sábado, 21 de julho de 2018

EPIFANIA, INTUIÇÃO... UMA PRÁTICA DA RELIGIOSIDADE


Meu registro de uma experiência pessoal neste sentido
Tom Simões



RELIGIOSIDADE significa a capacidade do indivíduo possuir disposição ou tendência para refletir sobre o sentido da Divindade, o sentido transcendental da existência, seja qual for a religião. O transcendental refere-se ao que está acima da razão, a uma experiência sublime.

Numa noite desta semana, eu conversava com dois jovens, nadadores, um de cada vez, em momentos diferentes, e pela primeira vez... No clube esportivo, onde treino. Eu prosseguia falando, entusiasmado, com um sobre o mercado profissional e com o outro sobre os benefícios dos exercícios de respiração, com base na ciência iogue, ao notar o interesse de cada um com a oportunidade surgida. É claro que não forçava o diálogo, para não me tornar um chato, inconveniente... Eu cuidava para que cada rapaz mostrasse interesse em participar, interrogando-me, se fosse necessário! Quando a gente tem essa consciência, sai leve de uma conversa, quando produtiva. E dá para sentir de verdade quando o interlocutor também aprecia o diálogo.
Estou lendo pela primeira vez um livro digital, ‘O poder de uma boa conversa’, de autoria de Alexandre Henrique Santos. No dia seguinte à conversa com os dois jovens, retomando a leitura da obra, eu tinha parado justamente antes de um trecho, que viria a seguir, abordando coincidentemente ‘Conduzir não é querer ser mestre ou guru. O conhecimento é uma construção decorrente do trabalho coletivo, somos todos mestres e todos somos alunos, simultaneamente”. Pensei, ‘que incrível’! Imediatamente ligando a leitura à conversa com os dois jovens, no dia anterior.
Não, não, leitor, não foi a primeira vez que experimentei uma ‘coincidência’ como essa... Algo que nos faz entender o sentido da ‘epifania’, dessa ‘intuição sagrada’... Essa é uma experiência a mim recorrente. As pessoas costumam se referir às suas intuições como algo natural, sem refletir profundamente a que se deve tal experiência. A epifania é uma revelação manifestada a partir de algo inesperado; trata-se de uma percepção intuitiva. Aquela ideia genial resultou de uma epifania, ‘a revelação de Deus ou sua manifestação’. Há algo que cita: ‘O Senhor se revela a todas as gentes’. Deus se revela assim, de modo particular, em cada um de nós, quando deixamos a Ele as portas abertas do coração.
A lição ajustou-se! Ao continuar a leitura da obra, fui absorvendo o aprendizado com base na conversa do dia anterior. A sensação que tenho em circunstâncias como essa é de receber retorno das instâncias superiores, para enriquecer os meus bons propósitos com a vida.  

Uma boa conversa é um ato de confiança no futuro, escreve o autor do livro.  “Daí que a melhor recompensa consiste na oportunidade momentânea de servir. [...] Ao se despedir do outro, o artífice da boa conversa, automaticamente, se esquece do bem que talvez tenha praticado, embora relembre com gratidão a oportunidade da conversa e os benefícios que recebeu”. Como não associar tudo isso ao dia anterior?

Para o autor da obra, o conversador, mesmo quando lidera, quer conversar, e não catar seguidores, arregimentar adeptos ou simpatizantes. Sua liderança, sempre ocasional e passageira, transcorre em uma sincera confirmação da troca e da permuta, e nunca como negação delas.

Certamente algum leitor identificar-se-á de alguma forma com o que estou escrevendo: uma percepção da epifania, da intuição sagrada. Outros leitores poderão duvidar! Mas essa é uma experiência muito particular, que não cabe a ninguém convencer. É difícil falar sobre isso. Então, é acreditar ou não acreditar. Feliz de quem se identifica e já despertou nesse sentido.

O que é epifania

Lê-se em https://www.significados.com.br/epifania/ que epifania significa aparição ou manifestação de algo, normalmente relacionado com o contexto espiritual e divino. “Do ponto de vista filosófico, a epifania significa uma sensação profunda de realização, no sentido de compreender a essência das coisas. Ou seja, a sensação de considerar algo como solucionado, esclarecido ou completo. Epifania também pode ser considerado como um ‘pensamento iluminado’, tido como uma inspiração divinal que surge em momentos de impasse e complexidade, solucionando as frustrações e dúvidas sobre determinada angústia”, cita o veículo.
Neste contexto, a epifania também é uma aparição, pois conseguimos enxergar algo que possivelmente sempre esteve perto e não víamos por imaturidade.

