sexta-feira, 14 de novembro de 2014

JORNALISMO E PSICOLOGIA

Quando o que se escreve pode melhorar a qualidade de vida do leitor
Tom Simões, Santos (SP), tomsimoes@hotmail.com


LEIO, leio muito! E tenho o hábito de sintetizar o conteúdo de cada obra lida; meus livros estão todos assinalados. Tive um professor de redação, Eron Brum, no curso de Jornalismo, que me disse, certa vez, ter eu talento para sintetizar. Só com o passar do tempo dei conta disso.
Atualmente, um dos meus propósitos fundamentais na vida é compartilhar o conhecimento capaz de levar o leitor à autorreflexão e possível mudança de comportamento. Sinto-me como não conseguindo acumular tanta informação capaz de melhorar a vida das pessoas, daí a necessidade do compartilhamento. As minhas leituras - focadas principalmente nas áreas da psicologia e filosofia, com base em pesquisas científicas -, dão conta que a orientação psicológica do ser humano é tudo o que o mundo precisa. Popularizar a ciência nesse sentido é, portanto, essencial à natureza humana.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

SALAS DE ESPERA DE CONSULTÓRIOS

A minha ideia é substituir programações televisivas por vídeos educativos

Tom Simões, jornalista, tomsimoes@hotmail.com, Santos (São Paulo, Brasil) 


Imagem: http://chiav.wordpress.com/ 

AO SUBMETER-ME recentemente a alguns exames médicos, impressionei-me com a prática comum do uso da televisão nos consultórios e clínicas médicas, sintonizada em programas, para mim um tanto estressantes. Daí eu imaginar algumas pessoas, muitas vezes tensas ou deprimidas, aguardando o atendimento, terem de se submeter obrigatoriamente a uma programação televisiva indesejada e, frequentemente, com o som alto.

É claro que o propósito do médico é distrair o cliente enquanto ele aguarda a vez de ser atendido, embora eu creia que a secretária distraia-se mais, por ser ela provavelmente a responsável pela escolha dos canais. Então imagino que as salas de espera deveriam ser transformadas num ambiente propício para acalmar as emoções e relaxar. Penso ser melhor para o cliente acalmar a mente antes de um exame médico do que deixá-la inquieta, repleta de informações que incluem tragédias e outras tristezas.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

JORNAIS PRECISAM ACOMPANHAR AS NECESSIDADES DO NOVO HOMEM


PARABÉNS, Nizan Guanaes, ombudsman (por um dia) da Folha de S.Paulo, pelo excelente e oportuno comentário: ‘Surpresa’, http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/09/1524016-obudsman-por-um-dia-surpresa.shtml ! Até então, eu me sentia muito solitário pensando da forma como o brilhante publicitário aborda o assunto: “Vendo o Facebook, o Twitter e o Instagram, fica muito claro que os seres humanos do século 21 não querem só conversar sobre política e economia, economia e política. O homem de hoje é um ser renascentista. Ele quer falar de comida, mas também quer falar de nutrição. Quer falar de futebol, mas também de maratonas, Ironman e surfe. Ele quer falar sobre negócios, mas quer ler sobre todos os flagelos que afligem os CEOs e os executivos hoje, como o stress e a exaustão digital. E os jornais podem fazer tudo isso sem macular o jornalismo, como comprovam de maneira esplêndida  ‘The New York Times’, ‘The Guardian’ e o ‘Financial Times’, para citar alguns exemplos”.

Não é a primeira vez que insisto na necessidade de a Folha destacar também artigos que levem o leitor à autorreflexão e mudança positiva de comportamento. Com páginas e mais páginas com os horrores do dia a dia e as publicidades da vida, há espaço suficiente para incluir a satisfação e o aprendizado do leitor no noticiário diário.  

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

“A ESSÊNCIA DO AMOR”

O amor não tem nada a ver com o outro. Compreenda a natureza do amor e como nutri-lo.

