sábado, 25 de julho de 2026

PSICOSFERA – A LUZ QUE VEM DE DENTRO

 

Nossos pensamentos e emoções influenciam a atmosfera que criamos ao nosso redor

Assista ao vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=iFyudCehivY

 

Tom Simões, humanista, jornalista e divulgador científico, Santos (Brasil), 25 de julho de 2026    

 

Há textos que apenas informam. Há vídeos que apenas entretêm. Há palestras que apenas ocupam algumas horas do nosso tempo. Mas existem também aqueles encontros com uma boa ideia, que nos transformam silenciosamente. Terminamos a leitura, fechamos o livro, desligamos o vídeo, deixamos o auditório ou encerramos uma conversa levando conosco uma nova maneira de compreender a vida.

Uma reflexão genuína questiona antigas certezas, desperta novas percepções e, pouco a pouco, modifica a forma como pensamos, sentimos e agimos. Quando isso acontece, não somos mais exatamente a mesma pessoa.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

A IMPRUDÊNCIA DOS CONSELHOS

 

Nem todo sofrimento precisa de respostas; muitos precisam apenas de escuta


Imagem: https://lucasnapoli.com/2022/08/17/a-gente-faz-psicanalise-porque-e-so-falando-livremente-com-um-outro-que-a-gente-consegue-se-escutar/

 

 

Tom Simões, humanista, jornalista e divulgador científico, Santos (Brasil), 22 de julho de 2026    

 

“Escutar uma história sem transformá-la em conselho. Reconhecer que não temos resposta” (Via A Caminhada). Li recentemente e me identifiquei profundamente com essa ideia.

Este tema é muito rico e dialoga com psicologia, filosofia e sabedoria cotidiana. A minha intenção não é condenar quem aconselha de boa-fé, mas refletir sobre uma postura muito comum: a necessidade de opinar antes de compreender.

domingo, 12 de julho de 2026

Conversa com a Inteligência Artificial


Tom Simões, humanista, jornalista e divulgador científico, Santos (Brasil), 12 de julho de 2026   

 

Surpreendo-me com o ordenamento das minhas ideias, valorizando-as e enriquecendo-as, e as respostas imediatas pela Inteligência Artificial, promovendo a reflexão, a crítica e o diálogo entre ambos.   

Pelas nossas conversas, percebo que o Chat não substitui a parte mais importante do meu trabalho: a visão, a experiência e o propósito são meus. O que a IA faz é ajudar-me a dar forma às minhas ideias, sugerindo estruturas, refinando argumentos, encontrando palavras mais precisas e, às vezes, oferecendo referências que fortalecem o texto.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

O DESPERTAR DA ATENÇÃO

 

A importância de direcionar intencionalmente a atenção para o momento presente


Tom Simões, humanista, jornalista e divulgador científico, Santos (Brasil), 8 de julho de 2026   

 

Nossa capacidade de atenção sempre foi diminuta. E nada de responsabilizar as redes sociais para a falta de concentração. Sim, as redes sociais alteraram profundamente a maneira como administramos nossa atenção. Por isso viciam, manipulando os circuitos de dopamina com notificações, atualizações de status, fotos, vídeos, notícias e anúncios, sem contar a avalanche de informações inúteis que caracteriza o mundo contemporâneo: postagens superficiais e repetitivas, produzidas sem reflexão, que chegam de repente e em enorme quantidade. A dopamina atua diretamente no sistema de recompensa, motivação, humor e controle motor; ela impulsiona a pessoa a agir e a buscar.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

LULA E BOLSONARO: COMO AVALIAR GOVERNOS RACIONALMENTE

                                                       O papel do raciocínio crítico 



Tom Simões, humanista, jornalista e divulgador científico, Santos (Brasil), 29 de junho de 2026

 

Quando alguém odeia, esse sentimento costuma revelar algo profundo. O humorista e jornalista Millôr Fernandes observou que o ódio é sempre sincero porque frequentemente expõe ressentimentos, rivalidades ou feridas pessoais. Em sociedades polarizadas, esse mecanismo também aparece na política: muitas vezes julgamos governos menos pelos fatos e mais pelas identidades que construímos em torno deles.

