A verdadeira leitura não ocupa o tempo: molda o ser
“Escrevo para poucos —
como tudo o que é essencial.
Há despertares que não se ensinam: irrompem.
O interesse pode ter, sim,
uma base nata.
Há inclinações, curiosidades espontâneas, sensibilidades que parecem brotar sem
esforço.
Mas o interesse também se cultiva, se desperta e se aprofunda ao longo da vida.
Cada um encontra aquilo que, de algum modo, já procura.
Ninguém forma a mente de
outro; no máximo, encontra quem já está em busca.
Talvez seja mais preciso dizer: o interesse começa como uma centelha — ou uma
inclinação natural —, mas só se torna chama quando encontra alimento.
Se poucos me leem, basta.
Apropriando-me do pensamento de Benjamin Franklin: ou produzo algo
digno de ser lido, ou vivo algo digno de ser escrito.
Importa ao leitor sair
melhor do que entrou — mais lúcido, mais preparado, mais consciente.
Recordando Sócrates: só é útil o conhecimento que nos torna melhores.”
***


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