quinta-feira, 31 de julho de 2014

ARROGÂNCIA INTELECTUAL E SABEDORIA

“Podemos ser muito bons em certos aspectos e fracassar em outros”

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, jornalista, Santos (S)


A ARROGÂNCIA em certos ‘intelectuais’ chega a me incomodar, pois sentem-se ‘possuidores de todo o conhecimento’. E, se alguém não faz parte do seu grupo, eles simplesmente o menosprezam. Arranjam sempre uma maneira de depreciar o trabalho de quem não faz parte da sua ‘elite intelectual’. Na contramão dos pretenciosos, Rubem Alves e Ariano Suassuna, recém-falecidos, são exemplos bem acabados da “humildade” entre intelectuais.

Vejamos o que Jorge Blaschke escreve sobre o assunto, em sua obra “Além de Osho”: “Acreditar que somos os melhores, seja em geral ou em nossa especialidade. Podemos ser muito bons em certos aspectos e fracassar em outros. É o que Daniel Goleman discutiu em ‘Inteligência Emocional’: pessoas que obtiveram muitos diplomas acadêmicos ‘cum laude’, e passam a acreditar que são as melhores, depois são incapazes de se relacionar com os demais por não poderem controlar suas emoções nem compreender as alheias”.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

TELENOVELA E EDUCAÇÃO

Certamente, ao se identificar com o personagem, o telespectador acabará imitando-o...

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com


Veja referência a essa imagem no final do texto (*)

NÃO SOU fã de telenovela. Aliás, raramente assisto televisão. Só mesmo um programa que outro é capaz de despertar em mim algum interesse. Boas entrevistas e documentários, por exemplo, costumo apreciar. É que estou tentando administrar melhor o meu tempo. Só me entretenho em horas vagas com algo que possa talvez enriquecer-me um pouco. 

Mas acho fundamental esse irresistível e poderoso veículo de comunicação explorar cada vez mais o seu papel de ‘educador’. É claro que o telespectador interessado na informação produtiva pode ter outras opções, geralmente disponíveis apenas em canais da TV a cabo. E, infelizmente, o grande público não tem acesso a esses canais especiais. Costumo celebrar quando ouço então que telenovelas brasileiras, de grande audiência, contam em seu enredo com um ‘personagem-educador’ (não necessariamente no rol dos personagens principais). Esse personagem atua como um ‘professor disfarçado’, abordando determinado tema necessário à educação popular. Por exemplo, um personagem com preocupação com o lixo reciclável, com o desperdício de água, com o problema do menor abandonado etc., ou seja, de coisas mais simples a temas mais complexos. Com a criatividade dos autores das novelas brasileiras, a televisão pode sim enveredar ainda mais, sempre com sucesso, por esse caminho: educação entretecida na trama de intrigas e romances acompanhados com interesse pelo grande público, por meses.

terça-feira, 15 de julho de 2014

FUTEBOL E FORMAÇÃO ESCOLAR

O 7 a 1 nos obriga a buscar transformações. Um ponto essencial é associar o futebol à educação.

Tom Simões, Santos (SP), tomsimoes@hotmail.com


Futebol do Vaninho. "Meu nome é Evandro Geraldo do Nascimento (conhecido como Vaninho da Zilá). Nascido em Tiradentes (MG), em 12/4/1973, residi durante 27 anos no bairro Várzea de Baixo. Atualmente, resido no bairro Alto da Torre. Comecei o Projeto do Futebol em 2006, através da Associação de Bairro. Uma das regras do projeto é que só pode participar quem tiver frequência escolar e bom comportamento." Exemplo de um Homem que dá um sentido mais amplo à sua existência: "Vaninho". Para quem acredita no poder individual de transformar o mundo ao seu redor!


