terça-feira, 15 de maio de 2018

José Saramago, 1922 – 2010


Escritor português. Foi galardoado com o ‘Prêmio Nobel de Literatura’ de 1998. Também ganhou, em 1995, o ‘Prêmio Camões’, o mais importante prêmio literário da língua portuguesa.
Saramago foi criador de um dos universos literários mais sólidos do século XX; uniu a atividade de escritor com a de homem crítico da sociedade, denunciando injustiças e se pronunciando sobre conflitos políticos de sua época, tendo sido membro do Partido Socialista Português.
Como citado em https://www.infoescola.com/escritores/jose-saramago/, sua felicidade era notória e talvez resultasse de saber-se finito, referindo-se com frequência à ideia da morte, inclusive tendo dito à beira de um penhasco: “se caio e aqui me mato acabou-se, não farei mais livros”. Assim insistia Saramago na necessidade de ter tempo e vida! Ter prêmio, novela, filme, glória, fama não lhe trazia a plena realização. Despido de vaidades, dizia que até mesmo ser vencedor do Prêmio Nobel era pouco e insignificante em relação ao Universo.







Segundo https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=10569, a obra ‘Ensaio sobre a cegueira’ é a fantasia de um autor que nos faz lembrar ‘a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam’. José Saramago nos dá, ali, uma imagem aterradora e comovente de tempos sombrios, à beira de um novo milênio, impondo-se à companhia dos maiores visionários modernos, como Franz Kafka e Elias Canetti. Cada leitor viverá uma experiência imaginativa única. Num ponto onde se cruzam literatura e sabedoria, José Saramago nos obriga a parar, fechar os olhos e ver. Recuperar a lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor e de cada leitor, diante da pressão dos tempos e do que se perdeu: ‘uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos’.
Nessa obra se destacam tanto os valores sociais que o autor quer condenar - como a crueldade, o egoísmo, o consumismo e a competição, quanto os valores que pretende que prevaleçam como o respeito ao outro, a dignidade, a coragem, a solidariedade e a convivência.






Um dos pontos destacados pelo site ‘InfoEscola Navegando e Aprendendo’ é que, aos 84 anos, Saramago dizia que a morte não lhe assustava, porém a ideia da impermanência sim, pois queria continuar seu trabalho, conviver mais com sua mulher e frutificar a sua felicidade. Com essa percepção, repetia que sua avó não tinha pena de morrer, mas de não estar no futuro, neste mundo que ela achava bonito, e sobre isso ela assim se expressava: ‘o mundo é tão bonito e eu tenho tanta pena de morrer!’.  

José Saramago tornou-se imortal dentro de cada um de nós, com seu pensamento certeiro, suas obras maravilhosas e seu jeito tranquilo de ver a vida.




Pensar, pensar


“ACHO que na sociedade atual
nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de reflexão, que pode não ter um objetivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objetivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, não vamos a parte nenhuma.”



“NUNCA terá sido perdido o dia em que fomos contemplados, ao menos, com um bom conselho.” 


“ESTAMOS usando nosso cérebro de maneira excessivamente disciplinada, pensando só o que é preciso pensar, o que se nos permite pensar.”


“A LEITURA é, provavelmente, uma outra maneira de estar em um lugar.”


“SOMOS todos escritores, só que alguns escrevem e outros não.”


“VIVEMOS para dizer quem somos.”





“OS BONS e os maus resultados dos nossos ditos e obras vão-se distribuindo, supõe-se que de uma maneira bastante uniforme e equilibrada, por todos os dias do futuro, incluindo aqueles, infindáveis, em que já cá não estaremos para poder comprová-lo, para congratularmo-nos ou para pedir perdão; aliás, há quem diga que é isto a imortalidade de que tanto se fala.”

  
“O QUE dá o verdadeiro sentido ao encontro é a busca, e é preciso andar muito para se alcançar o que está perto.”



“OS ÚNICOS interessados em mudar o mundo são os pessimistas, porque os otimistas estão encantados com o que há...”




“HÁ coisas que nunca se poderão explicar por palavras.”





“AS PALAVRAS proferidas pelo coração não tem língua que as articule, retém-nas um nó na garganta e só nos olhos é que se podem ler.”




“É PRECISO variar, se não tivermos cuidado a vida torna-se rapidamente previsível, monótona, uma seca.”


“CADA dia traz sua alegria e sua pena, e também sua lição proveitosa.”

  
Se puderes olhar, vê. Se podes ver, repara.
“RETRATO do desmoronar completo da sociedade causado pela cegueira que aos poucos assola o mundo, reduzindo-o ao obscurantismo de meros seres extasiados na busca incessante pelo poder. Crítica pura às facetas básicas da natureza humana encarada como uma crise epidémica. Mais do que olhar, importa reparar no outro. Só dessa forma o homem se humaniza novamente. Caso contrário, continuará uma máquina insensível que observa passivamente o desabar de tudo à sua volta.”



