quinta-feira, 23 de junho de 2016

CRIAÇÃO MENTAL

A criação mental é uma ideia que deve ser sentida mais do que compreendida intelectualmente

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, Santos (São Paulo, Brasil), junho 2016




O QUE ME INSPIROU a escrever sobre esse tema foi minha participação no Curso Criação Mental, ministrado pelo médico geriatra Mario Sergio M. Sales, mariosergio47@hotmail.com, e promovido pela Ordem Rosacruz de Santos, nos dias 11 e 12 de junho de 2016. Necessário faz-se registrar que os conceitos que serão referidos não representam palavra oficial da Ordem Rosacruz.

Certamente, este é um assunto por demais abstrato para interessar ao mais comum dos leitores. Há algo que diz: ‘Podeis ficar certo, querido estudante, que, quando chegar o tempo em que puderdes dar o primeiro passo para o aspecto da transcendentalidade, o caminho se abrirá diante de vós’. Harmonizar-se com o cósmico deve constituir uma prática diária de todo místico para a sua proteção e inspiração.

Leia a sós, recolhido em seu coração, e aproveite para fazer a reflexão e introspecção necessárias para ter a sua consciência elevada, de modo que possa receber a paz dos místicos, a paz profunda, ou seja, a ‘serenidade’. Estude os ensinamentos aqui abordados e coloque-os em prática na vida cotidiana, aproveitando o suficiente para lhe causar as impressões intuitivas que possam revelar-lhe o não escrito.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Guardar segredos não é saudável para o cérebro

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, com base na obra ‘Incógnito’, 20 de junho de 2016




“O que mais se sabe dos segredos é que guardá-los não é saudável para o cérebro”, escreve David Eagleman (neurocientista, nascido em 1971) em sua obra “Incógnito – As vidas secretas do cérebro”.

Nesse livro, Eagleman cita o psicólogo James Pennebaker e colaboradores, que estudaram o que acontece quando vítimas de estupro e incesto, agindo por vergonha ou culpa, preferem guardar segredo. “Depois de anos de estudo, Pennebaker concluiu que ‘o ato de não discutir ou confidenciar o evento com outros pode ser mais prejudicial do que ter vivido o evento per se’. De acordo com Eagleman, o psicólogo e sua equipe descobriram que, quando os participantes confessavam ou escreviam sobre seus segredos bem guardados, sua saúde melhorava, o número de consultas ao médico declinava e havia um decréscimo mensurável em seus níveis de hormônio de estresse.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Encantadora relação ‘homem-mar’

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, Santos (São Paulo, Brasil), junho 2016


Imagem: http://trilhasedestinos.blogspot.com.br/


Quem não rema desconhece a encantadora relação ‘homem-mar’... caminho para o encontro com o céu, o sol, a lua, as estrelas, o firmamento..., com o Universo afinal, exercitando sua sensibilidade, meditando em pleno movimento, capacitando-se para decifrar mistérios... Acredito que é por conta disto que os navegantes têm tanto respeito pelo Mar, refletindo-o nos cumprimentos recíprocos quando embarcações se avizinham umas das outras. ‘Olá, bom dia. Olá, boa viagem. Tá precisando de ajuda? Olá, bom treino...’ Poderia completar mentalmente: ‘Olá, boa colheita de respostas a suas inquietações...’.

Numa noite dessas, eu praticava remo em uma das três canoas havaianas com destino à Ilha das Palmas. Próximo de lá havia um veleiro. Nele, uma família se deliciava com a beleza e a calma do cenário. Havia pouca luz no mar, vinda de um clube sediado na ilha, podendo-se observar ainda pequenos pontos cintilantes no céu. Quando as canoas se avizinharam do veleiro, alguém de lá acendeu um farol, iluminando as canoas e o mar, como que dando boas-vindas aos remadores (ou teria sido por segurança?...).

Choque tecnológico, navios e iates contrastam com as primitivas canoas; mas, para os navegantes a bordo de uns e outros, todos se igualam diante da grandeza do Oceano e seus mistérios, beleza e abundância de vida.    