Desenvolver o pensamento lógico exige treino constante. O raciocínio lógico é a capacidade de organizar informações, analisar evidências e chegar a conclusões coerentes. Não se limita à matemática formal; trata-se da habilidade de examinar premissas e verificar se os argumentos realmente se sustentam.

quinta-feira, 18 de junho de 2026

VIAGENS INVISÍVEIS, SEM FOTOGRAFIAS

 

Algumas pessoas percorrem continentes; outras percorrem a si mesmas

 


 

Tom Simões, jornalista e divulgador científico, Santos (Brasil), 18 de junho de 2026


Existem viagens horizontais e viagens verticais. As horizontais nos levam a novos lugares; as verticais nos levam a novas profundezas de nós mesmos. Algumas pessoas necessitam da primeira experiência para se realizarem; outras encontram plenitude na segunda.

Vivemos numa época em que viajar tornou-se quase uma obrigação social. Fotografias digitais diante de monumentos, aeroportos e paisagens exóticas frequentemente funcionam como certificados públicos de uma vida considerada bem vivida.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

O que torna a Copa do Mundo absolutamente única


 

Por Guilherme Rodrigues Simões, jornalista esportivo, Santos (Brasil), 12 de junho de 2026


O período mais esperado dos últimos quatro anos finalmente chegou. A Copa do Mundo é um evento extraordinário, repleto de momentos especiais e inesquecíveis. Quem não se lembra de onde estava em cada Copa? Durante um mês, a gente se pega assistindo a partidas aleatórias, como Equador x Curaçao, Uzbequistão x Congo, sem piscar em frente à TV. Mas o melhor mesmo é vivenciar o clima de Copa, sempre pitoresco e fascinante.

Tem o vizinho que grita gol antes; o pessimista que reafirma a cada cinco minutos que “essa seleção não passa da fase de grupos”; o supersticioso que se senta na mesma poltrona e ninguém ousa tirá-lo de lá. 

terça-feira, 9 de junho de 2026

A CRISE CLIMÁTICA NÃO ESPERA

 

Ondas de calor, secas e enchentes revelam que a crise climática já faz parte do presente

 

Clique aqui para assistir à entrevista: https://www.youtube.com/watch?v=HkKhpENdQYk

 

Tom Simões, jornalista e divulgador científico, Santos (Brasil), 9 de junho de 2026

 

Com linguagem clara e acessível, Paulo Artaxo traduz o conhecimento científico para o público sem perder o rigor científico. As mudanças climáticas correspondem a transformações de longo prazo nos padrões de temperatura e clima da Terra. Embora possam ocorrer por causas naturais, como variações no ciclo solar, desde o século XIX as atividades humanas passaram a ser o principal fator responsável por essas alterações, especialmente devido à queima de combustíveis fósseis, como carvão, petróleo e gás natural. A combustão desses recursos libera gases de efeito estufa que se acumulam na atmosfera e retêm parte do calor irradiado pela superfície terrestre, intensificando o aquecimento global.

O programa Roda Viva, da TV Cultura, apresentado pelo jornalista Ernesto Paglia, recebeu, em 1º de junho, o físico e professor Paulo Artaxo, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), para uma entrevista sobre a crise climática e seus impactos. Diretor do Centro de Estudos da Amazônia Sustentável da USP, Artaxo é um dos mais reconhecidos especialistas brasileiros em mudanças climáticas. Sua produção acadêmica reúne mais de 400 artigos científicos e contribuições relevantes para os relatórios do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU).

segunda-feira, 1 de junho de 2026

SÃO OS OUTROS QUE NOS VEEM VELHOS

 

As pessoas lamentam a velhice alheia como se o tempo fizesse exceções



Tom Simões, jornalista especializado em divulgação científica, Santos (Brasil), 1º de junho de 2026  

 

Essa ideia sugere que o envelhecimento é, em grande parte, uma percepção externa. Ela contém também uma crítica sutil aos julgamentos sociais: frequentemente são os outros que nos classificam como “velhos”, enquanto percebemos nós mesmos apenas como pessoas que acumulam experiências e anos de vida.

A idade biológica é um fato, mas a sensação íntima de envelhecer nem sempre acompanha o calendário. As pessoas percebem e até lamentam a velhice dos outros, como se elas próprias nunca fossem envelhecer. Tendemos a enxergar o envelhecimento como algo que acontece aos demais.

sábado, 23 de maio de 2026

MISOGINIA E FEMINICÍDIO

 

Muitos crimes acontecem após uma escalada gradual de agressões

 

Assista à entrevista: https://www.youtube.com/watch?v=dDMbHzemPig

 

Tom Simões, jornalista especializado em divulgação científica, Santos (Brasil), 23 de maio de 2026  

 

