segunda-feira, 12 de março de 2012

UNIVERSIDADE DO FUTURO: É POSSÍVEL CONCILIAR CONTEÚDO ESCOLAR E AUTOCONHECIMENTO?

A necessidade de redesenhar seus currículos para estabelecer uma ligação direta com os dilemas pessoais e éticos mais urgentes do estudante

Imagem: http://miojoindie.com
AULAS SOBRE A IMPORTÂNCIA da delicadeza, serenidade, perdão, humildade, caridade, reconciliação, solidariedade, tolerância, superação, equilíbrio emocional, transformação, autoconhecimento..., temas perfeitamente adequados para serem conciliados com qualquer disciplina ou estágio escolar. Ou seja, para a promoção de virtudes essenciais ao bem-estar, tornando a atividade de ensino também uma atividade terapêutica. Por que não criar uma disciplina para desenvolver temas ligados à filosofia da vida cotidiana?... É que o ensino convencional ignora nosso desejo de autorrealização, sabedoria, amor, crescimento interior...

Conforme coloca John Stuart Mill, um dos defensores vitorianos dos objetivos da educação: “O propósito das universidades não é produzir advogados, médicos ou engenheiros competentes. É criar ‘seres humanos’ capazes e cultos”. Ou, como revela Matthew Arnold, uma educação cultural adequada deveria inspirar em nós “um amor pelo vizinho, um desejo de acabar com a confusão humana e diminuir sua miséria”. Em seu nível mais ambicioso, acrescenta Arnold, a educação deveria engendrar nada menos que a “nobre aspiração de tornar o mundo melhor e mais feliz do que quando o encontramos”. Ambas as citações encontram-se na obra que ora finalizo de ler: “Religião para ateus” (capítulo Educação), de Alain de Botton, nascido em 1969 em Zurique (Suíça) e formado pela tradicional Universidade de Cambridge.

Segundo Alain de Botton, o que une afirmações tão ambiciosas e sedutoras é sua paixão – e seu caráter vago. “Raras vezes fica claro como a educação poderia encaminhar os estudantes para a generosidade e a verdade e afastá-los do pecado e do erro, embora seja difícil não consentir passivamente com essa noção inspiradora, dada sua familiaridade e sua absoluta beleza”, diz.

Para Alain, independentemente da retórica ensaiada nos folhetos, a universidade moderna parece ter muito pouco interesse em ensinar aos alunos quaisquer aptidões emocionais ou éticas.

NOVA ERA

“A chegada de uma nova era requer que muitos seres humanos estejam preparados para ela. Vocês que estão neste caminho vêm trabalhando para esse propósito há muitos anos, estejam ou não conscientes disso. Vocês vêm eliminando as impurezas. E assim se tornam disponíveis a uma força poderosa que vem sendo liberada no universo – o universo interior”, escreve Eva Pierrakos em “O caminho da autotransformação”.

O QUE É A NOVA PESSOA?

Na opinião de Pierrakos, a nova pessoa é sempre um receptáculo da inteligência universal, a consciência divina, que permeia cada partícula do ser e da vida. “A nova pessoa não opera a partir do intelecto habitual. Por muitos séculos, o intelecto teve de ser cultivado para cumprir seu papel como importante ponto de apoio na evolução da humanidade. Agora, porém, essa ênfase foi longe demais. Isso não significa que você deva retornar à ‘natureza do desejo’ puramente cega, emocional; antes, significa que você deve abrir-se para um reino superior de consciência dentro de você e deixá-lo desdobrar-se”.

Ao longo da evolução, prossegue a autora, houve um período em que foi tão difícil para as pessoas descobrirem a habilidade de pensar, de ponderar, de discriminar, de fixar o conhecimento, de lembrar, em suma, de usar todas as faculdades mentais, como agora parece difícil entrar em contato com o Eu superior.