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, jornalista, Santos (SP), Brasil


NOS ÚLTIMOS ANOS, citando a obra “Budismo Moderno”, nosso conhecimento tecnológico moderno aumentou consideravelmente e, como resultado, testemunhamos um extraordinário progresso material, porém não houve, correspondentemente, um aumento da felicidade humana. No mundo de hoje, não há menos sofrimento nem menos problemas do que antes.

Por outro lado, copiando o psicanalista Francisco Daudt, na crônica “Lei de Pedro Aleixo” (Folha de S.Paulo, 17/9/2014), o programa inato mais espetacular com que a natureza nos dotou é o de aprendizado. “Não há nada igual em complexidade e beleza. É ele que forma aquilo que somos, o que chamamos nosso ‘Eu’. Através da Identificação. Ela começa com a simples imitação, foi assim que aprendemos a falar. Mas imitar alguém que admiramos, alguém que nos toca pela integridade, pela ética, pela postura, pela sabedoria, pelas virtudes cultivadas, nos leva a um processo de incorporação autoral: aquilo que absorvemos, e que se sintoniza com o que temos de melhor, deixa de ser do outro, torna-se fragmento, não de uma colcha de retalhos, mas da trama inconsútil que nos constitui. Disse Paulo Freire: quem aprende bem algo com alguém, desse algo, ou desse alguém, torna-se coautor.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

A felicidade onde você menos espera


 Tom Brady, Folha de S.Paulo, caderno The New York Times, 9/9/2014 (*)


“QUANDO Thomas Jefferson declarou ‘a busca da Felicidade’ como um direito inalienável em seu rascunho da Declaração da Independência Americana, ele provavelmente não esperava que um dia isso se tornasse uma disciplina acadêmica.

Especialistas do novo campo de estudos da felicidade descobriram que as experiências tendem a tornar as pessoas mais felizes do que as posses. Dois professores, Amit Bhattacharjee e Cassie Mogilner, elaboraram um estudo para descobrir quais experiências tornam as pessoas mais felizes e por quê. O que eles constataram repetidamente foi que, à medida que as pessoas envelhecem, elas passam a desfrutar mais as experiências simples. Na verdade, com o passar do tempo, a probabilidade de ficar contente com coisas do dia a dia se iguala ao prazer de viagens exóticas ou refeições em restaurantes caros.

Os próprios pais de Bhattacharjee, imigrantes indianos, foram objeto de estudo. Quando seu irmão mais novo entrou na faculdade, os dois filhos enviaram aos pais vales para restaurantes e ingressos de teatro para que pudessem desfrutar da nova liberdade. ‘O interesse deles foi zero’, disse Bhattacharjee em entrevista ao ‘The New York Times’. Eles realmente apreciam as coisas simples’.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

MUDANÇA POSITIVA NO LUGAR DA MESMICE

Quem se atreve?

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, jornalista, Santos (SP), Brasil 