Elogio e iniciativa... desinteressados

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, Santos (São Paulo, Brasil), junho 2016




Trabalhar o elogio. Às vezes é preciso coragem pra sair do convencional. Elogio não apenas a quem se ama, isto é fácil. Tem de ser elogio capaz de surpreender desinteressadamente o outro. Faz um bem enorme, pra ambas as partes. Geralmente quem fica mais feliz é quem se doa... Outra prática a ser trabalhada é a iniciativa. A iniciativa capaz de dissolver a rotina e levar ao inesperado, surpreendendo o outro. E isto não se aplica apenas a casais apaixonados; eles já a experimentam naturalmente. A iniciativa a que me refiro tem a ver com pessoas com as quais nos deparamos, de nossa proximidade ou não: - ‘Deseja um copo d’água?’ - ‘Olha o que eu trouxe, tem a tua cara!’ - ‘Eu estava na livraria e vi este livro: achei que irias gostar!’- ‘Trouxe um lanche pra ti, colega!’ - ‘Posso te dar uma contribuição pra comer algo?’ - ‘Não te apresses; eu posso aguardar, com a porta do elevador aberta!’ – ‘Deixei algo na portaria do teu prédio, uma pequena surpresa!’...

sexta-feira, 13 de maio de 2016

MÃE-CANOEIRA

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, 8 de maio de 2016, Santos (São Paulo, Brasil)


Imagens: lfrangetto@gmail.com, (13) 99661-7785 (eventos em geral)


E QUEM DISSE que mães não remam? Que canoagem é prática esportiva destinada apenas a maridos e filhos?... Quem pensa assim tá bem enganado. Tem mãe pra caramba remando! Tem família inteira remando: mãe, pai, filhos... e até vovó, se querem saber! Todos ‘canoando’ na mesma sintonia! Tem até criança de três anos (o pai e a mãe sempre têm um jeito criativo de acomodá-la no barco).

Pulou dentro da canoa..., não tem essa de interessados até, ou além de, certa idade. Criança, pré-adolescente, jovem, remador de qualquer idade pratica esse esporte privilegiado, que a todos fascina. É só se aventurar a experimentar. E também não tem essa, não, de dificuldade de entrosamento entre novos e “mais antigos na vida”. É uma diversidade que motiva. Quando chega aluno novo, seja qual for a idade, não dá pra ele ficar sem-graça num canto... Vem logo um canoeiro puxar conversa com o novato, que se impressiona com o espírito de camaradagem da equipe.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

O Significado da Bênção


“Quando alguém diz: ‘Que Deus te abençoe!’, não está só desejando o melhor para você, mas também atuando a seu favor. Pois quando você bendiz a alguém, também está atraindo a proteção de Deus para você. O efeito de abençoar é multiplicador, já que é dado por Deus a seus filhos. A bênção invoca o apoio permanente de Deus para o bem-estar da pessoa, expressa agradecimento e confere prosperidade e felicidade em toda pessoa que a recebe.”



Utilizamos a expressão sem dar conta de seu tamanho Significado. Deus abençoe a todos vocês, estimados amigos. Tom Simões 

segunda-feira, 11 de abril de 2016

CANOA HAVAIANA: UNIÃO DE FORÇAS

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, Santos (São Paulo, Brasil), abril 2016




Alguém citou numa oportunidade: “Felicidade tem nome: Deus, família e amigos”. Daí também escreveu Zíbia Gasparetto, escritora espiritualista: “A verdadeira família é aquela unida pelo espírito e não pelo sangue”. A família Poseidon, equipe de canoeiros da qual faço parte, tem uma característica marcante: seu grito de guerra é “Imua”: Adiante-se, Esforce-se! Não importa perder ou ganhar, importa de verdade a ‘sincronia’ de todos da equipe: a união espiritual e a força conjuntas, ‘um por todos e todos por um’, buscando a superação do instinto egoísta do homem comum. O IPE (Instituto de Pesquisas Evolutivas), em um texto de Virgilio Guicho Moura, cita Helena Blavatsky, prolífica escritora russa, que diz algo assim: “Um grupo só poderá intensificar o seu relacionamento se os seus membros estiverem magneticamente ligados entre si, olhando na mesma direção”. Isto pode nos levar à filosofia e prática da ‘canoa havaiana’, composta de seis remadores; o seu equilíbrio e desempenho dependem fundamentalmente da ‘sincronia’, ou seja, a interação em perfeita harmonia ou conexão, ao mesmo tempo.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

POLÍTICA: QUANDO O DISCURSO DE GENTE CHATA E EGOÍSTA É VAZIO

Tom Simões, jornalista, tomsimoes@hotmail.com, Santos (SP), Brasil, 04/04/2016


http://tokdehistoria.com.br/2015/07/06/11122/, ‘Que importância têm as bandeiras?’