MARCELO Melgaço (Goiânia, GO), escreve algo, no Painel do Leitor da Folha de S. Paulo de 14/7/2014, que nos leva a uma oportuna reflexão: “Os jogadores da Alemanha e Argentina mostraram como se deve fazer em campo. Nada de culto ao penteado, choradeira... Muita garra, disciplina tática e respeito pela camisa”. Outro leitor, Ricardo C. Siqueira, de Niterói (RJ), comenta: “Qualquer aprendizado diante da derrota é louvável, embora a humildade não seja uma característica dos jogadores brasileiros. Daqui a dois meses, no próximo amistoso internacional, bastará uma vitória ‘convincente’ para que o oba-oba deixe tudo como era antes”.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

O INCÔMODO HÁBITO DA FALAÇÃO

Certamente todo mundo convive com alguém assim, não é mesmo?


NADA DISSO importa. Falação desnecessária. Para que tanto argumento sobre o desnecessário? Há pessoas que são assim mesmo. Aconteceu algo, independente da possível bobagem ou da gravidade do caso, haja detalhes! Até que o ouvinte faça de conta que está ouvindo, interessando-se pela narração..., mas que nada! Essa espécie de ‘falador’ fala apenas de si próprio, não há ouvido para o outro. Só o ‘falador’ não percebe que fala sozinho, jogando palavras ao vento. O outro então silencia e sempre arma um jeito de se livrar do novo capítulo da ‘novela’. O personagem já é conhecido. Lá vem ele, cedo, com uma nova história, geralmente com algo a lamentar; dificilmente uma história com final feliz. Como escapar? Porque não adianta ouvir e tentar dialogar, sugerir algo produtivo. O ouvinte está ali tão somente para ouvir e concordar com a narrativa. O ‘falador’ precisa descarregar em alguém a sua solidão, tristeza, revolta, insatisfação, o seu egocentrismo... Há nesse gênero pessoal a incapacidade de ser compreensivo e solidário com a natureza humana!

É comum a pessoa que vive se lamentando não ter noção de como cansa o ouvinte. Ela pode inclusive se magoar com alguém que a estima, ao tentar lhe falar sobre esse tipo de comportamento. Mas há também o falador que reconhece alguém que chame sua atenção para o fato de que quem não gosta da falação evitar quem tem esse lamentável hábito.

terça-feira, 1 de julho de 2014

PELADEIROS: O LADO LÚDICO DO FUTEBOL

Homenagem aos amigos do Clube Internacional de Regatas
Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com

Imagem: Jaime Pedro Pereira Rodrigues

ASSISTI recentemente ao filme “Tarja Branca”, excelente documentário sobre brincadeiras infantis, dirigido por Cacau Rhoden, cuja chamada é esta: “Brincar é um dos atos mais ancestrais desenvolvidos pelo homem, tanto para se conhecer melhor quanto para se relacionar com o mundo. Mas, o que esse ato tão primordial pode revelar sobre nós, seres humanos, e sobre o mundo em que vivemos?”.

O filme conduziu-me à infância, quando era comum brincar na rua, ainda de terra, em que eu morava, na cidade de Santos (Estado de São Paulo), no antigo Bairro do Macuco, próximo ao canal 6. A criançada brincando; a molecada tirando sarro um do outro. Pulando corda, jogando futebol de rua, andando de bicicleta, escalando árvores, pulando fogueira, jogando tamboréu... Pega-pega, esconde-esconde, gangorra, balanço, roda-pião, pular amarelinha, bambolê, patinete, pular ondas na praia...

