas devemos generalizar? Este texto é construído com base na obra de Braden.

Em abril de 2013, escrevi algo sob o título “Oração do Tom”: “Há três coisas que incluo no meu dia a dia e exercito várias vezes: o alongamento do corpo, a meditação e a oração. Esteja eu onde estiver, são três coisas que considero tão importantes como o próprio alimento: comer, alongar e orar. Orar ao deitar antes de dormir, ao presenciar cenas tristes (moradores de rua, idosos andando com dificuldade, fatos que chocam...), ao me sentir feliz com algo, ao chegar logo cedo na sala de trabalho... Meditar sempre que possível para esvaziar a mente, ainda que por breves instantes! E orar, buscando a conexão com o inexplicável da existência humana”.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

INTERNET E TECNOLOGIA AJUDAM A MELHORAR NOSSA MEMÓRIA

Joana Cunha, Folha de S.Paulo, caderno Tec, 4/11/2013



“[...] AS FERRAMENTAS TECNOLÓGICAS não nos isolam, o oposto. Temos nos tornado pensadores mais sociais. Temos mais oportunidades de dividir o que pensamos o tempo todo. Pode ser ruim se você é o tipo de pessoa que prefere pensar de modo isolado. Alguns trabalhos intelectuais demandam isolamento, como, por exemplo, escrever um romance. Mas é mais difícil ser um pensador isolado hoje em dia. Há muita gente querendo falar com você on-line, enviar fotos, mensagens. Uma das habilidades modernas é este ‘pensar sobre o pensar’. Seria bom para mim estar pensando com outras pessoas ou eu deveria estar isolado agora? Antes, eu achava que devia manter meus trabalhos em segredo para surpreender, mas percebi que, se eu falar sobre o que estou fazendo, as pessoas, que são generosas e bem conectadas, contribuem com sugestões. A busca por boa informação se beneficiou desse pensamento social.” 



*** Clive Thompson, 45, autor canadense do recém-lançado “Smarter Than You Think: How Technology is Changing Our Minds for the Better” (“Mais inteligente do que você pensa: como a tecnologia está mudando nossas mentes para melhor”). Ele acredita que a tecnologia melhora a memória. Trecho da entrevista a Joana Cunha, de Nova York. 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

P E R D Ã O

Acolher sem necessidade de explicação


CONHECI tantas pessoas até hoje... E acertei e errei muitas e muitas vezes... Hoje, o que me tranquiliza é minha maturidade com a missão de compartilhar aprendizados capazes de nos transformar em seres humanos melhores a cada nova oportunidade. Ainda que caia numa circunstância inesperada, surpreendendo-me com minha própria atitude, não há como escapar do processo sacramentado da autorreflexão. A escolha está definida, não há como desviar do caminho da evolução espontânea. Alguém certamente ‘eternizou’ um mau momento em nosso relacionamento. Águas passadas. É possível alguém guardar uma mágoa. Lamento quando há falta de oportunidade para a aproximação. Para um possível magoado experimentar a minha reação. ‘Perdão’ eu posso pedir, por uma antiga eventual incompreensão. ‘Perdão’, por conta de uma eventual imaturidade. O que lamento é a provável imagem guardada não corresponder à condição presente. Mas o que fazer? Ainda que alguém tenha me magoado, numa circunstância de imaturidade, saiba essa pessoa que dela só preservo os bons momentos. Momentos em que juntos construímos algo positivo para a nossa evolução. É possível até reencontrar a pessoa que nos magoou e, após conversar naturalmente, perceber o rumo que cada qual tomou em sua vida e a impossibilidade da retomada do antigo convívio. Mas reencontrar e apagar a impressão negativa deixada no tempo é essencial. Para não seguir adiante com ‘certezas’ duvidosas. Para conseguir preencher a lacuna da mágoa com algo mais positivo sobre alguém que um dia se fez importante em nossa vida. Perdão! Perdão a essas pessoas que eventualmente compõem a minha história, significativas em algumas circunstâncias da minha vida. Perdão pela minha imaturidade no então momento em que não houve oportunidade para o entendimento, restando a possível mágoa que não se desfez. Quem fica com a mágoa, o ressentimento, fica com a tristeza. Quem deseja a reaproximação, sem mágoa, é porque deseja estar em paz. O maior progresso que podemos conquistar na vida é o autoconhecimento e a evolução positiva contínua. Mas, se o outro não deseja uma reaproximação, é preciso respeitá-lo ainda assim. Os caminhos tomaram rumos diferentes. Há caminhos por onde sempre andamos, repetida e irrefletidamente, e há caminhos que originam uma nova percepção da complexidade humana. Ter capacidade de perdoar não é algo tão fácil. Perdoar é uma virtude. Perdoar vem da prática da sabedoria. Perdoar é acolher sem necessidade de explicação. Perdoar é desejar estar em paz consigo mesmo... Tenha ou não o outro a capacidade de entender!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

ESTOU NO MELHOR MOMENTO DE MIM

                                  Mas ainda não virei um Buda!