UMA LEITURA útil pode cumprir a função de despertar o leitor e libertá-lo das velhas formas repetitivas e condicionadas de pensar. Uma leitura útil pode levar alguém a um estágio melhor do que o anterior, como elemento transformador. Revoltadas, muitas pessoas esbravejam e xingam o governo, chegando até mesmo a insultar, por vezes com agressividade, quem discorda. Neste caso, o insensato deseja impor a sua ‘verdade’. Sem possibilidade de diálogo, vale o monólogo dos intolerantes, para não dizer ignorantes. Não raramente, os mais sensatos não têm a menor oportunidade de manifestar a sua opinião; e já que compreendem mais, se calam. Mas como, na prática, costumam agir os inconsequentes revoltados?...

quarta-feira, 23 de março de 2016

Tom Simões: eu fui vítima de estelionato pelo telefone celular. Cuidado, meus amigos!

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, março 2016  



Sexta-feira, 18 de março de 2016, tive uma experiência horrível, vítima de estelionato por um bandido. Fui torturado mentalmente durante cerca de 4 horas e meia. Tudo começou com uma voz, igualzinha à da minha filha, em prantos, pedindo pelo amor de Deus para eu fazer tudo o que fosse determinado pelo bandido. Quando me convenci tratar-se de um golpe, já tinha depositado 6 mil reais. O estelionatário pedia cada vez mais. Fui cinco vezes a bancos, pressionado e insultado todo o tempo por ele. Ele pediu até a marca e cor do meu automóvel, dizendo que eu estava sendo monitorado por outro carro. Exigiu ainda para eu colocar crédito em dois celulares, no valor de R$ 100,00 cada um, supostamente para outros bandidos manterem suas extorsões.

“Seu Antonio, esse crime é noticiado todo dia na televisão”, disse-me a funcionária lá de casa. Nos ‘Datena’ da vida! Mas como eu não assisto à televisão, senão muito raramente, não fico sugestionado. E esses programas sobre violência, então, é que não assisto mesmo.

De toda maneira, confesso sentir até certo desconforto ao pensar como caí em tal armadilha. Mas, informado depois, citaram-me casos de pessoas bem esclarecidas que também se envolveram com o bandido, pela forte e indescritível emoção.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Carnaval, canoagem e sincronia

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, 06 de fevereiro de 2016, domingo de Carnaval






ÉRAMOS 24 canoeiros aproximadamente, distribuídos em cinco canoas havaianas. Todos paramentados. Para homenagear o Carnaval, por que não, apesar de uma confraternização alegre ter sido o objetivo da ‘aula’ das 10h30 do sábado.  A ‘Praia do Góis’, Guarujá (SP), foi o destino da viagem. Com 250 metros de extensão, o rústico recanto litorâneo, cercado por morros cobertos de mata atlântica, é habitado basicamente por pescadores. 

Nas adjacências, alguns frequentadores dos bares originais, que oferecem serviços aos visitantes, ancoram seus veleiros na praia. Outros visitantes chegam em canoas, remando. Mas é possível também o acesso dos forasteiros com a embarcação que transporta os moradores do Góis, que sai da Ponte dos Práticos, da orla de Santos, do outro lado da Barra.

“Eu não troco este momento único de felicidade com os amigos canoeiros pela sofisticação de qualquer um daqueles atraentes veleiros”, comentou uma amiga canoeira.

A paixão pela canoagem não envolve apenas a prática em si, mas, sobretudo, a união de pessoas com propósitos comuns de observar a vida, buscando a sua simplificação e o desejo de experimentar o sentido da felicidade verdadeira.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Sábios e Inteligentes



“Algumas pessoas têm o seu doutorado, têm milhões de outras coisas... Falta-lhes o ‘Mestrado em Humildade’. Por enquanto, perdem para a arrogância. A titulação universitária não pode ser desprovida do aprendizado humanístico. ‘Doutores’ de qualquer coisa precisam incluir também em seus currículos da vida os escritos dos Sábios da Humanidade, que já descobriram essa virtude.”