terça-feira, 24 de junho de 2014

JESUS: uma inspiração


INSPIRO-ME sempre Nele, Jesus, reconhecendo a teoria segundo a qual o poder divino existe dentro de cada ser humano. Nesse sentido, o “Deuzinho” que mora lá dentro, quietinho, está pronto para desabrochar, progressivamente, em função da nossa relação com o mundo, da nossa capacidade contínua de ir além - isso que a gente conhece como “autossuperação”, ou seja, a superação dos próprios limites. Atmã (termo do sânscrito) significa o espírito divino que habita em nós ou o Deus interior, a alma, o elemento imaterial do indivíduo. Segundo um autor desconhecido, atingir a plenitude espiritual significa viver de forma intensa, da melhor maneira possível. “A plenitude é o máximo de conhecimento, sensibilidade, intuição, amor e sabedoria que o ser humano pode atingir em sua existência em determinado nível.” Ir além, exercito, inspirando-me nos ensinamentos de Jesus, Buda, Lao-Tsé, Confúcio, Sócrates, Madre Teresa de Calcutá, São Francisco de Assis... 

terça-feira, 29 de abril de 2014

CRÍTICA SOBRE LITERATURA DE AUTOAJUDA

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, 29 de abril de 2014

 “TODA A TEORIA do mundo é inútil a não ser que saibamos como aplicá-la para mudar alguma coisa.” Louise L. Hay


PARTE I

Alberto conta que encontrou nos livros uma maneira de passar o tempo de forma útil

CERTAMENTE, uma parte significativa dos atuais leitores lê autoajuda. Não fosse esse gênero de literatura, quem sabe, o público fosse menor nas livrarias brasileiras, que nunca foram tão procuradas. Há de se considerar que vários novos leitores, que não tinham o hábito da leitura, despertaram a partir de livros de autoconhecimento; alguns inclusive passaram a se interessar por outros gêneros de literatura, transformando a leitura em hábito saudável. Assim como a atividade esportiva, é preciso prática para que a leitura se torne algo indispensável na vida de alguém.

Conhecimento traz informação, sabedoria traz transformação

CRÍTICA SOBRE LITERATURA DE AUTOAJUDA
Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, 29 de abril de 2014

PARTE II


OUTRO DIA li algo extraído do texto “Parábolas dos níveis evolutivos“, cuja fonte não era mencionada, que dizia: “Há um tipo de indivíduo que gosta de analisar a situação, discutir os pormenores, criticar tudo, mas não apresenta nenhuma solução ou alternativa. Prefere deixar tudo ‘pra lá’, pois ‘não tem tempo’ para se aborrecer com a ação, que prefere deixar para ‘outros’ resolverem. É um erudito e teórico que fala muito, mas que age muito pouco e não apresenta nenhuma solução para nenhum problema, a não ser a mais óbvia. É um medíocre enfatuado, cheio de erudição, que se julga o ‘Dono da Verdade’, que se acha muito ‘entendido’, reclama de tudo e só sabe apenas argumentar e tudo criticar”.  

Segundo Osho, filósofo indiano, em sua obra “Poder, Política e Mudança", se uma pessoa ajuda alguém, nenhum jornal vai publicar a história; mas se ela matar alguém, todos os jornais estarão repletos dela.

Mudança na forma de pensar

CRÍTICA SOBRE LITERATURA DE AUTOAJUDA
Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, 29 de abril de 2014

PARTE III


NO ARTIGODa santidade à desumanização” (revista “Brasileiros”, www.revistabrasileiros.com..br, dezembro 2013), Daniel Benevides entrevista o escritor português Valter Hugo Mãe, conversando sobre seu novo livro, “A Desumanização”. Valter Hugo revela um desencanto com o ser humano e consigo mesmo. Em sua trajetória, observa o entrevistador, a impressão é que os livros foram perdendo um pouco da qualidade fabulística, digamos, e ganhando em densidade filosófica. Sim, totalmente, responde o autor português: “A filosofia me interessa talvez mais do que a maior parte da literatura. Porque no fundo a literatura só vai valer se levar a pensar. Interessa a mim que um livro seja empático o suficiente com o leitor, mas não que seja meramente um passatempo, que considero exatamente isso: uma perda de tempo. O bom livro deve dar a sensação contrária: de que tu ganhaste tempo, porque explicou coisas que precisávamos aprender e talvez levássemos anos para aprender; é assim com Kafka, Albert Camus, Saramago, Lobo Antunes... tudo o que eles escrevem é profundamente pensador e universal. O bom autor tem de ser capaz de formular um pensamento que supra uma lacuna em nossa forma de pensar, de dizer algo que destape uma escuridão inteira e permita que saibamos dizer o que não sabíamos dizer. Essa é a superioridade máxima do texto e é o que eu procuro na literatura”.