“RESPONSABILIDADE de quê? 
- A responsabilidade de ter olhos quando os outros perderam.”





“OS POLÍTICOS são a mentira, legitimada pela vontade do povo!”


“SE começássemos a dizer claramente que a democracia é uma piada, um engano, uma fachada, uma falácia e uma mentira, talvez pudéssemos nos entender melhor.”


“MÚSICA de discoteca anima-me e diverte-me, música sinfônica concentra-me, sons da natureza relaxam-me. Contudo, existe um tipo de música que me dá alegria e me motiva: Adoro ouvir a marcha fúnebre, num funeral dum político. Significa que a energia do universo continua a limpeza sobre as almas sujas!”


“QUANDO a esquerda chega ao poder, não usa as razões pelas quais chegou. A esquerda deixa de o ser muitas vezes quando chega ao poder e isso é dramático.”




“SE NÃO disseres nada compreenderei melhor [...], há ocasiões em que as palavras não servem de nada.”


“SE EU estiver a ser sincero hoje, que importa que tenha de arrepender-me amanhã?”


“EU SOU contra a tolerância, porque ela não basta. Tolerar a existência do outro e permitir que ele seja diferente ainda é pouco. Quando se tolera, apenas se concede, e essa não é uma relação de igualdade, mas de superioridade de um sobre o outro. Sobre a intolerância já fizemos muitas reflexões. A intolerância é péssima, mas a tolerância não é tão boa quanto parece. Deveríamos criar uma relação entre as pessoas da qual estivessem excluídas a tolerância e a intolerância.”


“PARA temperamentos nostálgicos, em geral quebradiços, pouco flexíveis, viver sozinho é um duríssimo castigo.”


“NÃO é a pornografia que é obscena, é a fome que é obscena.”


“A PROPÓSITO, não resistiremos a recordar que a morte, por si mesma, sozinha, sem qualquer ajuda externa, sempre matou muito menos que o homem.”



  



Na ilha por vezes habitada

“NA ILHA por vezes habitada do que somos, há noites,
manhãs e madrugadas em que não precisamos de
morrer.
Então sabemos tudo do que foi e será.
O mundo aparece explicado definitivamente e entra
em nós uma grande serenidade, e dizem-se as
palavras que a significam.
Levantamos um punhado de terra e apertamo-la nas
mãos.
Com doçura.
Aí se contém toda a verdade suportável: o contorno, a
vontade e os limites.
Podemos então dizer que somos livres, com a paz e o
sorriso de quem se reconhece e viajou à roda do
mundo infatigável, porque mordeu a alma até aos
ossos dela.
Libertemos devagar a terra onde acontecem milagres
como a água, a pedra e a raiz.
Cada um de nós é por enquanto a vida.
Isso nos baste.”



  


“O ESPELHO e os sonhos são coisas semelhantes, é como a imagem do homem diante de si próprio.”





“HÁ ocasiões que é mil vezes preferível fazer de menos que fazer de mais, entrega-se o assunto ao governamento da sensibilidade, ela, melhor que a inteligência racional, saberá proceder segundo o que mais convenha à perfeição dos instantes seguintes.”





“O QUE as vitórias têm de mau é que não são definitivas. O que as derrotas têm de bom é que também não são definitivas.”





“A CABEÇA dos seres humanos nem sempre está completamente de acordo com o mundo em que vivem, há pessoas que tem dificuldade em ajustar-se à realidade dos fatos, no fundo não passam de espíritos débeis e confusos que usam as palavras, às vezes habilmente, para justificar a sua covardia.”








“A ALEGORIA chega quando descrever a realidade já não nos serve.”





“A VIAGEM não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o visitante sentou na areia da praia e disse:
‘Não há mais o que ver’, saiba que não era assim. O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite, com o sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.”





     
Ele é demais. Lê-lo comove-me, profundamente! Um ser irradiando luz ao mundo, eternamente... Obrigado, Saramago!

(Tom Simões)




Continuemos a desfrutá-lo...



“(...) que os homens são anjos nascidos sem asas, é o que há de mais bonito, nascer sem asas e fazê-las crescer, isso mesmo fizemos com o cérebro, se a ele fizemos, a elas faremos (...)”





“EU ACREDITO no respeito pelas crenças de todas as pessoas, mas gostaria que as crenças de todas as pessoas fossem capazes de respeitar as crenças de todas as pessoas.”




“QUANDO a igreja inventou o pecado, inventou um instrumento de controle, não tanto das almas, porque à igreja não importam as almas, mas dos corpos.”