No programa “Provoca”, exibido pela TV Cultura de São Paulo em 19 de maio, Marcelo Tas recebeu a escritora e roteirista Patrícia Melo Neschling, abordando sua pesquisa para o livro “Mulheres Empilhadas”, além de comentar outras obras de sua autoria, a situação dos moradores em situação de rua e o sentimento de desesperança presente na sociedade brasileira. Uma entrevista intensa, reflexiva e profundamente voltada às feridas sociais brasileiras – especialmente a violência contra a mulher e a indiferença diante da desigualdade.

sábado, 16 de maio de 2026

GRATUIDADE DAS AVES E DOS LÍRIOS

 

Manoel de Barros


Tom Simões, jornalista especializado em divulgação científica, Santos (Brasil), 16 de maio de 2026  

 

Manoel de Barros, 1916-2014: um dos maiores poetas da literatura brasileira contemporânea. Criado no Pantanal Matogrossense (a maior planície inundável do mundo e Patrimônio Natural da Humanidade), transformou a natureza, as coisas simples e o ‘inútil’ em matéria de poesia.     

“Gratuidade das Aves e dos Lírios” é um dos poemas mais célebres de Manoel de Barros e integra o livro “Retrato do Artista Quando Coisa”. A obra reúne textos muito característicos do poeta: valorização da natureza, das coisas simples, do inútil aos olhos do mundo prático e daquilo que escapa à lógica utilitária. O próprio título do poema já sugere essa ideia de existência gratuita, livre de finalidade econômica ou produtividade — como os pássaros e os lírios, que simplesmente existem.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

COMPREENDER A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL TORNOU-SE ESSENCIAL

 

O maior desafio talvez não seja a tecnologia em si, mas nossa dificuldade de compreendê-la



·         Assista à entrevista: https://www.youtube.com/watch?v=Axexavx9OL4

 

Tom Simões, jornalista especializado em divulgação científica, Santos (Brasil), 14 de maio de 2026  

 

Vivemos numa era em que quase tudo precisa ser curto, imediato e rapidamente substituído por outro estímulo. Reflexões profundas muitas vezes são ignoradas pela pressa. 

Talvez as redes sociais já não tenham paciência para textos e vídeos demorados. Mas sigo convencido de que certas ideias merecem tempo, silêncio e assimilação. Nem todo conteúdo precisa apenas informar; alguns precisam transformar – como entrevistas que carregam experiências, lucidez e humanidade demais para desaparecer no fluxo acelerado do algoritmo.

sábado, 9 de maio de 2026

OUVIR MÚSICA CLÁSSICA TAMBÉM PODE SER UMA FORMA DE MEDITAR

A relação entre contemplação, foco mental e a experiência profunda de escutar grandes compositores

Leitura complementar: https://www.drjosenasser.com.br/a-musica-classica-altera-o-cerebro-veja-como/

 

Tom Simões, jornalista especializado em divulgação científica, Santos (Brasil), 9 de maio de 2026  

 

Como o silêncio interior encontra harmonia nas grandes obras da música. Há anos, após o café da manhã, mantenho um hábito silencioso: a meditação. Recentemente, incluí a música clássica nesse ritual — e a mudança foi perceptível. O que antes era apenas pausa passou a ter ritmo, profundidade e uma espécie de ordem emocional difícil de descrever.

Sim, a música clássica mudou a qualidade dessa experiência. Quando ela entrou no processo, algo se impôs: ritmo, continuidade, coerência. “Não é apenas som. É arquitetura emocional. E talvez muitos a evitem não por falta de sensibilidade, mas por falta de hábito”, alguém descreveu.

domingo, 3 de maio de 2026

SINFÔNICA HELIÓPOLIS

A primeira orquestra nascida dentro de uma favela, em São Paulo  

 

Assista à reportagem: https://www.youtube.com/watch?v=r5BKC7uY2g4

 

Tom Simões, jornalista especializado em divulgação científica, Santos (Brasil), 3 de maio de 2026

 

Em novembro, o Instituto Baccarelli completará três décadas como um dos mais emblemáticos projetos de transformação social do Brasil. E sua proposta é tão simples quanto poderosa: usar a música clássica como um polo de educação musical e transformação social. Fundado pelo maestro Silvio Baccarelli, em 17 de novembro de 1996, após um incêndio devastador na favela de Heliópolis, o Instituto consolidou-se como uma importante ferramenta de inclusão, autoestima e ampliação de horizontes.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

