Nossos pensamentos e emoções influenciam a atmosfera que criamos ao nosso redor
Assista ao vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=iFyudCehivY
Tom Simões, humanista, jornalista e
divulgador científico, Santos (Brasil), 25 de julho de 2026
Há textos que apenas
informam. Há vídeos que apenas entretêm. Há palestras que apenas ocupam algumas
horas do nosso tempo. Mas existem também aqueles encontros com uma boa ideia,
que nos transformam silenciosamente. Terminamos a leitura, fechamos o livro,
desligamos o vídeo, deixamos o auditório ou encerramos uma conversa levando
conosco uma nova maneira de compreender a vida.
Uma reflexão genuína questiona antigas certezas, desperta novas percepções e, pouco a pouco, modifica a forma como pensamos, sentimos e agimos. Quando isso acontece, não somos mais exatamente a mesma pessoa.
É essa a sensação que experimento
ao assistir a este vídeo com o jornalista André Trigueiro sobre a psicosfera.
Mais do que aprender um novo conceito, sou levado a refletir sobre uma questão
essencial: se nossos pensamentos e emoções influenciam a atmosfera que criamos
ao nosso redor, então cada um de nós participa, consciente ou
inconscientemente, da construção do mundo em que vive.
Psicosfera é o nosso meio
ambiente espiritual
Segundo essa perspectiva
espiritual, cada ser vivo emite um campo de vibrações sutis, influenciando o ambiente e as pessoas ao redor. Tal possibilidade
convida a refletir sobre a importância do campo eletromagnético que nos rodeia
e que determina maior ou menor probabilidade de termos saúde. Essa abordagem
permite estabelecer uma ponte entre espiritualidade, psicologia e
responsabilidade social.
Frequentemente abordada no
campo da espiritualidade, a psicosfera – também conhecida como atmosfera
fluídica ou clima espiritual - funciona como uma espécie de aura espiritual,
atraindo espíritos de luz ou espíritos doentios que vibram na mesma sintonia
dos nossos pensamentos, sentimentos e obras. A psicosfera é gerada pelo
perispírito — o corpo espiritual que liga a alma ao corpo físico — e afeta
tanto a nossa saúde quanto os lugares e as pessoas com as quais convivemos.
Esse é o tema do
inspirador vídeo produzido por André Trigueiro, uma das principais referências
brasileiras do jornalismo ambiental. Ele dedica grande parte de sua vida
profissional a aproximar o público de temas como mudanças climáticas,
conservação da biodiversidade, consumo consciente e desenvolvimento
sustentável.
Paralelamente, Trigueiro é
também um estudioso da espiritualidade. Inspirado pelo pensamento de Allan
Kardec, defende que a preservação da natureza começa pela transformação
interior do ser humano. Em suas palestras e livros, o jornalista André
Trigueiro frequentemente associa educação ambiental, valores morais e
autoconhecimento, sustentando que não haverá equilíbrio ecológico sem uma mudança
de consciência.
Essa integração entre
ciência, ética e espiritualidade tornou-se sua marca pessoal. Em vez de tratar
esses campos como opostos, André Trigueiro mostra que podem caminhar juntos na
construção de uma sociedade mais consciente, solidária e comprometida com as
futuras gerações.
Não por acaso, ele é
admirado por pessoas de diferentes convicções religiosas e filosóficas,
justamente por abordar os desafios ambientais com rigor jornalístico,
sensibilidade humana e esperança fundamentada na capacidade de transformação do
indivíduo e da sociedade.
As atitudes humanas são
contagiosas
Todos nós já entramos em
um ambiente e sentimos, quase instantaneamente, haver algo diferente no ar. Às
vezes, uma paz difícil de explicar. Outras vezes, uma tensão que parece nos
envolver antes mesmo que alguém diga uma palavra. O mesmo acontece com algumas
pessoas: há quem transmita serenidade apenas pela presença, enquanto outras
parecem irradiar inquietação.
Seria apenas uma impressão
subjetiva ou haveria algo mais profundo acontecendo?
É justamente a partir
dessa reflexão que surge o conceito de ‘psicosfera’ — um termo utilizado na
literatura espírita para descrever a atmosfera de pensamentos, emoções e
sentimentos que cada pessoa cria ao seu redor. Independentemente da crença de
cada um, a ideia nos conduz a uma pergunta essencial: que tipo de ambiente construímos
com aquilo que pensamos, sentimos e realizamos diariamente?
Segundo essa perspectiva,
nossos estados mentais e emocionais não permanecem confinados ao interior da
consciência: eles irradiam influências, contribuindo para criar um ambiente
psíquico favorável ou desfavorável.
A psicosfera individual
reflete a qualidade dos pensamentos, das emoções e das intenções de cada
pessoa. Ambientes como lares, escolas, hospitais, empresas ou templos também
desenvolvem uma psicosfera própria, moldada pelas pessoas que os frequentam. Em
escala coletiva, uma sociedade pode fortalecer uma psicosfera de medo,
violência e intolerância ou, ao contrário, de solidariedade, esperança e compreensão.
Em contrapartida, o cultivo de sentimentos como serenidade, compaixão, gratidão
e respeito contribuiria para uma psicosfera mais harmoniosa.
Embora a ideia de
psicosfera pertença ao campo da espiritualidade e não seja um conceito
reconhecido pela ciência como um fenômeno demonstrado empiricamente, ela pode
ser interpretada também de forma simbólica ou psicológica. Nesse sentido,
aproxima-se da noção de que as atitudes humanas são contagiosas:
ambientes marcados por confiança, gentileza e respeito tendem a favorecer
comportamentos semelhantes, enquanto locais dominados por hostilidade,
pessimismo ou agressividade costumam reproduzir esses mesmos padrões.
Essa ideia não exige do
leitor uma adesão religiosa. Independentemente da crença de cada um, ela nos convida
a reconhecer que todos participamos da construção do ‘clima emocional’ em que
vivemos. Nossas palavras, pensamentos e atitudes não afetam apenas a nós
mesmos; ajudam a moldar a atmosfera psicológica e moral da família, da
comunidade e, em última análise, da sociedade.
Por uma humanidade mais
consciente...
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