  


  


“SORRISO, diz-me aqui o dicionário, é o ato de sorrir. E sorrir é rir sem fazer ruído e executando contração muscular da boca e dos olhos.
O sorriso, meus amigos, é muito mais do que estas pobres definições, e eu pasmo ao imaginar o autor do dicionário no ato de escrever o seu verbete, assim a frio, como se nunca tivesse sorrido na vida. Por aqui se vê até que ponto o que as pessoas fazem pode diferir do que dizem. Caio em completo devaneio e ponho-me a sonhar um dicionário que desse precisamente, exatamente, o sentido das palavras e transformasse em fio-de-prumo a rede em que, na prática de todos os dias, elas nos envolvem.
Não há dois sorrisos iguais. Temos o sorriso de troça, o sorriso superior e o seu contrário humilde, o de ternura, o de cepticismo, o amargo e o irônico, o sorriso de esperança, o de condescendência, o deslumbrado, o de embaraço, e (por que não?) o de quem morre. E há muitos mais. Mas nenhum deles é o Sorriso.
O Sorriso (este, com maiúsculas) vem sempre de longe. É a manifestação de uma sabedoria profunda, não tem nada que ver com as contrações musculares e não cabe numa definição de dicionário. Principia por um leve mover de rosto, às vezes hesitante, por um frêmito interior que nasce nas mais secretas camadas do ser. Se move músculos é porque não tem outra maneira de exprimir-se. Mas não terá? Não conhecemos nós sorrisos que são rápidos clarões, como esse brilho súbito e inexplicável que soltam os peixes nas águas fundas? Quando a luz do sol passa sobre os campos ao sabor do vento e da nuvem, que foi que na terra se moveu? E contudo era um sorriso.”



  

“ESTAMOS neuróticos. Não só existe desigualdade na distribuição da riqueza como também na satisfação das necessidades básicas. Não nos orientamos por um sentido de racionalidade mínima. A Terra está rodeada de milhares de satélites, podemos ter em casa cem canais de televisão, mas para que nos serve isto neste mundo onde tantos morrem? É uma neurose coletiva, as pessoas já não sabem o que é que lhes é essencial para a sua felicidade.”










JOSÉ SARAMAGO

A humanidade não merece a vida

Prêmio Nobel português se define como um ‘comunista hormonal’ e afirma que os instintos servem melhor aos animais do que a razão aos homens



O ESCRITOR português José Saramago, 86, disse que ‘a história da humanidade é um desastre’ e que ‘nós não merecemos a vida’. O autor, vencedor do Nobel de Literatura em 1998, participou de sabatina da Folha em celebração dos 50 anos do caderno Ilustrada. O debate, assistido por 300 pessoas em um Teatro Folha lotado, teve como mediador o secretário de Redação do jornal Vaguinaldo Marinheiro. Participaram também, como entrevistadores, o crítico Luiz Costa Lima, a repórter da Ilustrada Sylvia Colombo e Manuel da Costa Pinto, colunista do caderno.



DA REPORTAGEM LOCAL



HUMANIDADE 
A HISTÓRIA da humanidade é um desastre contínuo. Nunca houve nada que se parecesse com um momento de paz. Se ainda fosse só a guerra, em que as pessoas se enfrentam ou são obrigadas a se enfrentar... Mas não é só isso. Esta raiva que no fundo há em mim, uma espécie de raiva às vezes incontida, é porque nós não merecemos a vida. Não a merecemos. Não se percebeu ainda que o instinto serve melhor aos animais do que a razão serve ao homem. O animal, para se alimentar, tem que matar o outro animal. Mas nós não, nós matamos por prazer, por gosto. Se fizermos um cálculo de quantos delinquentes vivem no mundo, deve ser um número fabuloso. Vivemos na violência. Não usamos a razão para defender a vida; usamos a razão para destruí-la de todas as maneiras - no plano privado e no plano público.




MARXISMO HORMONAL 
DESDE muito novo orientei-me para a consciência de que o mundo está errado. Não importa aqui qual foi o grau da minha militância todos esses anos. O que importa é que o mundo estava errado, e eu queria fazer coisas para modificá-lo. O espaço ideológico e político em que se esperava encontrar alguma coisa que confirmasse essa ideia era, é claro, a esquerda comunista. Para aí fui e aí estou. Sou aquilo que se pode chamar de comunista hormonal. O que isso quer dizer? Assim como tenho no corpo um hormônio que me faz crescer a barba, há outro que me obriga a ser comunista.




CRISE ATUAL 
MARX nunca teve tanta razão quanto agora. O trabalho constrói, e a privação dele é uma espécie de trauma. Vamos ver o que acontece agora com os milhões de pessoas que vão ficar sem emprego. A chamada classe média acabou. Ou melhor: está em processo de desagregação. Falava-se em dois anos [para a recuperação da economia depois da crise financeira]; agora já se fala em três. Veremos se Marx tem ou não razão.




