terça-feira, 22 de maio de 2018

Ferreira Gullar, 1930-2016

Poeta, produziu também obras em áreas como ensaio, tradução, biografias e crítica de arte. É um dos fundadores do neoconcretismo.
Como citado em http://escolaeducacao.com.br/melhores-poemas-de-ferreira-gullar/, a poesia de Ferreira Gullar sempre destacou-se pelo engajamento político. Por meio da palavra, Gullar fez da poesia um importante instrumento de denúncia social.

  
Como o poeta se sente num tempo em que a poesia perdeu sua importância cultural?
(em entrevista a Pedro Maciel, ‘A morte é o nada’, Folha de S.Paulo, 11/12/2016)

NÃO sei se a poesia perdeu sua importância cultural. Acho que não perdeu. Uma coisa é a cultura de massa, a badalação em torno de bobagens que preponderam na nossa sociedade. Outra coisa é a verdade, a verdadeira arte, a verdadeira poesia, os verdadeiros valores.
A poesia, mais do que nunca, é fundamental para as pessoas exatamente porque elas vivem uma vida alucinada em que todo valor é banalizado. Então, as pessoas recorrem à poesia. É claro que não é a maioria, mas nunca foi a maioria. Em época alguma do mundo a maioria procurou a poesia.”



“A ARTE é inútil no sentido das coisas práticas e pragmáticas. Mas ela não é inútil no sentido mais amplo da palavra, porque o que ajuda as pessoas a viver não é inútil.”




A ARTE existe porque a vida não basta.”







A poesia tem alguma finalidade?
(em entrevista a Pedro Maciel, ‘A morte é o nada’, Folha de S.Paulo, 11/12/2016) 
“CLARO! Para início de conversa, a poesia é uma coisa necessária para quem faz e para quem lê. Seria fora de propósito que se fizesse alguma atividade humana desnecessária. As coisas são realizadas porque são necessárias de alguma maneira. O número de pessoas que se interessa por poesia evidentemente não é o mesmo daquelas que gostam de futebol, mas tem um público que precisa de poesia.”



“UMA parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente”



UMA parte de mim é só vertigem: outra parte, linguagem.”



UMA parte de mim pesa, pondera: outra parte delira...”



“NÃO quero saber do sofrimento, quero é felicidade. Não gosto de fazer lamúrias. Uma vez, discuti feio sobre determinada situação. Fiquei sozinho em casa, cheio de razão e triste pra cacete. Então, pra que querer ter sempre razão? Não quero ter razão. Quero é ser Feliz!”



TENHO que baixar a voz
Porque,
Se falo alto,
Não me escuto”

***

Fontes de consulta: PENSADOR, Frases e Pensamentos; livros, jornais e fontes da Internet.






Observação:

AQUI, o meu propósito é reunir material de interação social significativa que gere autorreflexão e, quem sabe, a conversação, usando as palavras para o conhecimento útil, aquele que, segundo Sócrates, nos torna melhores. É nessas buscas que percebo o quão incompleto é o conhecimento humano.

Quem sabe, algumas vezes poderei estar correndo o risco de atribuir frases não correspondentes a um ou outro pensador mencionado, apesar do meu rigor em relação às fontes de consulta. Neste sentido, o leitor poderá sugerir eventuais correções, contribuindo para o aprimoramento da informação.

Um amigo tranquilizou-me certa vez, mostrando que, mesmo se involuntário de minha parte, o pensamento não corresponder ao do verdadeiro autor, devo considerar o meu propósito e a essência da ideia.

Por outro lado, de cada autor, sintetizo apenas os pensamentos com os quais me identifico mais.


Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, março 2018





* Edição: Guilherme Rodrigues

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