MAIS QUE EXISTIR: O CHAMADO À TRANSCENDÊNCIA

                 É passar do ‘ter’ para o ‘ser’, conectando-se com o infinito e o que é imortal

 

                                   ·         Imagem: https://revistapandava.pt/a-doutrina-hindu-do-atman/

 

Tom Simões, jornalista especializado em divulgação científica, Santos (Brasil), 29 de abril de 2026

 

Esse é o estado de ‘Consciência Pura’, o campo de inteligência infinita que se conhece por si mesmo. Transcender significa ir além — ultrapassar limites, superar uma condição, elevar-se acima do comum ou do imediato. Pode se aplicar ao plano espiritual, intelectual, emocional ou até existencial: é quando algo deixa de estar restrito ao que é visível ou habitual e alcança um nível mais profundo ou mais amplo.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

LEITURA QUE CONSTRÓI

 

A verdadeira leitura não ocupa o tempo: molda o ser



Tom Simões, jornalista especializado em divulgação científica, Santos (Brasil), 24 de abril de 2026

 

“Escrevo para poucos — como tudo o que é essencial.
Há despertares que não se ensinam: irrompem.

terça-feira, 21 de abril de 2026

19 de abril: "DIA DOS POVOS INDÍGENAS"

 

O direito de existir como são

 

·         Imagem: Autoria desconhecida

 

Tom Simões, jornalista especializado em divulgação científica, Santos (Brasil), 19 de abril de 2026

 

Que tipo de sociedade estamos construindo quando aqueles que estavam aqui antes de nós ainda precisam lutar para permanecer?

O chamado “Dia do Índio” — hoje oficialmente “Dia dos Povos Indígenas” — costuma vir carregado de homenagens, imagens folclorizadas e discursos genéricos. O problema é que essa data, muitas vezes, suaviza uma realidade que é tudo, menos simbólica.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

TECNOLOGIAS DE IDENTIDADE

 

O self digital e o vazio existencial

 


            Assista: https://www.youtube.com/watch?v=umnep7OJrP0

 

 Tom Simões, jornalista especializado em divulgação científica, Santos (Brasil), 15 de abril de 2026

 

O termo “self” refere-se ao núcleo da identidade de uma pessoa – aquilo que ela é em essência, incluindo sua consciência, percepções, sentimentos e sentido de “eu”. De forma resumida, “self” é a experiência interna de ser quem se é. Na psicologia, especialmente em Carl Gustav Jung, o “self” é a totalidade da psique, integrando consciente e inconsciente. No uso comum, pode significar simplesmente o “eu” individual, a identidade pessoal percebida.

sábado, 4 de abril de 2026

O TERMO “GENTE BOA” É QUASE UM RECONHECIMENTO INTUITIVO

 

Não se mede; se sente. E esse sentir revela tanto sobre o outro quanto sobre quem o percebe.



Tom Simões, jornalista especializado em divulgação científica, Santos (Brasil), 4 de abril de 2026

 

Essa frase carrega uma beleza muito coerente com o universo sensível do poeta Carlos Drummond de Andrade. Mesmo que não seja uma citação literal consagrada dele, ela dialoga profundamente com sua visão de mundo: a delicadeza como forma de resistência.   

Ontem, eu e esposa, ao nos deixar no local indicado, o motorista de um Uber disse, agradecido: “Boa noite, vocês me parecem Gente boa”. Isso após termos trocado algumas palavras com ele, durante o percurso.

domingo, 29 de março de 2026

HERDEIROS DE UM PLANETA EM ALERTA

Novas gerações já nascem dentro da urgência ecológica que as anteriores ignoraram

 


Tom Simões, jornalista especializado em divulgação científica, Santos (Brasil), 29 de março de 2026

 

Não falta informação; falta consciência. Porque saber não é suficiente para mudar o mundo. Porque antes de salvar o planeta, é preciso despertar quem vive nele. Há boa vontade dos ambientalistas, sim. Mas há também uma ilusão da conscientização – estamos informando muito e despertando quase nada. A gente não muda o mundo com informação, muda quando aprende a perceber, por conta própria. Nesse sentido, a conscientização raramente é um processo linear e planejado. Muitas vezes, ela acontece como um ‘salto’.

Onde nasce a consciência, a base esquecida de toda transformação verdadeira? O planeta não precisa só de consciência ambiental. Precisa de pessoas conscientes. Porque consciência precede responsabilidade – o que ninguém está trabalhando quando fala em mudança. E um indivíduo condicionado pode até aderir a causas, mas dificilmente será capaz de sustentá-las com profundidade.