DEUS E BÍBLIA 
POR QUE eu teria de mudar [a concepção de Deus após a doença]? Por que supostamente me salvou a vida? Quem me salvou foram os médicos e a minha mulher. E Deus se esqueceu de Santa Catarina? Não quero ofender ninguém, mas Deus não existe. Salvo na cabeça das pessoas, onde está o diabo, o mal e o bem. Inventamos Deus porque tínhamos medo de morrer, acreditávamos que talvez houvesse uma segunda vida. Inventamos o inferno, o paraíso e o purgatório. Quando a igreja inventou o pecado, inventou um instrumento de controle, não tanto das almas, porque à igreja não importam as almas, mas dos corpos. O sonho da igreja sempre foi nos transformar em eunucos. A Bíblia foi escrita ao longo de 2.000 anos e não é um livro que se possa deixar nas mãos de um inocente. Só tem maus conselhos, assassinatos, incestos...




RELAÇÃO COM PORTUGAL 
ESPALHAM por aí ideias sobre minha relação com meu país que não estão corretas. Saímos [Saramago e sua mulher, Pilar] de Lisboa [para a ilha de Lanzarote] em consequência de uma atitude do governo, não do país nem da população. Mas do governo, que não permitiu que meu livro [‘O Evangelho Segundo Jesus Cristo’] fosse inscrito num prêmio da União Europeia. Nunca tive problemas com o meu país, mas com o governo, que depois não foi capaz de pedir desculpas. Nisso, os governos são todos iguais, dificilmente pedem desculpas. Fomos para lá e continuamos pagando impostos em Portugal. Agora temos duas casas. Mudei de bairro, porque o vizinho me incomodava. E o vizinho era o governo português.




ACORDO ORTOGRÁFICO 
EM PRINCÍPIO, não me parecia necessário. De toda forma, continuaríamos a nos entender. O que me fez mudar de opinião foi a ideia de que, se o português quer ganhar influência no mundo, tem de adotar uma grafia única. Se Portugal tivesse 140 milhões de habitantes, provavelmente teríamos imposto ao Brasil a nossa grafia. Acontece que os 140 milhões estão no Brasil, e o Brasil tem mais presença internacional. Perderíamos muito com a ideia de que o português é nosso, nós o tornaríamos uma língua que ninguém fala. Quando acabou o ‘ph’, não consta que tenha havido uma revolução.




LITERATURA BRASILEIRA 
HOUVE um tempo em que os autores brasileiros estavam presentes em Portugal, e em alguns casos podíamos dizer que conhecíamos tão bem a literatura brasileira quanto a portuguesa. Graciliano Ramos, Jorge Amado, os poetas, como João Cabral [de Melo Neto], Manuel Bandeira, essa gente era lida com paixão. Para nós, aquilo representava a voz do Brasil. Agora, que eu saiba, não há nenhum escritor brasileiro que seja lido com paixão em Portugal. Culpo a mim, talvez, por não ter a curiosidade. Mas também não temos a obrigação de descobrir aquilo que nem sabemos se existe.




LEITOR 
O LEITOR me importa só depois que escrevi. Enquanto escrevo, não importa, porque não se escreve para um leitor específico. Há dois tempos, o tempo em que o autor não tinha leitores e o tempo em que tem. Mas a responsabilidade é igual, é com o trabalho que se faz. Agora, eu penso nos leitores quando recebo cartas extraordinárias. É um fenômeno recente. Ninguém escreveu a Camões, mas hoje há essa comunicação, essa ansiedade do leitor.

*


"Em nome de todos os brasileiros, obrigada por existir", disse alto, ao final da sabatina, uma integrante da plateia, enquanto Saramago terminava de falar.


Assista ao vídeo da sabatina
www.folha.com.br/0833310




***


Fontes de consulta: PENSADOR, Frases e Pensamentos; livros, jornais e fontes da Internet.






Observação:

AQUI, o meu propósito é reunir material de interação social significativa que gere autorreflexão e, quem sabe, a conversação, usando as palavras para o conhecimento útil, aquele que, segundo Sócrates, nos torna melhores. É nessas buscas que percebo o quão incompleto é o conhecimento humano.

Quem sabe, algumas vezes poderei estar correndo o risco de atribuir frases não correspondentes a um ou outro pensador mencionado, apesar do meu rigor em relação às fontes de consulta. Neste sentido, o leitor poderá sugerir eventuais correções, contribuindo para o aprimoramento da informação.

Um amigo tranquilizou-me certa vez, mostrando que, mesmo se involuntário de minha parte, o pensamento não corresponder ao do verdadeiro autor, devo considerar o meu propósito e a essência da ideia.

Por outro lado, de cada autor, sintetizo apenas os pensamentos com os quais me identifico mais.


Tom Simões, tomsimoes@hotmail.com, março 2018





* Edição: Guilherme Rodrigues

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