Tom Simões

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Jornalismo Utilitário (e Voluntário, neste caso)

Costumam dizer que trabalho voluntário não é trabalho, só porque não é remunerado

Tom Simões, jornalista, tomsimoes@hotmail.com, janeiro 2016

Muitas pessoas dedicam parte de sua vida a trabalhos voluntários das mais diferentes naturezas. Algumas nem costumam comentar sua dedicação à causa que escolheram. São força anônima. De maneira geral, o voluntariado é pouco ou nada valorizado pela sociedade, que não o considera como um ‘serviço’. Há até quem o menospreze: “Eu não tenho tempo pra isso”, “Esse trabalho é coisa para o governo, pra isso pago impostos”. Então, numa instituição comum, o voluntário, não sendo enquadrado como funcionário, ainda que trabalhe muito, pode viver ali numa condição subvalorizada, apesar da importância do seu trabalho.
Mas essa realidade, não apenas brasileira (afinal gente é gente, aqui ou no deserto de Gobi), não desestimula inúmeras pessoas que investem seu tempo e talento trabalhando de maneira espontânea e não remunerada, em causas de interesse comunitário. Pessoas que se diferenciam por terem ações de fato transformadoras.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Plâncton luminescente cria espetáculo para canoeiros do ‘Poseidon’: água se transforma em oceano de estrelas



Nesta quinta-feira, dia 7 de janeiro de 2016, treinávamos próximo à Ilha das Palmas, em Santos (SP), quando, inusitadamente, fomos surpreendidos com o mar brilhando. Foi uma emoção indescritível. Nós, canoeiros-aprendizes da ‘Poseidon Canoagem Havaiana’, ficamos impressionados com aquela belíssima expressão da Mãe Natureza! Quanto mais a gente mexia na água, mais ela brilhava. Felipe, o capitão da canoa, parecia uma criança com um novo brinquedo, fascinado com a experiência. Não resistindo, mergulhou nas águas para brincar com os ‘pontos brilhantes’. Outros canoeiros o seguiram. Daí a inevitável pergunta: ‘Por que o mar está brilhando?’ 

Segundo o que li, algumas espécies do plâncton, organismos (animais ou vegetais) aquáticos minúsculos, se autoiluminam ao serem incomodadas. Mas há também outra explicação: apesar de fascinante, o brilho pode ser sinal de poluição; colocar uma determinada espécie do plâncton sob estresse pode dar origem a um dos fenômenos mais emocionantes do planeta. Esses organismos emitem luz seja pelo marulhar das ondas ou pela perturbação causada na água por pranchas de surf ou outros objetos.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Réveillon na Kombi

Tom Simões, jornalista, tomsimoes@hotmail.com



Virada do ano. Feliz 2016. Perambulando pela orla da praia de Santos, congestionada, olhos atentos, às vezes críticos, acompanham o trajeto. ‘Olha isso: uma velha Kombi transformada num cômodo conveniente!’ Tudo para presenciar o extraordinário show pirotécnico de boas-vindas ao Novo Ano. Pessoas transportam caixas de isopor com cerveja para a areia da praia, onde ceias de réveillon também acontecem. Muitos pedidos. Sonhos se transformarão em realidade?  Há inúmeros forasteiros que chegam  no dia 31 de dezembro e retornam à sua cidade no primeiro dia do Ano Novo. Passam dois dias na praia, disputando vaga para estacionar próximo da orla. Porque no velho automóvel está o necessário para o réveillon. No dia seguinte, dá dó de ver a sujeira deixada na areia! Mas... Como culpar os inconsequentes? Eles não têm culpa. Não tiveram oportunidade de ser bem educados. Mas, num dia tão especial, fechemos os olhos críticos e deixemos o povo comemorar do jeito que pode. Porque amanhã será outro dia. O primeiro dia de um novo ano cheio de esperança. E no novo dia a praia logo estará livre dos deixados para trás: lixo, frustrações, tristezas. A praia, de braços abertos, acolhe quem com ela se encanta! Franja de um mar que não se aborrece com nada. Mar de ondas que simbolizam a capacidade de renovação contínua da Vida. Frente a ele rezemos ao Senhor e peçamos proteção, paz e luz para nós e cada um que porventura nos incomodou no ano que finda. Rezemos ao Senhor para que abençoe tantos que se sacrificaram para vir a Santos na véspera do primeiro dia do Novo Ano e realizar esse sonho, quem sabe até, vivendo o seu dia mais feliz do ano que vai embora. Caminhando com meu filho, ao presenciar aquela Kombi, conveniente hotel e transporte, meus olhos marejaram. ‘O mundo está em festa. E para essa festa todos são convidados’, pensei. E cada um dá o seu jeito, toma suas decisões, forja suas atitudes. E eu lhes digo: ‘Mais do que um Feliz Ano Novo, desejo-lhes Feliz Ano de felizes atitudes novas, para que 2016 seja muito melhor’.  

domingo, 20 de dezembro de 2015

Todas as palavras...