PENSANDO num dia diferente? Com algo de novo a introduzir em sua rotina? Às vezes é preciso coragem para experimentar algo incomum. Cumprimentar um desconhecido no elevador, com um sorriso, por exemplo. Oferecer um lanche ao faxineiro do prédio. Olhar para o céu e relaxar, esvaziando a mente por algum tempo. Lavar a louça de casa, quando não se está acostumado a tal prática. Telefonar para o amigo que não encontra há um longo tempo. Oferecer algo de coração a um morador de rua. Desligar o chuveiro enquanto se ensaboa. Com o tempo, ao experimentar essas ‘novidades’ voluntárias, desinteresseiras, é possível transformar momentos de tristeza, que surgem inevitavelmente, sem explicação maior, em felicidade. Porque prazer é fácil obter. A gente pode comprar ‘prazer’ a todo instante. Mas felicidade, não! Pois há algo imprescindível para a conquista da felicidade, algo que se pode chamar de ‘doação voluntária’: essa coisa de se entregar a ações solidárias, solitárias, sem espera de retorno pessoal. Recentemente li algo sobre uma das ‘inteligências múltiplas’, a capacidade de perceber estados ou emoções nos outros para descobrir do que precisam para podermos ajudar, ensinar ou simplesmente manter um bom relacionamento... diversão, amor, amizade etc. É muito bom então pensar em fazer o que alegra o seu coração. Podemos observar a surpresa e a admiração no outro, que são naturalmente despertadas em tais circunstâncias. Adam Smith (citado pelo psicólogo americano Paul Bloom em “O que nos faz bons ou maus”) lembra que “Por mais egoísta que se creia ser o homem, existem, evidentemente, alguns princípios em sua natureza que o fazem se interessar pela bem-aventurança dos outros, e tornam a felicidade dos outros necessária para ele, embora ele não obtenha nada com isso, exceto o prazer de observá-la”. Desenvolva, pois, esse exercício diário e avalie, com o tempo, se ainda persistem aqueles inevitáveis momentos de tristeza! Caso não persistam, ótimo para você, a família e o mundo. Caso persistam, é bom pensar em um terapeuta... ou um bom amigo! O que o leitor tem a dizer sobre tudo isso?

EMPREGADOS DE CONDOMÍNIOS: MUITOS PASSAM COM (OU ATÉ SEM) ALIMENTO MÍNIMO

Triste realidade ignorada por moradores

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, jornalista, Santos (SP), Brasil 


NADA contra uma “Cãominhada”, passeio com cães, muitos deles fantasiados, que acontece anualmente na orla da cidade de Santos (SP). Respeito os adeptos. Eu também gosto muito de animais, mas certamente esse evento me deprime um pouco. Será que os bichinhos gostam naturalmente desse desfile? E foi justamente num desses dias de “Cãominhada”, de atenção total aos pets, que uma triste realidade presente em muitos condomínios veio às minhas vistas. Ao chegar ao prédio onde resido, por volta das 12 horas, após um passeio na praia, chocou-me o rapaz da limpeza almoçando duas bananas e um ‘Bis’. E não se tratava de sobremesa, diga-se de passagem. E também não foi a primeira vez que me surpreendi com funcionário comendo banana na hora do almoço ou algum outro alimento parco, apenas para enganar a fome.

Esse fato trouxe à minha consciência que muitas vezes sobras de comida são jogadas no lixo no dia seguinte. Comida que poderia representar uma refeição para uma pessoa subalimentada.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

POR QUE SOMOS RELIGIOSOS E ACREDITAMOS EM DEUS?

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, jornalista, Santos (SP), Brasil 



TRATA-SE de uma abordagem diferente sobre ‘religião’, que eu gostaria de compartilhar com o leitor. Ela foi publicada em http://livrespensadores.net/artigos/por-que-acreditamos-em-deus/ O texto que ora apresento é um resumo do artigo original. Na verdade, são muitas as informações disponíveis em qualquer área do conhecimento. Quando nos interessamos por determinado tema, precisamos pesquisar bastante, para ter fortes argumentos para defender uma opinião e, fundamentalmente, estruturar construtivamente a nossa vida. Lembrando Sócrates, citado no final do texto: ‘Uma vida sem questionamentos não vale a pena ser vivida’.

Vejamos então do que trata o referido texto:

“É MAIS FÁCIL ter fé do que raciocinar em busca da verdade. Todos nós somos ateus ou infieis, inclusive você. Se você não acredita na existência de um deus de outra cultura, por exemplo: deuses indígenas, orientais ou antigos deuses perdidos na história, certamente você será considerado ateu ou infiel, independentemente de sua crença.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

O TEMPLO ESTÁ EM TODA PARTE

“A vida nos oferece informação, os mestres espirituais oferecem conhecimento com o fim de transcender as limitações comuns”


Tom Simões, jornalista, Santos (SP), Brasil, tomsimoes@hotmail.com


FINALIZO a leitura da obra “Além de Osho – As chaves de seus best-sellers”, escrita por Jorge Blaschke, jornalista espanhol premiado. Blaschke foi correspondente do jornal “El País’, diretor de programas de rádio e roteirista e produtor de documentários de televisão. Estudou astronomia e paleontologia e codirigiu campanhas de escavação e exploração na Argélia. Participou de pesquisas sobre estados de consciência modificados, no Instituto de Psicologia Transpessoal de Barcelona, e direcionou parte de seu interesse ao estudo comparado de religiões tradicionais milenares. Já escreveu cerca de 50 obras.

