O processo de se tornar mais
consciente de si mesmo, do mundo ao redor e do impacto das nossas ações
Roberto da Graça Lopes, amigo especial e mestre
espiritual, cuja presença e ensinamentos me acompanham há décadas
www.tomsimoes.com, Santos (Brasil), 7 de
março de 2026
“Realmente é pela prática consciente e diária das qualidades, que as tornamos automáticas em nós. De repente, o que era esforço consciente para sustentar certo comportamento, certa opção de vida benéfica ao outro, torna-se ação natural, instintiva. Assim construímos respeito, interesse, altruísmo, fraternidade ... Cada uma dessas qualidades automatizadas são qualidades conquistadas, damos saltos éticos, subimos degraus na evolução pessoal. Nos tornamos agentes de harmonização e pacificação. No dia a dia, podemos perceber isto pela paulatina mudança na qualidade do ambiente ao nosso redor, quando pessoas se afastam e outras se aproximam de nós. Transformamos o ambiente e o futuro (o próximo e o distante) em benefício da comunidade humana. Os estoicos nos apontaram um dos caminhos”.
Observação: eu resolvi publicar como ‘artigo’ esse comentário do amigo Roberto (numa das recentes publicações do blog), por ele conseguir condensar tal conceito com notável objetividade.

Acho que você exagera ao me considerar ‘seu mestre espiritual’, pois ao selecionar o que ‘aceita como aceitável’ torna-se o seu próprio mestre.
ResponderExcluirDecidir como reagir a cada situação que a vida nos apresenta é o que chamamos de ‘livre-arbítrio’. É a prática da liberdade. E liberdade é um atributo que só está disponível ao ser humano para expansão de algo que o distingue de tudo o que tem Vida: a sua consciência. Sempre é preciso ter consciência ao optar em como usar a liberdade. Toda ação traz consequências. Se construtivas e altruístas robustecem nossa consciência, que amadurece nosso livre-arbítrio e amplia o território da liberdade em nós. Se optamos pelo egóico, levantamos paredes, limitamos o território da liberdade em nós. Vamos na contramão da história evolutiva humana. O que deveria ser expansão paulatina e segura da consciência, pode tornar-se limitação progressiva, obscurecimento. A liberdade que nos é oferecida sob a forma de livre-arbítrio, se altruísta, expande nosso olhar para o Cosmo, para fora de nós. Se egoística, nos atrai para o buraco negro que ainda existe em nós. Como os buracos negros que existem no centro das galáxias, aquele que existe em nós, colossal centro de atração em nossa psicologia pessoal, é um perigo permanente a desafiar nossa consciência.