“A nova pessoa estabeleceu um equilíbrio novo no sistema interior. O intelecto não deve ser excluído; ele é um instrumento que deve estar a serviço, unificar-se com a consciência maior. Por muitas eras, as pessoas acreditaram que as faculdades intelectuais eram a forma por excelência do desenvolvimento, e algumas ainda acreditam nisso hoje em dia. Assim, não fazem nenhuma tentativa de ir além e de descer profundamente em sua natureza interior para encontrar tesouros mais valiosos”, escreve Pierrakos.

Passou o tempo de o indivíduo viver apenas para uma pequena vida egoísta, imediatista, revela a autora. “Isto não pode mais continuar. Aqueles que insistem nesse caminho fecham-se para um poder capaz de tornar-se destrutivo numa mente que ainda está atrelada ao egoísmo. Porque esse egoísmo vem da falsa crença de que você só é feliz quando é egoísta, e infeliz quando é altruísta. Essa falsa crença é um dos primeiros mitos que você precisa analisar e desafiar”, explica.

Pierrakos revela também: “Você está criando uma nova vida para você mesmo e para o seu meio, uma vida de uma espécie que a humanidade ainda não conhece. Você está se preparando para ela, outros estão se preparando para ela, aqui e lá, em todo o mundo, silenciosamente”.

“Vemos os caminhos do intelecto, mas não vemos o caminho do amor. O caminho do amor não é encontrado por meio do intelecto. O intelecto, com todas as suas ramificações, seus desejos, ambições e buscas, precisa acabar para que o amor ganhe vida. Você sabe que, quando amamos, cooperamos, sem pensar em nós mesmos. Essa é a mais alta forma de inteligência, não quando se ama como alguém superior, ou quando se está em uma boa posição, porque isso nada mais é do que medo. Quando há interesses pessoais, não pode haver amor; há apenas um processo de exploração, nascido do medo. Assim, o amor só pode existir quando a mente está ausente”, salienta o indiano Jiddu Krishnamurti, 1895/1986, em sua obra “A primeira e última liberdade”.

Em “A riqueza do mundo”, Lya Luft escreve: “Origem, dinheiro ou tom de pele vão interessar menos do que caráter e lealdade; produtividade e competência, menos do que a visão de mundo e a abertura para o outro; a máquina importará tanto quanto o sonho; a hostilidade não vai esmagar a esperança, e não teremos de dominar o outro tentando construir uma civilização. Podemos aprender a ser um pouco mais sábios e aplaudir os parceiros, os que se dão as mãos, não os instigadores de ódio e violência, nem os que ambicionam mais poder a qualquer custo, seja sob que pretexto ou bandeira for”.

Para Lya, parece longo e complicado o caminho para uma relativa harmonia entre nós, habitantes do planeta que em tantas coisas se moderniza, onde arte, ciência, tecnologia produzem maravilhas: o ser humano em alguns aspectos continua primitivo.

“Família, escola e sociedade deveriam nos ajudar a desenvolver o distanciamento crítico e a capacidade de avaliar – para poder escolher. Mas, embora nossas escolas se queiram tão modernas, não é o que em geral acontece. Pensamento independente, curiosidade, questionamento estorvam e assustam pais e professores. Preferimos deixar como está e nivelar por baixo. É como nos tornamos membros da vasta seita da mediocridade”, argumenta essa autora.

VIVER NÃO FAZ PARTE DO CURRÍCULO

Em “Religião para ateus”, Alain de Botton conta que, quando a crença religiosa começou a se fragmentar na Europa, no início do século XIX, questões angustiantes foram levantadas, como, na ausência de um arcabouço cristão, as pessoas conseguiriam encontrar sentido, compreender a si mesmas, comportar-se de maneira moral, perdoar seus colegas humanos e confrontar a própria mortalidade. Em resposta, diz o autor, uma influente facção sugeriu que as obras culturais poderiam, dali em diante, ser consultadas no lugar dos textos bíblicos. A cultura poderia substituir a Escritura.