terça-feira, 15 de abril de 2014

TEMPLOS RELIGIOSOS: COMO NÓS SOMOS INFLUENCIADOS

Por que eu gosto tanto de visitar uma igreja vazia?


RELENDO “O Lado Oculto das Coisas”, de C.W. Leadbeater, verifiquei que ainda há muita, muita coisa para eu compartilhar com meus amigos. Sobre a questão de como nós somos influenciados na vida, Leadbeater relaciona a influência dos planetas, do sol, do ambiente natural, espíritos da natureza, centros de magnetismo, cerimônias, sons, opinião pública, acontecimentos ocasionais e seres invisíveis, mostrando a nossa atitude para com essas influências. O autor mostra também como influenciamos a nós mesmos por nossos hábitos, ambiente físico, condições mentais e divertimentos, bem como, de que forma influenciamos os outros pelo que somos, pensamos, fazemos, pelo pensamento coletivo, nossas relações com as crianças e com os reinos inferiores. Certamente abordarei algumas dessas influências em artigos futuros, iniciando nesta oportunidade com a influência dos templos religiosos.

Veja o que narra o estudioso: “Todos nós admitimos, até certo ponto, que um ambiente não-usual pode dar causa a efeitos especiais. Falamos de alguns edifícios ou paisagens que são tristes e depressivos; percebemos que existe algo de sombrio e repugnante em uma prisão; algo de devocional em uma igreja, e assim por diante. Muita gente não se dá ao trabalho de pensar por que tal acontece, ou, se por um momento prestam atenção ao assunto, logo deixam de se preocupar, considerando que é um exemplo de associação de idéias.” 

sexta-feira, 11 de abril de 2014

O LADO OCULTO DAS COISAS

Nada pode estar oculto de nós, a não ser em razão de nossas próprias limitações


EU TRABALHO com textos destinados a quem deseja compreender a totalidade da vida e não somente um pequeno fragmento dela. Remexendo recentemente meus livros, interessei-me novamente pela obra “O Lado Oculto das Coisas”, de C.W. Leadbeater, que li há 30 anos.  Leadbeater, falecido em 1934, dedicou-se durante cerca de 50 anos ao estudo e vivência do Ocultismo e de suas leis. Ele legou à humanidade uma vasta literatura no gênero, a qual prima pela objetividade científica e clareza didática.

Em um trecho, escreve o autor: “Quando observamos o mundo que nos circunda, não podemos ocultar de nós mesmos a existência de um imenso quadro de dor e sofrimento. Em verdade, grande parte é culpa dos que sofrem, e podia ser facilmente evitado com o exercício de autocontrole e senso comum. Mas quando, através do nosso conhecimento do lado oculto da natureza, estamos em condições de olhar do alto, o desenho principia a se desenvolver ante os nossos olhos, e o aparente caos se converte em progresso ordenado. Devemos ter em conta não só a pequena parcela da vida que os nossos olhos físicos podem ver, mas a imensa totalidade, da qual tanta coisa é para nós invisível no momento. O ocultista estuda cuidadosamente todos esses efeitos invisíveis e, portanto, sabe, mais do que os outros homens, quais as consequências de seus atos. Possui maior soma de informações sobre a vida e, usando de bom senso, modifica a sua vida de acordo com o que sabe. Meu único objetivo, então, é capacitar-me para ajudar o mundo, e todos os meus pensamentos e ações se dirigem a essa meta.” 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

OSHO E SEUS LIVROS

“Ninguém alcança nada por meio dos livros, mas os livros podem ajudá-lo a ir além”


LER é o bastante. Meditar é o suficiente. Admirar o mundo é tão bom!  Mover-se para além do visível, penetrar no inocente, no silente, no misterioso. Falar o minimamente necessário, estar apenas ali, evitando os ruídos da mente. Importa mesmo experienciar o que é viver continuamente na paz, no miraculoso...

