Curiosamente,
o economista e filósofo Giannetti não usa WhatsApp e nem redes
sociais
Assista ao produtivo vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=6UwL3mUdgYI
Tom
Simões, jornalista especializado em divulgação científica,
Santos (Brasil), 4 de março de 2026
O podcast ‘Inteligência Orgânica’, apresentado por Pedro Mota Cortella, tem como objetivo principal investigar o impacto da inteligência artificial (IA), das redes sociais e da tecnologia na saúde mental, no comportamento humano e na capacidade de pensamento crítico da sociedade atual. Esse produtivo entretenimento busca promover reflexões sobre o que ainda nos torna humanos em uma era dominada por algoritmos, incentivando o pensamento independente em contrapartida ao consumo acrítico (incapacidade ou disposição para analisar, julgar ou questionar algo) de informações.
O ‘Inteligência
Orgânica’ não é apenas um espaço de informação, mas um convite à expansão
da consciência – um diálogo vivo entre ciência, experiência, espiritualidade
prática e responsabilidade individual, onde conhecer é também transformar-se.
A frase “Você passa muito
tempo nas redes sociais para não tirar proveito delas”, atribuída a Pedro
Cortella, carrega uma provocação interessante. Ela não condena as redes
sociais, mas questiona a postura passiva diante delas.
Neste vídeo, Pedro
Cortella (filho do filósofo Mario Sergio Cortella) recebe Eduardo
Giannetti, economista, professor, filósofo, escritor e membro da Academia
Brasileira de Letras. Pedro Cortella é um jornalista, futurista,
estrategista digital e palestrante brasileiro, conhecido por seu trabalho
voltado à transformação digital, inteligência artificial e construção de
autoridade digital nas mídias sociais e no ambiente profissional.
Autor do novo livro
"Imortalidades” (que eu li recentemente), Giannetti é uma das vozes
mais lúcidas do Brasil e, curiosamente, vive desconectado: não usa WhatsApp e
nem redes sociais. Durante a entrevista, Pedro Cortella e Eduardo
Giannetti examinam a ‘narcose digital’ que adormece o espírito crítico da
sociedade, bem como a vasta bolha especulativa que circunda o universo das
empresas de tecnologia.
Giannetti explica como é viver sem WhatsApp
e como ele se protege da ‘cracolândia digital’ para preservar sua capacidade de
leitura e pensamento profundo em um mundo de atenção fragmentada. Também analisa
a sociedade americana doente: porque Donald Trump é sintoma, não causa.
A epidemia de opioides e ‘mortes por desespero’ que faz a vida nos EUA ser mais
curta para jovens homens do que em países pobres.
O Brasil melhorou? Giannetti
fala sobre dados que a ‘fracasso-mania’ ignora: queda de homicídios, desemprego
baixo e a melhora no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Também aborda a
crise climática e o PIB (Produto Interno Bruto) – a cegueira do sistema de
preços que ignora o custo ambiental. Porque viajar de avião custo ‘zero’ para o
planeta na conta econômica, mas custará caro para a humanidade. Fala sobre
imortalidades e o mistério: a finitude humana, o medo da morte e as
experiências de ‘quase-morte’ que desafiam a lógica científica.
Ele dá também uma aula de
filosofia citando Epicuro, Marx e a necessidade humana de
acreditar que temos escolha, mesmo em um universo materialista. Para quem se
destinam as oportunas sábias palavras de Giannetti? (1) Para quem busca
uma análise econômica profunda, sem o histerismo do mercado
financeiro. (2) Para pessoas preocupadas com o vício em telas e a perda da
cognição profunda. (3) Para interessados em filosofia,
espiritualidade e no debate entre ciência e mistério. (4) Para
quem deseja entender o cenário geopolítico e as reais ameaças do século XXI (Clima e
Desigualdade). O entrevistado compartilha suas ideias com notável clareza.
Eduardo Giannetti não traz respostas
fáceis, mas brinda quem o admira com sua “estranha mania de ainda ter fé na
vida". Uma conversa para quem deseja sair da caverna digital e contemplar
a realidade com mais lucidez e menos interferências.
No fundo, é um convite à
responsabilidade digital. Se dedicamos horas a um entretenimento, faz sentido
perguntar: “ESTOU APENAS ME ENTRETENDO OU ESTOU TAMBÉM CRESCENDO?” Em vez de
sermos tão somente consumidores distraídos, a frase sugere que
podemos nos tornar: produtores de conteúdo relevante, aprendizes conscientes,
responsáveis pelo que consumimos e agentes de troca e reflexão.
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