“Romances e narrativas históricas podem habilmente transmitir instrução moral e edificação. Grandes pinturas de fato fazem sugestões a respeito de nossas necessidades de felicidade. A filosofia pode, de maneira proveitosa, lidar com angústias e oferecer consolação. A literatura pode transformar nossa vida. Equivalentes às lições éticas da religião se espalham pelo cânone cultural”, observa Botton.

Para esse autor, ao mesmo tempo em que as universidades conquistaram uma competência sem paralelos na transmissão de informação factual acerca da cultura, elas permanecem de todo desinteressadas em treinar os estudantes para usá-la como repertório de sabedoria – com esse último termo referindo-se a um tipo de conhecimento relacionado a coisas que não apenas são verdadeiras, mas intrinsicamente benéficas, um conhecimento que se prova reconfortante para nós quando confrontados pelos infinitos desafios da existência, de um patrão tirânico a uma lesão fatal no fígado.

“Muitos ateus têm-se oposto de tal forma ao conteúdo da crença religiosa que deixaram de apreciar seu objetivo geral inspirador e ainda válido: fornecer aconselhamento bem-estruturado sobre como conduzir nossa vida”, comenta o autor.

Para Botton, construímos um mundo intelectual cujas instituições mais celebradas raras vezes consentem em perguntar, quanto mais responder, sobre as questões mais sérias da alma. “Para lidar com as incoerências da situação, poderíamos reformar nossas universidades e eliminar campos como história e literatura, que, no fim das contas, são categorias superficiais que, ainda que cubram um material valioso, em si mesmas não percorrem os temas que mais atormentam e atraem nossa alma”.

“TRANSFORMANDO VIDAS, ATENDENDO NECESSIDADES, CONSTRUINDO CARREIRAS...”

Imagem: http://planetasustentavel.abril.com.br
As universidades redesenhadas do futuro, segundo Alain de Botton, recorreriam ao mesmo rico catálogo de cultura tratado por suas equivalentes tradicionais, promovendo o estudo de romances, histórias, peças e pinturas, mas ensinariam esse material visando iluminar a vida dos estudantes, em vez de apenas estimulá-los a atingir objetivos acadêmicos. “Anna Karenina e Madame Bovary seriam, desse modo, alocados em um curso sobre as tensões do casamento, e não em um outro, focado em tendências narrativas na ficção do século XIX, da mesma maneira que as recomendações de Epicuro e Sêneca apareceriam no currículo de um curso sobre morrer, e não em uma pesquisa acerca da filosofia helenística”, analisa.

Para Botton, seria exigido que os departamentos confrontassem diretamente as áreas mais problemáticas de nossa vida. “Ideais de assistência e transformação, que hoje pairam de maneira fantasmagórica sobre discursos em cerimônias de formatura, ganhariam forma e seriam explorados em instituições laicas com a mesma abertura com que são nas religiosas. Haveria aulas sobre, entre outros tópicos, estar sozinho, reavaliar o trabalho, melhorar as relações com as crianças, reconectar-se à natureza e enfrentar doenças. Uma universidade interessada nas verdadeiras responsabilidades dos artefatos culturais dentro de uma era secular estabeleceria um Departamento de Relacionamentos, um Instituto de Morrer e um Centro para o Autoconhecimento. Dessa forma, a educação secular começaria a superar os medos que associa à relevância e redesenharia seus currículos para estabelecer uma ligação direta com nossos dilemas pessoais e éticos mais urgentes”, considera o autor.

EDUCAÇÃO E ALTRUÍSMO

“É quase inacreditável constatarmos que estamos na era da informática, da transmissão de dados via satélite, do genoma, da robótica, mas estamos no tempo da pedra na atuação do Eu como gestor psíquico”, escreve o psiquiatra Augusto Cury em “O código da inteligência”.