Na obra “Inocência, conhecimento e encantamento”, da série Questões Essenciais (baseada em palestras proferidas por Osho, ao longo de sua vida), alguém pergunta a Osho, filósofo indiano:

“Sou novo nos seus ensinamentos, mas, se o entendi até agora, você diz (aproximadamente) que o conhecimento obtido dos livros é mera informação, e como tal é inútil e estéril – o que importa é um conhecimento interior derivado da experiência, mais do sentimento do que do intelecto. Por que, então, você publica livros?

terça-feira, 25 de março de 2014

O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA

A função do mestre é apenas permanecer disponível

"O HOMEM ILUMINADO simplesmente dá. Não porque ele queira receber algo de você – você não tem nada para lhe dar. O que você tem para lhe dar? Ele dá porque tem muito a dar, está sobrecarregado. Ele dá porque é como uma nuvem de chuva, tão cheia de chuva que tem de chover. Não importa onde, sobre o quê – sobre rochas, sobre o solo bom, sobre jardins, sobre o oceano... Isso não tem a menor importância. A nuvem simplesmente quer se descarregar. O homem iluminado é simplesmente uma nuvem de chuva. Ele lhe dá amor; não para receber de volta. Ele o compartilha com você e fica agradecido porque você lhe deu essa oportunidade; porque você estava suficientemente aberto, disponível, vulnerável; porque você não o rejeitou quando ele estava pronto para despejar todas as suas bênçãos sobre você; porque você abriu seu coração e recebeu tanto quanto estava dentro da sua capacidade”, escreve Osho, filósofo indiano, na obra “Poder, Política e Mudança”, da série “Questões Essenciais”, cuja leitura ora concluo.
Osho é um dos mais provocativos e inspiradores professores espirituais do século XX. É conhecido por suas revolucionárias contribuições para a ciência das transformações internas. É o autor que mais li durante a minha vida.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

AMIZADE E CIRCUNSTÂNCIAS



“AS AMIZADES novas estão mais presentes na nossa vida por questões circunstanciais, de fases da vida, enquanto as antigas vão se distanciando por questões as mais diversas. Não é o correto, mas infelizmente é normal”, e isso foi algo que prendeu a minha atenção, pesquisando no Google.  Eu creio que nem sempre o distanciamento aconteça por vontade de ambas as partes. Acontece às vezes de um se afastar apesar de o outro, de certa forma, ‘insistir’ no relacionamento. Isto não quer dizer que aquele amigo não mais aprecie a relação; ele é levado pela vida para outras circunstâncias. Daí a importância de respeitar o distanciamento, ainda que com o natural estranhamento no período inicial, sem jamais comprometer a afeição pelo velho amigo, com quem se partilharam tempos memoráveis, história comum que torna imortal a amizade. 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A ROUPA DO TOM



ONTEM, quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014, em viagem de trabalho, fui elogiado por alguns amigos pela camisa branca que trajava. Contei-lhes que gostava de roupa branca, que me sentia muito bem com essa cor. Mas que tinha poucas no vestuário, por conta de que roupa branca encardida não é nada bonita. Então, as poucas peças que tenho, sempre peço a minha esposa para lavá-las em separado. É quando a esposa deixa a roupa de molho em uma bacia, me parece que, com água sanitária, durante um bom tempo. Comentei também que eu poderia ser médico ou dentista, por exemplo, para andar sempre vestido de branco. Ao que um dos amigos, brincalhão por natureza, respondeu-me: “Ainda bem que não és, pois, imagino a coitada da tua mulher, com bacias e mais bacias, clareando a tua roupa! Que sacanagem!”. rsss... 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

FALAR TÃO SOMENTE DE SI

Importante despertar para a sensatez!