Recentemente, recebi algo, através do WhatsApp, do qual não recordo a autoria, que favorece toda essa ideia, que diz assim: “À medida que nossa consciência avança através das Dimensões Superiores, ela adquire um potencial criador maior. Uma vez adentrada a Quinta Dimensão, a consciência de um único ser humano, através de seu pensamento e desejo, pode criar mais que milhares de pessoas que ainda estão vibrando em Três Dimensões. O pensamento consciente cria muito mais que as mãos e a mente presas à velha energia. Você que já despertou e que está lendo isto, tenha a certeza que a sua mente já pode criar muito mais do que possa imaginar”.

Algo me leva a crer que, ‘quando o propósito é relevante, o Mestre aparece’. Essa ‘Voz’ também se expressou no dia posterior à conversa com os jovens, quando eu lia a biografia de Nikola Tesla, 1856-1943, inventor austríaco, ao me deparar com um de seus sábios pensamentos: “El instinto es algo que trasciende el conocimiento”.

“O conhecimento é uma construção decorrente do trabalho coletivo; somos todos mestres e todos somos alunos, simultaneamente. Se alguém aprende mais ou ensina mais, o que é quase inevitável que aconteça, está bem. Não existe diferença alguma entre dar e receber. Para a facilitação, os dois verbos têm iguais conotação e valor. [...] No estado da arte da boa conversa inexistem condutores e conduzidos; há empatia, há ressonância: um conversador facilita outro conversador”, enriquece-nos o autor de ‘O poder de uma boa conversa’. Tento decifrar então a relação entre o progresso pessoal de cada um de nós e o reflexo na Consciência Universal. Nós temos muitas oportunidades de compreender a mente universal, aprendendo a percebê-la para responder adequadamente ao nosso propósito nesta existência.  

Você, leitor, já teve consciência de uma epifania? Qual foi a descoberta que fez nesse momento? O que sentiu e como lidou com ela? Considerou-a como uma simples intuição, e ponto encerrado...? Como foi? Divida a experiência com a gente!


3 comentários:

  1. Olá Tom! Concordo plenamente com o que diz. Tenho vivido alguns momentos em que, após uma conversa com algum(a) amigo(a), em que tento transmitir um ponto de vista nalguma situação, nomeadamente de que o universo é bastante mais sábio do que nós e que existem situações que, embora não as entendamos no momento, viremos a entendê-las mais à frente, tem acontecido constantemente, no dia seguinte à conversa, surgir algum tipo de texto que corrobore exatamente a situação que tentei clarificar na véspera. Isso acontece em situações em que eu tentei ajudar, e em situações em que a ajudada fui eu (e lá vem o texto a reforçar o que me foi dito). Tenho para mim que nada na vida tem só um sentido. Isto é, uma situação surge sempre para os dois lados. Por mais que pensemos que alguém nos está a criar algum tipo de impacto, devemos ter a consciência de que estamos com toda a certeza a criar também um impacto do outro lado. Ainda que possa ser em questões totalmente diferentes. Tem a ver com o equilíbrio do universo.
    Gostei muito do seu texto e a minha intenção é dizer-lhe que espelha também a minha experiência. Andreia Nogueira

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  2. Tenho algumas experiências ditas como "epifania", via de regra parafraseando Einstein, elas ocorrem quando pensamos muito em algo sem contudo atinarmos a uma solução, porém logo após em nos desvincilhando momentaneamente desta ideia fixa...Voilá, eis que a verdade ou a solução para o problema nos é revelado, pela via da inspiração, de qualquer forma isto só ocorre na medida e proporção a que nos dispomos com interesse.

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  3. Luiz Carlos Ribeiro25 de julho de 2018 19:02

    Boa noite caroTom á 20 anos ocorreu algo parecido comigo. Ao sair do trabalho por volta das 15:00 hs, me sentia um pouco vazio e meio sem direção. Decidi tomar uma cerveja em um bar ñ habitual conhecendo assim um Sr com mais ou menos a mesma idade que eu na época, conversamos sobre vários assuntos até que ele começou a falar de problemas particulares a respeito de sua vida. À princípio fiquei só ouvindo se saber o que dizer pra ajudar. Então pensei: acho que fui colocado aqui só pra escutar mesmo. Mas de repente comecei à falar com uma fluência que ñ era habitual, o fato é que o rapaz depois de algum minutos me disse; puxa vida! Tô fazendo terapia em grupo já à três meses e ñ houvi nada de tão interessante como o houvi de vc nessa meia hara de conversa, esteja certo de que me ajudou muito. Ñ sei se o ajudei de fato pois nunca mais o vi. Mas sai daquele bar me sentindo completo e uma felicidade inexplicável. Foi uma experiência ímpar.

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