Para esse cientista, o grande problema é que o sistema educacional é falho e superficial. “Escolas do mundo todo ensinam as crianças e jovens a estudar o imenso espaço que nunca pisarão, mas não os terrenos das perdas, das crises, dos desafios e das contrariedades existenciais. Mesmo as pessoas que mais nos amam podem contrair e não expandir nossas habilidades resilientes”.

Outro ponto interessante para Cury é que educamos mais pela eloquência do silêncio do que pela eloquência das palavras. Os líderes e educadores que enfatizam as palavras falharão. Lembre-se, devemos educar sempre e, se necessário, usar as palavras.

“Coloquem os jovens dentro de uma sala de aula durante mil anos e transmitam-lhes trilhões de informações e enfiem na cabeça deles todos os livros do mundo. Ao receberem o diploma estarão aptos pra fazer guerras, destruir e se autodestruir. Coloquem-nos nos desertos sociais durante um ano, onde participam cuidando, amparando e aliviando a dor dos outros, que sairão preservando a vida. As crianças e adolescentes deveriam, sempre que possível, participar de atividades em creches, hospitais, asilos, instituições que cuidam de crianças com câncer, associações que preservam a natureza”, avalia o autor.

Cury fala que a educação amalgamada à ética e ao altruísmo constrói o sujeito solidário, magnânimo, aberto, contribuindo para a consciência da condição humana e para o “aprendizado da vida”. Para ele, é uma educação que estimula a aptidão crítica e a autocrítica do sujeito, que pode ajudar a nos tornarmos melhores, se não mais felizes. É uma educação que nos ensina a assumir a parte prosaica e viver a parte poética de nossa vida, conforme cita E. Morin em “Os sete saberes necessários à educação do futuro”, relatório feito a pedido da UNESCO, 2000.

Ele diz ainda que ensinar a sensibilidade é mais importante do que ensinar núcleo atômico ou forças do universo. “É estudar o mais fundamental de todos os universos, o psíquico, é investigar o mais fundamental e invisível de todos os núcleos: o intelecto. Decifrar a linguagem da sensibilidade é refinar a arte de sentir, inspirar, aspirar, ver, perceber. Mas não somos treinados nessa expertise. Priorizamos o acúmulo de informações e não o debate. Priorizamos respostas prontas e não a arte da dúvida”.

ILUSTRES PROFESSORES

“Como psiquiatra e pesquisador da psicologia, não me curvaria diante de celebridades e autoridades, mas me curvo diante dos professores”, revela Augusto Cury. Para ele, apesar de terem trabalhos tão ou mais dignos do que os psiquiatras e juízes, os professores não são reconhecidos socialmente na estatura que merecem.  “O desprestígio dos professores é um fenômeno universal, atinge países ricos, emergentes e pobres. A sociedade moderna tem uma dívida impagável com os mestres e mestras. Apesar de serem profissionais nobilíssimos, os professores estão inseridos em um sistema educacional doente, falido, cambaleante”.

Segundo Cury, muitos profissionais da educação querem mudar o sistema, mas não têm meios ou cacife para isso. O sistema impõe um monólogo em sala de aula, um conteúdo programático extenso e fechado e um regime rígido de provas. Esse pesquisador julga que mais de 95% das informações que são transmitidas aos alunos não serão lembradas ou utilizadas.

Em sua opinião, a juventude mundial tem sido treinada sistematicamente a decifrar o código da passividade. “A educação que faz da memória um depósito de informações é prejudicial à formação da personalidade, gera doenças e não a saúde psíquica. Tem muito mais chances de gerar algozes do que altruístas”.

PROTEÇÃO DA ALMA SOB O PATROCÍNIO DE INSTITUIÇÕES

“Precisamos de instituições para estimular e proteger aquelas emoções que estamos inclinados a cultivar, mas às quais, sem uma estrutura de apoio e um sistema de lembretes ativos, não dedicamos tempo porque somos distraídos e indisciplinados demais”, revela Alain de Botton.