EM ALGUM LUGAR, em algum momento, chega alguém que começa a falar sobre algo de seu próprio interesse. Isto com certa frequência. Esse alguém relata o fato até de maneira cansativa, ignorando se o outro demonstra interesse no tamanho dos detalhes. A questão é: será que o ouvinte também não teria algo a dizer de si próprio? – “E aí, tudo bem contigo? O que conta de novo? Como passou o final de semana?” Por que somente a vida do falante, a sua família, o seu trabalho, a sua escola, os seus amigos, a sua alegria, a sua tristeza, a sua revolta?... Então, é produtivo que o falante desperte neste sentido, demonstrando natural e igual interesse na fala do outro. Ou então, não há quem aguente silenciosamente o constante monólogo diário! Isso é uma espécie de ‘sofrimento calado’. Só mesmo uma pessoa muito educada, espiritualizada, para ouvir, ouvir, ouvir..., e ainda assim se colocar generosamente. Quem se identifica com um ou com o outro? Há algo que diz: “Eu não tolero quando o outro não prestigia uma realização minha, mas eu não percebo quando não prestigio a realização do outro”. Como também: “Porque aquele que reivindica, apenas para si, a felicidade como um bem maior, mesmo que não tenha consciência disto, rompe o ciclo do fluxo vivo de energia que é a base de tudo o que é espiritual. Vamos supor que você é atendido em um determinado desejo. Se o bem recebido tiver seu objetivo máximo em você mesmo, ele não poderá continuar vivo em você, e então sua felicidade irá durar pouco. Isso é prazer, não é felicidade. Só aquele que mantiver o ciclo fluindo ativamente, permanecendo consciente e inspirado pelo desejo de colocar em uso espiritual tudo o que recebeu em ajuda e graça, em felicidade e realização, em intervenção divina e orientação e que, além disso, agir e sentir assim, será capaz de suster e manter viva sua própria felicidade.” O mundo começa na palavra que dizemos, diz o padre Fábio de Melo. Para ele, a próxima palavra a ser proferida é sempre a nova oportunidade que recebemos de mudar a história. “Palavras possuem o poder de mover as estruturas. Por meio delas vivemos o processo da ‘metanoia’, palavra de origem grega que significa ‘mudança de mentalidade’. Mudar de mentalidade é assumir um novo jeito de interpretar os fatos, as pessoas e o mundo. Por isso, as palavras são ditas, são escritas. Para que tenham o poder de transformar as mentalidades.” E então nos brinda padre Fábio: “Olha devagar para cada coisa. Aceita o desafio de ver o que a multidão não viu”.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

JULGAMENTO: BOM SENSO É FUNDAMENTAL

“Aproveite o tempo que você desperdiça em julgar os outros para melhorar a si mesmo”
Tom Simões, jornalista, Santos (SP), Brasil


CONSTANTEMENTE nos lamentamos tanto de tanta coisa... O que é preciso exercitar mais nesta vida? Aprender, por exemplo, a valorizar permanentemente os aspectos positivos das pessoas com as quais convivemos. É preciso não dar destaque a eventuais limitações do outro. Infelizmente, um pequeno descontentamento com uma pessoa estimada sempre pesa mais do que os inúmeros benefícios prestados por ela. Como então se conscientizar e prestar mais atenção nas qualidades do outro, trabalhando essa questão de não se aborrecer com os eventuais descuidos comportamentais inconscientes dele? Quando alguém desperta neste sentido, esse alguém tem maior responsabilidade com a tolerância e o bom exemplo. Festejemos então as qualidades do outro e relevemos as suas eventuais limitações. E, claro, criar uma oportunidade de diálogo sobre as limitações entre duas pessoas é sempre muito saudável para equilibrar racionalmente o relacionamento.