ESTOU no melhor momento de mim. Num exercício diário de fé, humildade, generosidade, responsabilidade, justiça, verdade, entendimento e liberdade, encontro-me num processo contínuo para estabelecer uma ordem coerente e de superação em busca da minha evolução. Mas ainda não virei um Buda! Confesso não entender como pessoas podem ser às vezes insensíveis a ponto de ignorar a água cristalina que jorra, em circunstâncias da sua vida, do peito aberto de alguém misericordioso. Não, não é que se deva esperar retribuições com o exercício da misericórdia; ele transcende à limitação da natureza humana. Não há de se esperar... Eu ainda não virei um Buda! Apesar da minha visão animística do mundo, ainda me sinto frágil em determinadas realidades. Estando no melhor de mim, procuro compreender. Nada como um dia após o outro, principalmente quando a consciência está desperta; a consciência do pensamento não convencional. Também porque, estando no melhor de mim, sinto-me responsável, ao experimentar momentos intensos de felicidade interior, ao semear a paz e o amor, ao aceitar o desafio do ideal humanista num mundo individualista, pensando estar colaborando de alguma forma com a lei do campo invisível do Universo. Estou no melhor de mim. Porém ainda me surpreendo com pensamentos ao lidar com a ignorância do outro. Mas quando penso no tempo que se leva pra se tornar um Buda - calculam-se centenas, milhares de anos, para atingir a Plenitude -, relaxo, respiro fundo e não me culpo, refletindo positivamente e seguindo adiante, imaginando estar protegido por um campo de forças invisíveis. Essa sensação de proteção deve-se a circunstâncias especiais em minha vida, quando coisas acontecem sem explicação, como supostas evidências de algo ligado ao campo da mecânica quântica. Como comumente imagino, “só pode ser por obra da Divina Providência”! Estou no melhor de mim. Mas sempre tentando identificar, neste invólucro humano, a minha pequenez diante da grandeza do Universo. 

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

CORAÇÃO: SENTIMENTOS INFLUENCIAM NOSSA FISIOLOGIA E DÃO MAIS SAÚDE

“Os batimentos não são um ritmo mecânico da vida. Eles são uma linguagem inteligente.” 

http://espacodaalma.blogspot.com.br/2013/06/fisica-quantica-e-supercordas-em-1931.html 

HÁ LIVROS que contêm ensinamentos preciosos, os quais poucas pessoas chegam a conhecer. Neste caso, não se trata de obras de ficção ou romances, por exemplo. Mas de obras filosófico-educativas com base em resultados comprovados pela Ciência. “Evolução Espontânea” (EE) é um desses livros. Ele é de autoria de Bruce H. Lipton, Ph.D. (especialista em Biologia celular, autoridade internacionalmente reconhecida por seu trabalho que reúne ciência e espiritualidade), e Steve Bhaerman (escritor, humorista, político e comentarista).

Esse gênero de literatura amplia a visão de mundo do leitor, levando-o consequentemente a mudanças gradativas de comportamento para alcançar uma vida mais saudável e feliz e um mundo mais coeso. Quem poderá dizer que está pronto, acabado, para lidar afirmativamente com o mundo? Estar pronto, no sentido de “reconhecido pelas suas circunstâncias como alguém que faz diferença num mundo tão individualista, constituindo-se em força motriz da evolução universal. Estar pronto, no sentido de experimentar constantemente superações individuais e se colocar no lugar do outro, sobretudo o outro que não lhe traz benefícios diretos ou o outro marginalizado pela sociedade. Como escrevem Lipton e Bhaerman, o fator consciência não é apenas importante à nossa sobrevivência, é a alavanca da evolução.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

POR QUE estamos aqui? Estamos aqui para evoluir... (*)


Acolhimento  Afabilidade  Amor  Aprendizado  Atitude construtiva  Autoconhecimento  Bom humor  Calma profunda  Capacidade de falar pouco  Capacidade de ficar só  Capacidade de não julgar  Coerência  Compaixão  Compreensão  Comunhão  Concentração  Conexão elevada  Consciência  Constância  Coragem  Criação  Doação  Energia  Elevação Espontaneidade Flexibilidade Generosidade  Harmonia  Humildade   Imaginação criadora Inclusão  Inspiração  Introspecção  Intuição  Justiça  Lealdade  Liberdade  Luz  Misericórdia  Oportunidade  Paz  Perdão  Perseverança  Poder  Reconciliação  Resiliência Responsabilidade  Reverência Sabedoria  Sensibilidade  Silêncio  Sintonia  Solidariedade Superação  Tolerância Transformação  Transcendência Transmutação Verdade ...