Trata-se de uma interpretação do pensamento de Osho e também, em menor escala, daquele de alguns mestres espirituais do Oriente que compartilharam de seus ensinamentos. Os mestres espirituais dizem que a verdadeira alegria está em explorar nossa natureza, compartilhar nosso mundo interior e nossos conhecimentos com os demais. E é essa também a função do blog www.tomsimoes.com: a autorreflexão para nos tornarmos pessoas melhores. Porque, com base na inspiração dos mestres da Sabedoria, despertar para o essencial da natureza humana é o caminho para experimentar a felicidade verdadeira. Quem trilha esse caminho sabe disso.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

DIA DOS PAIS

‘In Memoriam’ a Manuel Simões, meu pai



“ONTEM, 2 de fevereiro de 2006, ao regressar das férias do trabalho e adentrar na sala de uma colega, deparei-me com um calendário do ano de 2006 que levou a reacender em mim a imagem de meu pai. Ele apreciava muito esse tipo de calendário: aquele em que a gente vai retirando a folha correspondente ao dia anterior; em destaque, ficava apenas o número do dia presente. Ao final de cada ano, ele não sossegava enquanto não conseguisse o interessante calendário do ano seguinte.

Refletindo agora, imagino a simbologia daquela ‘folhinha’, como era então conhecida, para o meu pai. Ao destacar cada dia passado, ele parecia renovar as esperanças do novo começo, acreditando na ideia do ‘nada melhor do que um dia após o outro’.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

ARROGÂNCIA INTELECTUAL E SABEDORIA

“Podemos ser muito bons em certos aspectos e fracassar em outros”

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, jornalista, Santos (S)


A ARROGÂNCIA em certos ‘intelectuais’ chega a me incomodar, pois sentem-se ‘possuidores de todo o conhecimento’. E, se alguém não faz parte do seu grupo, eles simplesmente o menosprezam. Arranjam sempre uma maneira de depreciar o trabalho de quem não faz parte da sua ‘elite intelectual’. Na contramão dos pretenciosos, Rubem Alves e Ariano Suassuna, recém-falecidos, são exemplos bem acabados da “humildade” entre intelectuais.

Vejamos o que Jorge Blaschke escreve sobre o assunto, em sua obra “Além de Osho”: “Acreditar que somos os melhores, seja em geral ou em nossa especialidade. Podemos ser muito bons em certos aspectos e fracassar em outros. É o que Daniel Goleman discutiu em ‘Inteligência Emocional’: pessoas que obtiveram muitos diplomas acadêmicos ‘cum laude’, e passam a acreditar que são as melhores, depois são incapazes de se relacionar com os demais por não poderem controlar suas emoções nem compreender as alheias”.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

TELENOVELA E EDUCAÇÃO

Certamente, ao se identificar com o personagem, o telespectador acabará imitando-o...

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com


Veja referência a essa imagem no final do texto (*)

NÃO SOU fã de telenovela. Aliás, raramente assisto televisão. Só mesmo um programa que outro é capaz de despertar em mim algum interesse. Boas entrevistas e documentários, por exemplo, costumo apreciar. É que estou tentando administrar melhor o meu tempo. Só me entretenho em horas vagas com algo que possa talvez enriquecer-me um pouco. 