Encontrei algo interessante do psicólogo Luiz Ainbinder que nos leva a uma oportuna autorreflexão sobre o hábito de julgar:

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

“DEUS”, segundo JUNG

Carl Gustav Jung

“O CONCEITO DE DEUS é simplesmente uma função psicológica necessária, de natureza irracional, que absolutamente nada tem a ver com a questão da existência de Deus. O intelecto humano jamais encontrará uma resposta para esta questão. Muito menos pode haver qualquer prova da existência de Deus, o que, aliás, é supérfluo. A ideia de um ser todo-poderoso, divino, existe em toda parte. Quando não é consciente, é inconsciente, porque seu fundamento é arquetípico.

  • arquetípico: modelo ideal, inteligível, do qual se copiou toda coisa sensível: para Platão, a ideia do Bem é o arquétipo de todas as coisas boas da natureza.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

ATO DE COMPARTILHAR


NUM ARTIGO da Folha de S.Paulo (4/11/2013), “Internet e tecnologia ajudam a melhorar nossa memória”, Clive Thompson, 45 - autor canadense do recém-lançado “Mais inteligente do que você pensa: como a tecnologia está mudando nossas mentes para melhor” -, em entrevista a Joana Cunha, de Nova York, escreve algo que nos permite fazer algumas reflexões: “As ferramentas tecnológicas não nos isolam, o oposto. Temos nos tornado pensadores mais sociais. Temos mais oportunidades de dividir o que pensamos o tempo todo. Pode ser ruim se você é o tipo de pessoa que prefere pensar de modo isolado. Alguns trabalhos intelectuais demandam isolamento, como, por exemplo, escrever um romance. Mas, hoje em dia, é mais difícil ser um pensador isolado. Há muita gente querendo falar com você on-line, enviar fotos, mensagens. Uma das habilidades modernas é este ‘pensar sobre o pensar’. Seria bom para mim estar pensando com outras pessoas ou eu deveria estar isolado agora? Antes, eu achava que devia manter meus trabalhos em segredo para surpreender, mas percebi que, se eu falar sobre o que estou fazendo, as pessoas, que são generosas e bem conectadas, contribuem com sugestões. A busca por boa informação se beneficiou desse pensamento social.”

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

A ORAÇÃO BASEIA-SE NO ‘EGO’?

Ao rezar, a gente não se concentra no Todo, mas tão somente em si mesmo, movido por desejos pessoais


NORMALMENTE, quando pensamos em rezar? Ainda que rezemos com frequência, em benefício de quem costumamos pedir a proteção divina? Rezamos normalmente com o foco em algo a ser alcançado. E esse foco tem sempre a ver com algum interesse próprio. Quem é capaz de orar para alcançar algo que não lhe traga benefício direto? Por outro lado, passada a circunstância do propósito da oração, a sua prática é normalmente esquecida até que surja uma nova necessidade do pedido de proteção. Quem se identifica com tudo isso?

Em “A Matriz Divina”, o autor, Gregg Braden, diz: “Ao rezar, a gente não se concentra no Todo, mas tão somente em si mesmo, movido por desejos pessoais”. Para alguns é assim, mas devemos generalizar? Este texto é construído com base na obra de Braden.

Em abril de 2013, escrevi algo sob o título “Oração do Tom”: “Há três coisas que incluo no meu dia a dia e exercito várias vezes: o alongamento do corpo, a meditação e a oração. Esteja eu onde estiver, são três coisas que considero tão importantes como o próprio alimento: comer, alongar e orar. Orar ao deitar antes de dormir, ao presenciar cenas tristes (moradores de rua, idosos andando com dificuldade, fatos que chocam...), ao me sentir feliz com algo, ao chegar logo cedo na sala de trabalho... Meditar sempre que possível para esvaziar a mente, ainda que por breves instantes! E orar, buscando a conexão com o inexplicável da existência humana”.