“Todas as palavras não podem ser senão úteis, capazes de promover mudanças.” Tom Simões, 20/12/2015

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Natal e Perdão

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, dezembro 2015



Jesus, a Expressão Maior, tem seu nascimento relembrado a cada 25 de dezembro. Então, qual o verdadeiro sentido desta data? Confraternização, união, reconciliação... Perdão! Certamente haverá alguém lembrando um mal-entendido, uma mágoa... Nada que não seja possível superar. Nada que não seja possível perdoar, em nome Dele! Alguém deve tomar a iniciativa da reaproximação. A reconciliação é um grande presente de Natal. Certamente, a reconciliação envolve a felicidade não apenas dos desafetos, mas dos que estão próximo. Trata-se de uma satisfação difícil de ser descrita por dizer respeito ao efeito na Alma de duas (ou mais) pessoas até então desoladas por conta da imaturidade, da incompreensão, do orgulho... Quando permanece mágoa e tristeza pode existir, inconscientemente, o desejo da reaproximação. O que não pode existir é revolta, cujo dano afeta diretamente o próprio revoltado. Ainda que a outra pessoa seja inflexível, melhor tentar a aproximação; o que conta é a iniciativa do Bem para aliviar o permanente desconforto. Peçamos então perdão em nome do aniversariante, Jesus Cristo. Ele ficará feliz com a disposição de muitos para a reconciliação com a família, os amigos, os vizinhos, os colegas de trabalho... Feliz Natal a todos. Feliz reconciliação. Muitas confraternizações de final de ano, muitos presentes, muitas ceias natalinas... não preencherão a triste lacuna deixada por um relacionamento importante que se rompeu e que ainda não foi perdoado. No rompimento de uma relação afetuosa, quem tem mais razão? Com quem está a verdade? É possível a ignorância de uma das partes, optando por continuar alimentando injustamente o rancor. Mas isso não impede que a parte injustiçada se mantenha livre, com a consciência em paz. Lembremos ‘a mudança ocorre em mim e não no outro’. Uma das leis espirituais da Índia orienta: ‘Se algo terminou em nossa vida é para nossa evolução; portanto, é melhor deixar seguir adiante e avançar já enriquecido por essa experiência’. Neste caso, é pensar em Jesus e perdoar, reservando um tempo especial para mentalizar, em estado de paz, o desafeto, lembrando do que juntos construíram ao longo da vida. Porque, como ensina John von Achen, no vídeo ‘The meaning of life’ (‘O sentido da vida’), “Por qual outro motivo faríamos tudo que fazemos nessa vida? É pelo fato de saber que um dia morreremos. E por saber que um dia morreremos é que amamos. Por isso nos entristecemos quando um erro nos coloca mais distantes de alguém. Nosso tempo é curto e precioso. Faça algo bom para as pessoas porque quando o tempo acabar e você se for, o que ficará é o que você foi para as pessoas, a importância que teve na vida de cada uma delas”. Em sua obra ‘Felicidade’, Roberto Venosa escreve: “Felicidade é estar bem consigo e com os outros. É, também, aceitar limitações, sofrimentos, incompetências e fracassos. É ficar triste de vez em quando, talvez por ter feito opções erradas”. É preciso mudar. O que posso fazer de diferente neste Natal? Amar e Perdoar! Como expressa Eckhart Tolle, ‘O poder do agora’: “Uma atitude qualquer é muitas vezes melhor do que nenhuma atitude, especialmente se há muito tempo você está paralisado numa situação infeliz. Se for uma atitude errada, ao menos você aprenderá alguma coisa, caso em que deixará de ser um erro. Se você não agir, nada aprenderá. Será que o medo está evitando que você tome uma atitude?”. Feliz Natal! Feliz Reflexão! Feliz Reaproximação! Todos ficarão felizes com o seu ato de humildade!