Mas acho fundamental esse irresistível e poderoso veículo de comunicação explorar cada vez mais o seu papel de ‘educador’. É claro que o telespectador interessado na informação produtiva pode ter outras opções, geralmente disponíveis apenas em canais da TV a cabo. E, infelizmente, o grande público não tem acesso a esses canais especiais. Costumo celebrar quando ouço então que telenovelas brasileiras, de grande audiência, contam em seu enredo com um ‘personagem-educador’ (não necessariamente no rol dos personagens principais). Esse personagem atua como um ‘professor disfarçado’, abordando determinado tema necessário à educação popular. Por exemplo, um personagem com preocupação com o lixo reciclável, com o desperdício de água, com o problema do menor abandonado etc., ou seja, de coisas mais simples a temas mais complexos. Com a criatividade dos autores das novelas brasileiras, a televisão pode sim enveredar ainda mais, sempre com sucesso, por esse caminho: educação entretecida na trama de intrigas e romances acompanhados com interesse pelo grande público, por meses.

terça-feira, 15 de julho de 2014

FUTEBOL E FORMAÇÃO ESCOLAR

O 7 a 1 nos obriga a buscar transformações. Um ponto essencial é associar o futebol à educação.

Tom Simões, Santos (SP), tomsimoes@hotmail.com


Futebol do Vaninho. "Meu nome é Evandro Geraldo do Nascimento (conhecido como Vaninho da Zilá). Nascido em Tiradentes (MG), em 12/4/1973, residi durante 27 anos no bairro Várzea de Baixo. Atualmente, resido no bairro Alto da Torre. Comecei o Projeto do Futebol em 2006, através da Associação de Bairro. Uma das regras do projeto é que só pode participar quem tiver frequência escolar e bom comportamento." Exemplo de um Homem que dá um sentido mais amplo à sua existência: "Vaninho". Para quem acredita no poder individual de transformar o mundo ao seu redor!


MARCELO Melgaço (Goiânia, GO), escreve algo, no Painel do Leitor da Folha de S. Paulo de 14/7/2014, que nos leva a uma oportuna reflexão: “Os jogadores da Alemanha e Argentina mostraram como se deve fazer em campo. Nada de culto ao penteado, choradeira... Muita garra, disciplina tática e respeito pela camisa”. Outro leitor, Ricardo C. Siqueira, de Niterói (RJ), comenta: “Qualquer aprendizado diante da derrota é louvável, embora a humildade não seja uma característica dos jogadores brasileiros. Daqui a dois meses, no próximo amistoso internacional, bastará uma vitória ‘convincente’ para que o oba-oba deixe tudo como era antes”.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

O INCÔMODO HÁBITO DA FALAÇÃO

Certamente todo mundo convive com alguém assim, não é mesmo?


NADA DISSO importa. Falação desnecessária. Para que tanto argumento sobre o desnecessário? Há pessoas que são assim mesmo. Aconteceu algo, independente da possível bobagem ou da gravidade do caso, haja detalhes! Até que o ouvinte faça de conta que está ouvindo, interessando-se pela narração..., mas que nada! Essa espécie de ‘falador’ fala apenas de si próprio, não há ouvido para o outro. Só o ‘falador’ não percebe que fala sozinho, jogando palavras ao vento. O outro então silencia e sempre arma um jeito de se livrar do novo capítulo da ‘novela’. O personagem já é conhecido. Lá vem ele, cedo, com uma nova história, geralmente com algo a lamentar; dificilmente uma história com final feliz. Como escapar? Porque não adianta ouvir e tentar dialogar, sugerir algo produtivo. O ouvinte está ali tão somente para ouvir e concordar com a narrativa. O ‘falador’ precisa descarregar em alguém a sua solidão, tristeza, revolta, insatisfação, o seu egocentrismo... Há nesse gênero pessoal a incapacidade de ser compreensivo e solidário com a natureza humana!

