sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Plâncton luminescente cria espetáculo para canoeiros do ‘Poseidon’: água se transforma em oceano de estrelas



Nesta quinta-feira, dia 7 de janeiro de 2016, treinávamos próximo à Ilha das Palmas, em Santos (SP), quando, inusitadamente, fomos surpreendidos com o mar brilhando. Foi uma emoção indescritível. Nós, canoeiros-aprendizes da ‘Poseidon Canoagem Havaiana’, ficamos impressionados com aquela belíssima expressão da Mãe Natureza! Quanto mais a gente mexia na água, mais ela brilhava. Felipe, o capitão da canoa, parecia uma criança com um novo brinquedo, fascinado com a experiência. Não resistindo, mergulhou nas águas para brincar com os ‘pontos brilhantes’. Outros canoeiros o seguiram. Daí a inevitável pergunta: ‘Por que o mar está brilhando?’ 

Segundo o que li, algumas espécies do plâncton, organismos (animais ou vegetais) aquáticos minúsculos, se autoiluminam ao serem incomodadas. Mas há também outra explicação: apesar de fascinante, o brilho pode ser sinal de poluição; colocar uma determinada espécie do plâncton sob estresse pode dar origem a um dos fenômenos mais emocionantes do planeta. Esses organismos emitem luz seja pelo marulhar das ondas ou pela perturbação causada na água por pranchas de surf ou outros objetos.


Segundo biólogos marinhos, apesar da beleza, esse fenômeno, apelidado de ‘mar brilhante’, é preocupante, pois o brilho é um indicador da proliferação de um organismo unicelular denominado ‘Noctiluca scintillans’, que pode causar irritação na pele. A ‘Noctiluca’ (que significa ‘lanterna brilhante’) parece uma alga, mas, tecnicamente, pode funcionar como animal ou planta. Trata-se de um organismo formado por uma única célula, que se alimenta de plâncton e é ingerido por outras espécies.

De acordo com a oceanógrafa Samantha Joye, da Universidade da Geórgia, esse tipo de proliferação, que está crescendo no mundo todo, é desencadeado por poluição agrícola, que pode ser devastadora para a vida marinha e para a pesca local. O plâncton e a ‘Noctiluca’ se tornam mais abundantes quando o nitrogênio e o fósforo de escoamentos agrícolas aumentam.


Quando digo a amigos que gosto de remar à noite, alguns estranham. ‘Não é melhor remar durante o dia?’ Daí eu tento lhes falar sobre a emoção de navegar à noite, com o silêncio que lhe é peculiar, observando o pôr do sol, a lua e as estrelas, peixes pulando fora d’água, o som das águas, o cheiro da água salina... Enfim, a noite parece mais propícia para abraçarmos o mar e sentir sua poderosa presença, que tem a capacidade de nos aquietar, nos deixar serenos, oferecendo-nos sensações e experiências indescritíveis. O mar tem também o poder de nos elevar transcendentalmente para encontrar nosso Espírito Guardião, nosso Anjo da Guarda, nosso Santo de Devoção... O resultado disso tudo é a alegria e a gratidão tão grandes que enchem a nossa Alma. Mar, poderosa força da Natureza: é um enorme privilégio ter a ventura de navegar em suas Abençoadas Águas! Aloha! Imua! Mahalo! 

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. “Os recentes ataques de águas-vivas registrados no sul do país reacendem uma antiga preocupação de banhistas da Baixada Santista, já acostumados a se deparar com o animal marinho no litoral, principalmente nesta época do ano, quando a água do mar está mais quente. Mas o biólogo chefe do Aquário de Santos, Alex Ribeiro, revela que a espécie que costuma ser vista em nosso litoral não oferece risco para o banhista.” Fonte: jornal A Tribuna de Santos, 8/1/2006

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