 ·         Nesta ocasião, desejo agradecer a todos que me emocionaram com tantas palavras generosas ao longo de 2015. Obrigado pela maravilhosa companhia ao longo do caminho do conhecimento, tentando romper com as ideias velhas no mundo do pensamento. É muito bom dividir produtivamente meu tempo com todos vocês que conferem maior significação a minha vida.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Canoagem e companheirismo = sincronia

Tom Simões, jornalista, Santos (SP), Brasil, tomsimoes@hotmail.com 



Canoa e remo. Va’a (canoa havaiana). Tira a água da canoa. Puxa o carrinho. Levanta a popa do barco. Cadê o pneu? Põe o carrinho. Segura a proa. Força galera! Empurra o carrinho... Ondas do mar. Cheiro do mar. Tem uma música que diz: ‘Olha o mar infinito. Bonito por natureza. Misterioso e delicado. Igualzinho a uma capoeira. Olha a beleza do mar. Mareja, mareja...' Cuidado pra não escorregar na descida da rampa para o mar, com a limosidade, empurrando a canoa. Embarcar! Posição de ataque! Sincronia, pessoal, sincronia! ‘Três-Marias’: joguem fora essa conversa! E nada de lavar o remo! Afunda esse remo na água! Empurra a canoa! Olha a sincronia!... Sincronia, minha gente!... A sincronia que move a viagem. Ela alicerça a prática esportiva: na remada e no companheirismo. Por isso, a indicação da canoa havaiana para quem tem dificuldade natural de relacionamento social. O lema é ‘juntos venceremos, todos somos iguais’. Água, quem quer água? Como revela José Paulo Neto: ‘Estamos todos no mesmo barco. Na canoa, vivenciamos isso literalmente’. Canoagem: espécie de meditação. Não há espaço para as artimanhas da mente. É remar e se concentrar na sincronia entre amigos remadores. Aloha! Imua! Fala Capitão Felipe! Fala Capitão Heitor!... E cuidado com o peixe que pode pular no nariz!

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Testamento

Nada de homenagens nem epitáfios. Se possível, desejo servir como inspiração para a construtividade generosa. ‘Depois que eu me chamar saudade, não preciso de vaidade’. 

Tom Simões, jornalista, Santos (São Paulo, Brasil), tomsimoes@hotmail.com 



No início da noite, eu estava na canoa remando com outros praticantes de canoagem. Já saímos para o mar com certa preocupação, devido à previsão de relâmpagos. No retorno do percurso, aceleramos as braçadas por conta dos raios que começavam. ‘Braços pra que vos quero...’ Em dado momento, pensei: “Não tenho medo de morrer. Sobretudo, morrer durante uma aventura como esta. Sou um homem realizado. O remo era mais um antigo sonho”. Sem medo de morrer, também por crer ter dado significado à minha vida e concebê-la como parte de um processo de evolução espiritual.

No barco, pensei: “Só há algo que gostaria: publicar esta espécie de ‘testamento’. Se morrer agora, ninguém tem a senha de onde está o arquivo com o texto, esperando finalização”.

Mas não se preocupem. Estou muito bem. Experimentando certamente o melhor momento da minha vida. É que, quem escreve, tem de buscar ser sempre criativo, até mesmo, se for o caso, provocar um susto no leitor. Risos!

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

O que fazemos de nós




“Na vida, não vale tanto o
que temos, nem tanto importa o que somos.
Vale o que realizamos com aquilo que
possuímos e, acima de tudo,
importa o que fazemos de nós!”


      ·         Chico Xavier, 1910-2002 


quinta-feira, 15 de outubro de 2015

MENTE INTELECTUAL E MENTE ESPIRITUAL

Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, outubro 2015




Acho bem diferentes o olhar dos sábios e o olhar dos intelectuais. Donos de uma ampla gama de conhecimentos, que vão desde os especializados àqueles relativos a outras matérias, os intelectuais, com bastante frequência, chegam a ser inacessíveis até mesmo ao público interessado, e, frequentemente, isso se dá, acreditem, por conta da soberba. Certamente, muitos seriam mais úteis se fossem mais humildes, mais “espiritualizados” no trato interpessoal. É claro que não dá para generalizar: há certamente intelectuais também capazes de ser muito humanos, servindo como instrumento de educação. Os soberbos me aborrecem porque acredito que o homem inteligente deve agir em prol da felicidade humana; agir sempre de forma a produzir a maior quantidade de bem-estar. Há uma percepção que me diz: ‘Não use seu tempo procurando coisas pequenas. Não se satisfaça com algo que seja menos do que o maior’. Certamente, algumas pessoas se diferenciam em sua trajetória por terem ações de fato transformadoras. Vangloriar-se como profundo conhecedor de qualquer coisa e se fechar em grupos elitistas pode responder a propósitos egóicos, não contribuindo para a expansão do saber na alma humana.