É comum a pessoa que vive se lamentando não ter noção de como cansa o ouvinte. Ela pode inclusive se magoar com alguém que a estima, ao tentar lhe falar sobre esse tipo de comportamento. Mas há também o falador que reconhece alguém que chame sua atenção para o fato de que quem não gosta da falação evitar quem tem esse lamentável hábito.

terça-feira, 1 de julho de 2014

PELADEIROS: O LADO LÚDICO DO FUTEBOL

Homenagem aos amigos do Clube Internacional de Regatas
Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com

Imagem: Jaime Pedro Pereira Rodrigues

ASSISTI recentemente ao filme “Tarja Branca”, excelente documentário sobre brincadeiras infantis, dirigido por Cacau Rhoden, cuja chamada é esta: “Brincar é um dos atos mais ancestrais desenvolvidos pelo homem, tanto para se conhecer melhor quanto para se relacionar com o mundo. Mas, o que esse ato tão primordial pode revelar sobre nós, seres humanos, e sobre o mundo em que vivemos?”.

O filme conduziu-me à infância, quando era comum brincar na rua, ainda de terra, em que eu morava, na cidade de Santos (Estado de São Paulo), no antigo Bairro do Macuco, próximo ao canal 6. A criançada brincando; a molecada tirando sarro um do outro. Pulando corda, jogando futebol de rua, andando de bicicleta, escalando árvores, pulando fogueira, jogando tamboréu... Pega-pega, esconde-esconde, gangorra, balanço, roda-pião, pular amarelinha, bambolê, patinete, pular ondas na praia...

terça-feira, 24 de junho de 2014

JESUS: uma inspiração


INSPIRO-ME sempre Nele, Jesus, reconhecendo a teoria segundo a qual o poder divino existe dentro de cada ser humano. Nesse sentido, o “Deuzinho” que mora lá dentro, quietinho, está pronto para desabrochar, progressivamente, em função da nossa relação com o mundo, da nossa capacidade contínua de ir além - isso que a gente conhece como “autossuperação”, ou seja, a superação dos próprios limites. Atmã (termo do sânscrito) significa o espírito divino que habita em nós ou o Deus interior, a alma, o elemento imaterial do indivíduo. Segundo um autor desconhecido, atingir a plenitude espiritual significa viver de forma intensa, da melhor maneira possível. “A plenitude é o máximo de conhecimento, sensibilidade, intuição, amor e sabedoria que o ser humano pode atingir em sua existência em determinado nível.” Ir além, exercito, inspirando-me nos ensinamentos de Jesus, Buda, Lao-Tsé, Confúcio, Sócrates, Madre Teresa de Calcutá, São Francisco de Assis... 

terça-feira, 29 de abril de 2014

CRÍTICA SOBRE LITERATURA DE AUTOAJUDA

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, 29 de abril de 2014

 “TODA A TEORIA do mundo é inútil a não ser que saibamos como aplicá-la para mudar alguma coisa.” Louise L. Hay


PARTE I

Alberto conta que encontrou nos livros uma maneira de passar o tempo de forma útil

CERTAMENTE, uma parte significativa dos atuais leitores lê autoajuda. Não fosse esse gênero de literatura, quem sabe, o público fosse menor nas livrarias brasileiras, que nunca foram tão procuradas. Há de se considerar que vários novos leitores, que não tinham o hábito da leitura, despertaram a partir de livros de autoconhecimento; alguns inclusive passaram a se interessar por outros gêneros de literatura, transformando a leitura em hábito saudável. Assim como a atividade esportiva, é preciso prática para que a leitura se torne algo indispensável na vida de alguém.