Para esse escritor, aqueles de nós que não têm religião nem crenças sobrenaturais ainda precisam de encontros regulares e ritualizados com conceitos como amizade, comunidade, gratidão e transcendência. “Não podemos depender de nossa capacidade de chegar a eles sozinhos. Precisamos de instituições que nos lembrem de que necessitamos deles e que os apresentem em embalagens atraentes – assegurando, assim, o fortalecimento dos lados mais esquecidos e não autoconscientes de nossa alma”.

Botton acrescenta que Auguste Comte, 1798-1857, esperava que as escolas e as universidades seculares pudessem se tornar os novos educadores da alma, transmitindo aos alunos lições éticas, e não somente informação, mas percebeu que o capitalismo, no fim, sempre favoreceria uma força de trabalho capacitada, obediente e não introspectiva, em detrimento de uma inquisitiva e equilibrada em termos emocionais.

O objetivo da obra “Religião para ateus”, segundo o autor, foi identificar algumas das lições que podemos extrair das religiões: gerar sentimentos de comunidade, promover a delicadeza, cancelar a atual tendência a veicular apenas valores comercias na publicidade, selecionar e fazer uso de santos seculares, repensar as estratégias das universidades e nossa abordagem em relação à educação cultural, redesenhar hotéis e spas, reconhecer nossas necessidades infantis, abdicar de parte do nosso otimismo contraproducente, adquirir perspectiva por meio do sublime e do transcendente, reorganizar museus, utilizar a arquitetura para preservar valores – e, finalmente, unir os esforços dispersos dos indivíduos interessados na proteção da alma e organizá-los sob o patrocínio de instituições.

Para finalizar, recorro a Augusto Cury, ao seu código da inteligência:

“É preferível ter uma memória mediana, mas que procura desenvolver a intuição criativa, libertar o imaginário, o altruísmo, a autocrítica, o gerenciamento da psique, do que ter um córtex cerebral privilegiado e não saber o que fazer com o estoque de dados arquivados. Há pessoas que são bibliotecas ambulantes, têm vários cursos universitários, mas não são criativas, não sabem proteger sua psique e nem trabalhar com sabedoria as intempéries da vida. Ao buscar a excelência nos outros, temos de entender que não há pessoas destituídas de inteligência, mas pessoas que não aprenderam a decifrar os códigos que libertam seu potencial intelectual. Não há pessoas mentalmente medíocres, mas mentalmente inertes, conformistas, paralisadas pelo medo de ousar”.

Cury simplifica a reflexão aqui proposta sobre a universidade do futuro: “Nossa mente é muito complexa e exige uma educação também complexa, muito mais do que a educação simplista de transmitir milhões de  informações para abarrotar a memória de informações”.

Por mais complexo que pareça este tema, há em mim a esperança de algum professor, algum diretor de uma pequena escola infantil, pessoas sensíveis a esta causa, poderem aplicar, quem sabe, alguns destes conceitos em suas práticas de ensino. Estou certo de haver um número expressivo de professores idealistas que teriam muito a acrescentar neste artigo sobre as suas vivências e conquistas no plano da conciliação de conteúdos programáticos escolares com a educação mais ampla do jovem para a vida.

Quem de nós, ao longo de nossa trajetória escolar, pode esquecer alguns dos grandes mestres que se transformaram em verdadeiros ídolos e referências pessoais em nossa vida?...

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EM RAJASTHAN, na Índia, uma escola extraordinária ensina mulheres e homens do meio rural - muitos deles analfabetos - a se tornarem engenheiros solares, artesãos, dentistas e médicos nas suas próprias aldeias. Chama-se Universidade dos Pés Descalços, e o seu fundador, Bunker Roy, explica no vídeo abaixo como funciona.

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Revisão do texto: Márcia Navarro Cipólli, navarro98@gmail.com

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