Essas palavras fazem parte de dois painéis afixados em duas paredes em minha sala de trabalho. De quando em quando, há anos, vou acrescentando novos termos.

Em sua relação com o mundo, que outra palavra caberia nesta espécie de “Código de Evolução Pessoal Espontânea”?

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

HOMOSSEXUALIDADE: TEMPO DE MUDAR O INSENSATO PRECONCEITO

“Tudo indica que venha de berço, hereditário ou da gestação, apesar de a hipótese genética ser a mais cotada entre os cientistas ...”

Tom Simões, www.tomsimoes.com, setembro 2013


GAYS SÃO SEMPRE motivo de chacotas e piadas. Porque as pessoas ignoram a verdadeira natureza de quem nasce com essa característica. Só quem tem um “gay” na família ou como amigo é capaz de aceitar e respeitar normalmente essa condição. As pessoas não têm consciência de como agem: quem pode garantir que nunca terá um filho (a) “gay” ou nunca será avô de um “gay”? E como, a partir de então, os machistas de plantão poderão lidar com essa realidade?

“Muitas pessoas veem o homossexualismo como um transtorno mental e ensinam os mesmos valores a seus filhos. Na escola, esses jovens cometem atos de bullying contra colegas gays ou adotados por casais gays. E algumas das vítimas se suicidam”, relata Michael Kepp, jornalista americano radicado há 29 anos no Brasil, em sua crônica “Um anúncio simbólico” (Folha de S. Paulo, caderno Equilíbrio, 29 de maio de 2012).

Kepp conta que tal preconceito existe porque perpetua o mito de que a homossexualidade não é natural. “Ser gay não é transtorno. Nem mesmo é preferência. É uma atração irresistível. Por que, se pudesse escolher sua sexualidade, alguém optaria por uma que ofende e intimida tanta gente?” Kepp diz também que a declaração de Barack Obama, a primeira de um presidente americano neste sentido, fez com que casais homossexuais e seus filhos se sentissem menos excluídos da sociedade. 

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

CÃES E SEUS DONOS: UMA VISÃO DA CIÊNCIA


É SABIDO que cães conhecem muito bem os seus donos. E não apenas o dono. Eles também conhecem familiares e amigos do dono quando chegam em sua casa, até antes mesmo de essas pessoas chegarem perto deles.

Sobre essa capacidade, há algo que sempre me surpreende. Minha filha, que mora em outra cidade, tem um cão, “Jaiminho”. Toda vez que a visito, o cãozinho começa a latir incessantemente, sem me ver, apenas por sentir, de longe, quando estou estacionando o carro na rua.

Certamente o leitor já leu ou ouviu falar algo sobre isto. E eu, presentemente, lendo “Evolução Espontânea”, de autoria de Bruce H. Lipton, especialista em biologia celular, e Steve Bhaerman, cientista político, americanos, encontrei algo interessante a respeito do assunto. Os autores citam uma experiência bem conhecida descrita por Rupert Sheldrake no livro e vídeo “Cães sabem quando seus donos estão chegando”.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

SOBRE VIAGENS...

                                                     http://www.cantodaflorestaecoresort.com.br/pagina/parque-mistico

VIAJAR é um sonho de todo mundo. Por conta disso, quando digo a alguém que há bom tempo não venho tendo essa aspiração, causo certa surpresa. Como explicar? Passei a me identificar mais com caminhadas em montanhas. Mas ainda não as experimentei. Em ‘O Barco Vazio’, escreve Osho, filósofo indiano:

“Alexandre, o Grande, estava indo para a Índia – para vencer, claro -, porque se você não precisa vencer, não vai a lugar nenhum. Por que se preocupar? Atenas era tão bonita, não havia necessidade de fazer uma viagem tão longa.

A necessidade de vencer é para provar que você é alguém, e a única maneira que conhecemos de provar isso é provar aos olhos dos outros, porque os olhos deles se tornam reflexos.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

MÍDIA: CAPAZ DE EDUCAR TAMBÉM

Temos toda a informação do mundo, mas a crise que enfrentamos mostra que não temos tanto conhecimento


LÊ-SE DIARIAMENTE o jornal para ficar bem informado, ou por simples curiosidade. O leitor comum explora bastante o noticiário, mostrando-se sempre atualizado, gostando de discutir com amigos os destaques jornalísticos. É claro que, por conta da natural divergência de opiniões, não raramente discussões geram desentendimentos, na maioria das vezes passageiros, por conta de cada um querer fazer valer seu ponto de vista.

Então, eu pergunto: O que alguns cidadãos comuns bem informados, e também diariamente revoltados com o que as manchetes divulgam, acrescentam de produtivo à comunidade, ao País e ao planeta? Pergunto se esses indivíduos estão engajados em alguma ação social desvinculada do interesse pessoal.