Conhecimento traz informação, sabedoria traz transformação

CRÍTICA SOBRE LITERATURA DE AUTOAJUDA
Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, 29 de abril de 2014

PARTE II


OUTRO DIA li algo extraído do texto “Parábolas dos níveis evolutivos“, cuja fonte não era mencionada, que dizia: “Há um tipo de indivíduo que gosta de analisar a situação, discutir os pormenores, criticar tudo, mas não apresenta nenhuma solução ou alternativa. Prefere deixar tudo ‘pra lá’, pois ‘não tem tempo’ para se aborrecer com a ação, que prefere deixar para ‘outros’ resolverem. É um erudito e teórico que fala muito, mas que age muito pouco e não apresenta nenhuma solução para nenhum problema, a não ser a mais óbvia. É um medíocre enfatuado, cheio de erudição, que se julga o ‘Dono da Verdade’, que se acha muito ‘entendido’, reclama de tudo e só sabe apenas argumentar e tudo criticar”.  

Segundo Osho, filósofo indiano, em sua obra “Poder, Política e Mudança", se uma pessoa ajuda alguém, nenhum jornal vai publicar a história; mas se ela matar alguém, todos os jornais estarão repletos dela.

Mudança na forma de pensar

CRÍTICA SOBRE LITERATURA DE AUTOAJUDA
Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, 29 de abril de 2014

PARTE III


NO ARTIGODa santidade à desumanização” (revista “Brasileiros”, www.revistabrasileiros.com..br, dezembro 2013), Daniel Benevides entrevista o escritor português Valter Hugo Mãe, conversando sobre seu novo livro, “A Desumanização”. Valter Hugo revela um desencanto com o ser humano e consigo mesmo. Em sua trajetória, observa o entrevistador, a impressão é que os livros foram perdendo um pouco da qualidade fabulística, digamos, e ganhando em densidade filosófica. Sim, totalmente, responde o autor português: “A filosofia me interessa talvez mais do que a maior parte da literatura. Porque no fundo a literatura só vai valer se levar a pensar. Interessa a mim que um livro seja empático o suficiente com o leitor, mas não que seja meramente um passatempo, que considero exatamente isso: uma perda de tempo. O bom livro deve dar a sensação contrária: de que tu ganhaste tempo, porque explicou coisas que precisávamos aprender e talvez levássemos anos para aprender; é assim com Kafka, Albert Camus, Saramago, Lobo Antunes... tudo o que eles escrevem é profundamente pensador e universal. O bom autor tem de ser capaz de formular um pensamento que supra uma lacuna em nossa forma de pensar, de dizer algo que destape uma escuridão inteira e permita que saibamos dizer o que não sabíamos dizer. Essa é a superioridade máxima do texto e é o que eu procuro na literatura”.

terça-feira, 15 de abril de 2014

TEMPLOS RELIGIOSOS: COMO NÓS SOMOS INFLUENCIADOS

Por que eu gosto tanto de visitar uma igreja vazia?


RELENDO “O Lado Oculto das Coisas”, de C.W. Leadbeater, verifiquei que ainda há muita, muita coisa para eu compartilhar com meus amigos. Sobre a questão de como nós somos influenciados na vida, Leadbeater relaciona a influência dos planetas, do sol, do ambiente natural, espíritos da natureza, centros de magnetismo, cerimônias, sons, opinião pública, acontecimentos ocasionais e seres invisíveis, mostrando a nossa atitude para com essas influências. O autor mostra também como influenciamos a nós mesmos por nossos hábitos, ambiente físico, condições mentais e divertimentos, bem como, de que forma influenciamos os outros pelo que somos, pensamos, fazemos, pelo pensamento coletivo, nossas relações com as crianças e com os reinos inferiores. Certamente abordarei algumas dessas influências em artigos futuros, iniciando nesta oportunidade com a influência dos templos religiosos.

Veja o que narra o estudioso: “Todos nós admitimos, até certo ponto, que um ambiente não-usual pode dar causa a efeitos especiais. Falamos de alguns edifícios ou paisagens que são tristes e depressivos; percebemos que existe algo de sombrio e repugnante em uma prisão; algo de devocional em uma igreja, e assim por diante. Muita gente não se dá ao trabalho de pensar por que tal acontece, ou, se por um momento prestam atenção ao assunto, logo deixam de se preocupar, considerando que é um exemplo de associação de idéias.”